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quarta-feira, 11 de março de 2020

Fanzine Os meninos da Rua Albatroz #02

Vamos nos divertir com mais uma edição do nosso fanzine preferido?


POR QUE VAMOS AO SUPERMERCADO?



O livro "Os meninos da Rua Albatroz" propõe vários porquês de fazermos o que fazemos ou de agirmos como agimos. Com base nisso, inauguro com esta postagem uma série baseada no livro, que apresentará todos os estudos que foram realizados para que esses porquês fossem discutidos na obra. 

Os supermercados surgiram na sociedade capitalista devido ao advento da Grande Depressao, ocasionado pela quebra da bolsa de valores de Nova York em 1929. Os estabelecimentos de varejo da ocasião utilizavam um sistema de vendas que necessitava o emprego de um ou mais atendentes, os quais ficavam de um lado do balcão pegando as mercadorias lhes solicitadas e destinando os clientes ao caixa ou fazendo eles próprios a cobrança. Processo que era muito lento para se vender a quantidade de mercadorias que se precisava vender no dia para que os estabelecimentos pudessem quitar seus compromissos.



A queda do poder de compra das pessoas durante a crise obrigou as fábricas a produzirem produtos de maneira que chegassem ao consumidor com preços acessíveis. A perda de qualidade dos produtos foi inevitável. Em 1916, nos Estados Unidos, a loja Piggly Wiggly inaugurou o sistema de auto-atendimento na América. Havia nela catracas na entrada, cestas para carregar os produtos, prateleiras com os mesmos e etiquetamento dos itens, que continham os preços.

Em 1930, Michael Cullen foi demitido da Kroger, uma empresa que vendia gêneros específicos nos Estados Unidos, que amargava queda nas vendas. Seu patrão não gostou de ter recebido uma carta de seu funcionário ditando ideias inovadoras como abandonar as vendas por telefone, as entregas a domicílio e o atendimento ao balcão, além de reduzir o lucro a despeito de vender 300 peças de produtos de gêneros diversos ao custo de 200, utilizando auto-serviço nessas vendas.

A ideia de Cullen envolvia métodos que já existiam, como o agrupamento de produtos por categoria, surgido em Paris, em 1850, com o Bon Marché, e o autosserviço (self service), chamado de "cash and carry" ou "pague e leve", nascido nos Estados Unidos em 1912 e empregado pela já citada Piggly Wiggly — sistema que deu origem à etiqueta de preço e as marcas comerciais. As pessoas pegariam nas prateleiras o que fossem comprar, exceto os perecíveis e o que necessitasse ser pesado, e levariam ao caixa, onde fariam o pagamento. Com isso se ganharia tempo e atenderia-se mais.

Trabalhando-se com produtos sortidos, em um só lugar as pessoas encontrariam, a baixo preço,muito do que fossem procurar para comprar. O autosserviço reduzira empregados, mas, o desemprego era aliviado pelas fábricas, pois, a dinâmica de consumo fazia aumentar a produção delas. Cullen não se deixou abater e ainda em 1930 criou em Long Island, New York, o King Kullen Supermarket.

Em 1932, já havia nos Estados Unidos vinte outros desses estabelecimentos, que reuniam em um só lugar mercearias, quitandas, açougues, empórios, feiras, armazéns, armarinhos, lojas de secos e molhados, peixarias e outros comércios.

Em 1941 já eram oito mil. A partir daí, os supermercados alastraram-se pela Europa — em 1948 na Inglaterra, por John Cohen do grupo Tesco, deu-se o marco inicial — e o resto do mundo. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o imperialismo norte-americano avançou, levando para onde fosse o seu "american way of life", jeito de viver do americano, que é bastante discutido no livro "Os meninos da Rua Albatroz".



O supermercado chegou ao Brasil, conforme Abílio Diniz, dono da Rede Pão de Açúcar, de modo lento e à base de experiências com pequenos comércios em lugares afastados do grande público, em bairros nobres, contradizendo o pioneirismo norte-americano que buscou lançar a modalidade de comércio para atender os populares devido à Grande Depressão. Houve o frigorífico Wilson, que em 1947 vendia em auto serviço linguiça, salsicha, presunto, mortadela, salame e e suas pioneiras carnes frescas acondicionadas.



Mas, só a partir de 1953 é que o Brasil viu de fato em operação a modalidade tal qual havia nos Estados Unidos. Os pioneiros foram: a Tecelagem Paraíba, o Supermercado Americano, a loja Sirva-se, todos em 1953. Além deles, também foram precursores: O PEG PAG, em 1954, a Disco, em 1956, e o Pão de Açúcar, que começou como uma padaria em 1959. Todos em São Paulo.





