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sábado, 9 de maio de 2020

Os bons tempos estão voltando


Quando vemos uma foto de um carro na estrada, com ar de passeio, temos sempre em mente que a foto é da ida. A Vemaguete azul parece que acabou de chegar no sítio ou está dando ré pra estacionar. 

No entanto, não tem nada na foto que determine o momento em que ela foi tirada. Queremos com as que seguirão, que são do site Uol Carros, que você, para se sintonizar com esta postagem, se remeta aos anos que os veículos usados na ilustração remetem.


Postei no grupo de Whatsapp deste blog que por causa da quarentena e do que vem acontecendo no Brasil com o isolamento social eu estava com a impressão de haver disperso no ar um clima de nostalgia surgindo naturalmente. Com uma vivacidade que me arranca comportamento em vez de lembranças. 


Sim, não só pareço me comportar como eu me comportava em meus tempos de menino e de juventude, como também parece-me comportarem os outros, tenham a idade que tiverem.


A estação do ano que já entrou carregando a pandemia, o outono, aqui em Minas Gerais guarda semelhança com o jeito da estação no tempo que mencionei, datado nos anos 1970 e 1980. Até o frio já sendo anunciado em maio faz o tipo.



Ficar o tempo todo ou o mais possível dentro de casa nos obriga às opções de entretenimento para passar as horas livres que a casa oferece. Muita gente está descobrindo que são muitas essas opções. 

Escuto vizinhos berrarem "Truco" em jogo de cartas de baralho diariamente. Minhas crianças, para esquecerem um pouco o celular, eu coloco para jogar dominó, caça ao tesouro, banco imobiliário. Pensei em jogo de botão agora, vou já providenciar. Elas sentirão na prática como fazíamos eu, os pais e os tios delas quando tínhamos a idade que têm. O alpendre vai ficar aglomerado!


As opções eletrônicas é que tomam o espaço maior na preferência de todo mundo. Eu sou suspeito para falar em volta espontânea dos velhos tempos considerando estas porque mesmo no moderno meio digital eu só tiro velharia para pôr para ouvir, assitir, ler, visualizar, jogar. Meus emuladores de Atari não quiseram funcionar no Windows 8, mas, já já darei um jeito nisso!


Entretanto, se eu não tivesse me precavido naturalmente para essa quarentena e colecionado bastante arquivos de áudio, vídeo, imagem, livros e revistas em quadrinhos digitais em DVDs, que agora aproveito o tempo em casa para migrar tudo para HDs externos, com as emissoras de televisão e rádio reprisando seus acervos, retrô por meio de mídia eletrônica eu não iria deixar de ter.

E há um prenúncio de que o retrô durará bastante mesmo depois que acabar a pandemia. Será alternativa indescartável para levantar a economia que está se ferindo. Em outra postagem eu mostrarei como isso acontecerá.

sábado, 21 de setembro de 2019

Minhas lembranças mais remotas

"'Nenhum de nós se lembra de algo anterior aos 2 ou 3 anos de idade. A maioria não se recorda de nada que ocorreu antes dos 4 ou 5', diz Catherine Loveday, da Universidade de Westminster, no Reino Unido."
Trecho de matéria sobre Amnésia infantil, publicado pela BBC em https://www.bbc.com/portuguese/geral-39477636.

Minha mãe me contou que eu quebrei um dos braços aos dois anos de idade. Eu tenho uma leve lembrança de uma corrida noturna de meus pais, com minha mãe me conduzindo no colo dela, buscando levar-me para um hospital. Pode não ser essa a vez me contada, mas, se for, estou entre as poucas pessoas que saem do padrão quando o assunto é lembrar de fatos anteriores aos três anos de idade.

Quais são as suas mais remotas lembranças? Veja abaixo a minha lista.

1) O meu velocipede, com a carinha do Mickey em algum lugar, o da minha irmã mais velha, que era grande, e o do meu irmão, cujo banco parecia ser de madeira.


2) Entrar na Rural de um amigo de meus pais e no caminhão do padrinho do meu irmão. Passear de carro era para poucos.



3) Eu e minha irmã mais velha indo de ônibus para o jardim de infância, que se chamava Peter Pan, e também brincando nos aposentos da escola. Quem nos levava era uma das nossas primas por parte de mãe, que sempre iam trabalhar lá em casa.



4) Uma das primas fazendo a tarefa dela. Lavando roupa, colocando roupa no varal, cozinhando, pondo nós, as crianças, pra tomar banho.

5) Um domingo de castração de porco. Era um evento e tinha almoço pra muitos participantes lá em casa.

6) Minha mãe fazendo peteca com folha de bananeira pra eu e meus irmãos brincarmos e deixarmos ela fazer as tarefas de casa.


7) A mesinha minúscula com 4 cadeiras para eu e meus três irmãos na época sentarmos para fazer refeição. A gente tinha cada um seu prato verde malhado de ferro e seu copo de plástico com canudinho. Meninos de azul e meninas de rosa.



8) O viralata Ted, cachorro do meu primo-irmão. Ele era um cachorro preto bem grande. E bem pulguento.



9) A chegada do aparelho televisor de pés palito das minhas tias paternas. Chegou para elas em uma caixa de madeira. Eu e meu irmão pegamos o caixote pra brincar dentro dele junto com o Ted e nos enchemos de pulga.



10) LPs da CBS do Roberto Carlos e outros da Philco sendo tocado em vitrolas em dia de domingo no quintal da casa de meus pais.



11) A música "Maria Izabel" com Os Carbonos.


12) Uma excursão que meu primo-irmão e os amigos dele prepararam para passar o dia em uma cidade mineira chamada Pequi, onde há uma cachoeira com um escorregador natural bem alto.



13) Topo Gigio cantando "Meu limão, meu limoeiro" na TV na noite anterior à excursão, com minha mãe insistindo pra eu ir dormir por causa da viagem.


14) A réplica do Cristo Redentor que existe no caminho para a cidade. Era madrugada, eu acordado no ônibus, vendo aquela imagem acesa no ar - porque não dava para ver a área da serra - e tentando compreender se ela estaria voando.



15) Estar a ver um episódio do Oitavo Homem, parece que na Globo, que era TV Belo Horizonte na época, na noite da chegada da mesma excursão.


16) Aviões com faixa publicitária na popa sobrevoando os céus do bairro.




Fuçando a gente encontra na internet exatamente o que procuramos ou similares bem parecidos. E aí, não só uma viagem no tempo acontece, mas, ao tocarmos mentalmente no passado, experimentamos novamente as mesmas sensações vividas. Logo, a internet é um elixir de rejuvenescimento.

sábado, 31 de agosto de 2019

Brincadeira do carro preferido

Você já brincou da brincadeira mostrada no vídeo? Dê uma espiadinha.


E era relativamente fácil aprender quais eram os carros populares, que todo mundo tinha e que era mais provável aparecer nas pistas das avenidas. Bastava dar uma olhada nos próprios brinquedos.


Não precisava de tanto, bastava um desses e eu já estava satisfeito. Era um pouco sacal o fato de o ferrinho das rodas soltarem toda hora, mas a gente gostava de brincar era com eles. Não adiantava nos seduzir com o fusquinha Bate e Volta da Estrela. Ou melhor, se prometesse ia ter que cumprir. 

Os carrinhos de plástico tinham o adicional de poderem ser encontrados até nas mercearias. As lojas específicas de brinquedos não estavam em voga ainda. E as poucas que haviam ficavam bem distantes das periferias. É por isso que até hoje a gente vê brinquedos sendo vendidos em papelarias e outros comércios menos esperados.


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