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sábado, 12 de dezembro de 2020

Do banho tcheco à ducha Corona

Eram um pouquinho chatos aqueles dias em que dava as cinco da tarde e se tinha que colocar a água para ferver no fogão à lenha improvisado 


quem não tinha ebolidor de fábrica


ou não sabia improvisar um, 



montar a bacia de alumínio no cômodo destinado a ser o banheiro, 


temperar a água, porque água pelando ninguém merece, pegar a bucha vegetal ou a esponja,


o sabonete Gessy, 


Lifebuoy, 
Phebo, 

Lux de Luxo 

Rexona

ou Vale quanto pesa 


para esfregar no corpo e depois jogar água com canequinho 

para tirar a espuma do corpo.


O famoso banho tcheco.


Até que um dia apareceu...




E os banhos passaram a ser cantarolantes debaixo do chuveiro.


No livro "Os meninos da Rua Albatroz" o banho tcheco aparece na página 54:
Clique para ampliar!

O extinto, que não deixou quem registrasse sua história, sabonete York é mencionado duas vezes em banhos de bebês. E a ducha Corona - não precisa temer o nome - marca presença na página 102, que menciona o jingle bastante cultuado na época em que foi lançado, 1976.

E se você participou dessa migração e gostou de relembrá-la ao nosso estilo, compartilhe a postagem, comente e também compre o livro "Os meninos da Rua Albatroz", onde tudo isso está registrado.

domingo, 6 de dezembro de 2020

Bonitão da bala Chita

 Dicionário dos anos 70.

Ser bonitão nos anos 1970 todo homem queria ser, mas, bonitão da bala Chita nem pensar!

A consagrada bala de sabores sortidos além do clássico ananás (o sabor abacaxi era o original do embrião da bala, o drops Chita, lançado em 1945, mas, não fez lá tanto sucesso) fez história na boca da criançada e também na embalagem que trazia um chimpanzé para expressar o nome Chita, a macaca do Tarzan vivido por Johnny Weissmulller, uma paixão do espanhol João Rucian Ruiz, que projetou máquinas para fazer as primeiras balas mastigáveis do Brasil. E aí, sim, macia a Chita explodiu no mercado de guloseimas recreativas.

E essa foto - ilustração a partir de uma foto - virou símbolo de gente que nem é lá tão grande coisa mas se acha "beleza pura" (outro bom termo para o nosso dicionário).

Acompanhe a história da bala, que está de volta ao mercado já há algum tempo, hoje fabricada pela Cory:

https://www.propagandashistoricas.com.br/2014/09/historia-da-bala-chita.html

https://www.propagandashistoricas.com.br/2013/12/balas-chita-anos-40.html

No livro "Os meninos da Rua Albatroz" (quero aproveitar e agradecer a boa vendagem do livro neste ano), a bala Chita tem seu nome cravado na página 271, no capítulo final, junto com duas grandes concorrentes da época a similar bala Apache e a antagônica Soft, que era dura.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Roda o baleiro, seu Zé



Uns pareciam um robô. Vê-los girar exibindo balas diversas e bolinhas de gude era um passatempo. A indústria alimentícia castigava a gente. Mas, não foi por causa dos doces e balas que haviam dentro dos potes do baleiro que quem das gerações que cultuaram o baleiro e que não mais está vivo morreu. Rs! Que ironia! Até a saudade disso matou mais!

O baleiro aparece na página 251 do livro "Os meninos da Rua Albatroz", capítulo 71, E a vida de colono continua, que discorre sobre o colonialismo por meio de doces, balas, brinquedos e outros produtos que sofreram as gerações que participaram do processo de industrialização do Brasil.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

A colonização do brasileiro via Almanaque Disney

Último vídeo baseado diretamente nas postagens iniciais da fan page Os meninos da Rua Albatroz. Uma homenagem à Disney e à revista Almanaque Disney, que presenteia o espectador com informações sobre o adestramento cultural do brasileiro em pró do imperialismo mundial, que reflete nos dias de hoje.


sábado, 4 de janeiro de 2020

Comunicando agilmente com o Código Q

Era um meio de comunicação necessário no começo o rádio portátil. Do esforço de guerra, que demandou presença de radiocomunicadores nos front de batalha na Segunda Guerra Mundial, partiu o interesse civil. Tão logo findou a guerra e pela engenhosidade do norte-americano Alfred Gross apareceu o Walkie-Talkie, aparelho que permitia caminhar falando. Os caminhoneiros foi a primeira classe de usuários a ver vantagem no uso.

Leia a história no link: https://planetacaminhao.com.br/conheca-a-historia-do-radio-px/.



Entretanto, os aparelhos demandavam carregamento de baterias frequente. De forma que qualquer esforço no sentido de economizar carga era bemvindo. Talvez por isso se fala nos PX ligando e desligando o microfone.


Dessa necessidade de economia de carga apareceu uma linguagem que atalhava palavras e frases inteiras e tornava a comunicação mais rápida, o que interferia habilmente na economia pretendida. O nome da linguagem era Código Q. Falar em Q acabou virando um passatempo e as pessoas aprendiam os códigos mesmo não possuindo equipamentos de PX para justificar o uso.

