Você catou arroz pra ajudar sua mãe? Tirava os marinheiros, as pedrinhas. Hoje já vem catado, né? Acreditando nisso é que quebrei um dente.
Mas, o must era tirar a quantia certa de arroz da lata com a tigelinha de ferro malhada e fazer os montinhos que iam para lavar. A ordem era: arroz que bóia vira refugo.
Acordei e fui para o banheiro arrumar-me pra ir pra escola.
Passei sabonete:
Xampu:
Comerciais clássicos do xampu:
O sucesso da moça no comercial original da Colorama deu origem ao que ficou mais clássico:
Escovei os dentes pra ficar com "o gosto da vitória":
A pasta tava acabando, mas, nada que raspar por fora com uma faca nao resolvesse:
Vesti o uniforme:
Minha mãe me mandou ir à mercearia comprar uma bisnaga de pão de sal. Falou pra eu nao trazer o pão embrulhado em jornal e nem pôr debaixo do sovaco.
Falou pra levar também: um pão de açúcar de meio quilo e uma panhoca,
um saco de leite:
Pacote de café:
O Toddy para achocolatar o leite frio. Bão demais, né?
Veja que massa o trabalho de informação sobre o Toddy e embalagens de outros produtos feito por esse canal do Youtube:
Preparei meu copo de canudinho:
E era pra comprar também uma lata de manteiga. Esta estava empilhada lá no mercadinho. Fitei bem as marcas e escolhi a Claybom e pus em cima do balcão.
O bolinho de chuva já estava pronto. Na verdade, minha mãe havia feito foi sonho. Coberto com açúcar, canela e tudo mais.
Tinha abacate no pé do quintal, então, subi e apanhei alguns pra cortar no meio, enfiar um punhado de açúcar, pegar minha colher preferida e mandar brasa.
Peguei o pão com salame:
Enchi minha garrafinha com Ki-Suco:
Pus tudo na merendeira:
Peguei todo o material escolar:
Enfiei nas pastas o que era de enfiar:
E fui pra aula, né!
Fica então o registro de uma daquelas manhãs dos meus tempos de menino.