Veja um quadro com o código:



Como usar o rádio PX:


Hoje a agilidade dada verbalmente pelo Código Q é percebida textualmente nos atalhos de palavras e nos emojis usados na comunicação via chat. Mas, nada impede de se atalhar verbalmente, para qualquer tipo de propósito, na comunicação via telefone móvel.

O livro "Os meninos da Rua Albatroz" envolve vários assuntos. E o desenrolar do conto leva os meninos a vivenciarem uma guerrilha onde vários elementos militares aparecem, entre eles os radioamadores. Dentro de um jipe, soldados fazem uso do código. Adquira o livro e se delicie com também esta passagem.

domingo, 8 de setembro de 2019

Travessuras de escola

Acordei e fui pra escola. Né? E até que entrei bonitinho na sala de aula.


Respondi a chamada,



ganhei presente na caderneta... maior caxião...


prestei atenção no quadro negro (que era verde)


e braviamente fui até ele escrever as palavras do "ditado" que a professora ordenou.
Taí a prova, ó, ninguém pode dizer que é montagem. Escrevendo com giz colorido e tudo...


Na hora do recreio, os meninos no pátio da escola brincavam de Montinho.


Mas, como eu era comportadinho e sabia que os bedéis acabavam com essa brincadeira rapidinho, preferi entrar no Ranca.

E sem bola. Os caras arrumaram um frasco de desodorante Van Ess.



É que essa brincadeira também é malquista pelos bedéis. Então, um dos meninos deu a ideia de brincarmos de Pegador de Bóia. Todo mundo fez o tinino e concordou.



O mesmo cara levantou a palma da mão e gritou que quem colocasse o dedo embaixo por último ia ser o pegador.


Aí é assim: o cara era o maior da turma. Levantou lá no altão a mão. Eu o mais baixinho. Cheguei em primeiro, mas ele ficou dificultando pra eu não conseguir encostar o dedo na palma da mão dele. Acho que ele queria que eu fosse o pegador. Então, falei que o recreio já estava acabando e disse que não ia brincar. Os caras foram e me fizeram isto:



Sabe o que é, né? Super indelicado.

Eu simplesmente ignorei, vi que passava por ali a menina que eu tava afim dela, estiquei um barbante e chamei ela pra brincar de Cama de Gato. Ela adorava! Ela parou a mão e começou a tirar das minhas o barbante. 


Aprende aí:


Os caras ficaram revoltados. Toma, tio! Mandei pra eles.


Pena que deu hora de ir embora. E naquela tarde eu ia ter que ir na bica com minha tia pra ajudar ela a levar a roupa que ela ia lavar lá.

Passei correndo em casa, troquei de roupa e peguei pra ela as caixas de sabão em pó.






Ganhei um puxão de orelha enquanto minha tia dizia: "Não aprende mesmo! É sabão de côco em barra."


E aí fomos. Lá chegando, enquanto ela junto com as outras lavadeiras lavavam roupas


E colocavam pra secar


eu e os meninos das outras lavadeiras íamos brincar de um monte de coisa.


Aí, inventamos de escorregar morro abaixo.




E uma das meninas canguetou a gente pra mãe dela. Aí, ó, não teve menino que não teve que enfrentar uma situação aterrorizadora desta:



Linda esta postagem, não? Mostre para seus filhos, netos, bisnetos. A gente era feliz e sabia. O que a gente não sabia é que a felicidade acabaria quando a gente crescesse. Do contrário, não cresceríamos.

SIGA O BLOG PRA GENTE CONTINUAR POSTANDO, VAI!

BOM DOMINGO!

Merchandising:


domingo, 1 de setembro de 2019

Café da manhã no meu tempo

Bom dia, tarde, noite!




Acordei e fui para o banheiro arrumar-me pra ir pra escola.

Passei sabonete:



Xampu:

Comerciais clássicos do xampu:


O sucesso da moça no comercial original da Colorama deu origem ao que ficou mais clássico:



Escovei os dentes pra ficar com "o gosto da vitória":

A pasta tava acabando, mas, nada que raspar por fora com uma faca nao resolvesse:






Vesti o uniforme:


Minha mãe me mandou ir à mercearia comprar uma bisnaga de pão de sal. Falou pra eu nao trazer o pão embrulhado em jornal e nem pôr debaixo do sovaco.


Falou pra levar também: um pão de açúcar de meio quilo e uma panhoca, 

um saco de leite:

Pacote de café:



O Toddy para achocolatar o leite frio. Bão demais, né?


Veja que massa o trabalho de informação sobre o Toddy e embalagens de outros produtos feito por esse canal do Youtube:


Preparei meu copo de canudinho:



E era pra comprar também uma lata de manteiga. Esta estava empilhada lá no mercadinho. Fitei bem as marcas e escolhi a Claybom e pus em cima do balcão.



O bolinho de chuva já estava pronto. Na verdade, minha mãe havia feito foi sonho. Coberto com açúcar, canela e tudo mais.


Tinha abacate no pé do quintal, então, subi e apanhei alguns pra cortar no meio, enfiar um punhado de açúcar, pegar minha colher preferida e mandar brasa.


Peguei o pão com salame:

Enchi minha garrafinha com Ki-Suco:

Pus tudo na merendeira:


Peguei todo o material escolar:



Enfiei nas pastas o que era de enfiar:



E fui pra aula, né!

Fica então o registro de uma daquelas manhãs dos meus tempos de menino.