A ideia evoluiu, os estabelecimentos ganharam conceitos, como o tamanho, que teriam que ter de 200m2 a 2999m2 para ser um supermercado (Fonte: Wikipédia), departamentalização, estacionamentos exclusivos para clientes e outras propriedades. Até que surgiram os Hipermercados — o Carrefour, na França, em 1963. Nestes até barcos a motor é possível de se encontrar para comprar. Em contradição ao início da implantação, os supermercados hoje são grandes empregadores.

Estilo de mercearia frequentada na década de 1970 pelos meninos da Rua Albatroz. Os elementos principais eram os sacos de ráfia, os balaios de produtos à granel, a balança Filizola e o copinho de pegar os pesáveis, o balcão com proteção de vidro apresentando as bisnagas de pão e as panhocas para apreciação, os engradados de madeira para guardar cascos de refrigerantes e cervejas, as prateleiras de madeira presas no alto da parede de frente para o cliente, o caderno de anotação de fiados.

Neles se empregam balconistas, caixas, estoquistas, repositores, remarcadores, empacotadores, entregadores, açougueiros, verdureiros, gerentes, cartazistas, relações públicas e outros profissionais, dos que já existiam antes da invenção e os que foram criados com o advento e modernização dela.

FONTES DAS IMAGENS: Internet

ENTRETENIMENTO
Sabe aquelas versões de música internacional que fazem a língua original parecer que em relação ao Português é repleta de falso cognato? Pois é, veja esta a seguir!



INTERATIVIDADE

Mostre que você não matou as aulas de geografia do Brasil e conhece bem o mapa político do país. Aponte no mapa - escreva nos comentários - os erros. Se precisar, peça as respostas através do nosso formulário para contato.




NOSTALGIA DA TV

Relembrando a clássica corridinha da Pantera Cor de Rosa que é super hilária e se tornou simplesmente inesquecível. Direto do episódio "Jet Pink". O Show da Pantera Cor-de-Rosa divertia os meninos da Rua Albatroz no início das tardes da TV Itacolomi, que retransmitia a TV Tupi de São Paulo, entre 1976 e 1980.



O link para o episódio completo no Youtube é: https://www.youtube.com/watch?v=MxEXJ6G-0j4

terça-feira, 10 de março de 2020

Fanzine Os meninos da Rua Albatroz #01

Faremos uma série de postagens no formato fanzine. Utilizaremos o baú do autor para compor as matérias. Segue o primeiro exemplar.

QUADRINHOS AUTORAL

Em 1994, para participar de um concurso de tiras o autor se inspirou em seu pai para criar uma personagem de acordo com o tema do concurso. Segue a primeira e a segunda tira enviadas.


– Ê, DIACHO! PROCURO MINHA ENXADA... NÃO ACHO!
– PROCURO MINHA PÁ... NÃO ACHO!
– PROCURO MEU PÉ-DE-CABRA... NÃO ACHO!
– DEPOIS QUE ESSES MENINOS PERDERAM O RESPEITO, SUMIU TUDO NESSA CASA!
– RÁA! DELES ESTÁ TUDO AÍ!
– VOU DAR UM JEITO NESSA PANELINHA!
– BOM, LÉO, TE DEVOLVO ASSIM QUE EU ACABAR!
– TUDO BEM! NÃO SE PREOCUPE!

DICIONÁRIO DOS ANOS 70:
PEGADOR DE VAQUINHA

Só porque você é muito forte não quer dizer que você tem que deixar os sujeitos mais fracos que você fazer hora com a sua cara. Quer dizer? Pior ainda é quando o fracote é bem fracote mesmo, pois, ele te irrita, te tira do sério e sem alternativa você dá uma bifa nele. Aí vem os outros falarem pra você: “pegando vaquinha, né”, “bate em alguém do seu tamanho que eu quero ver”.

Pegador de vaquinha era o vulgo covarde. O cara que metia as caras era com quem ele tinha certeza que se daria bem num bota-pra-quebrar. No futebol, ele esperava vir nele aqueles que ele sabia que conseguia dribá-los. Só levava a bola pro lado deles e aparecia pra galera em cima deles. Estava sempre a ouvir: “seu pegador de vaquinha, comigo você não faz isso”. E não fazia mesmo, pois, o pegador de vaquinha jamais tentava passar por quem ele sabia que se daria mal. Ele tocava era a bola pro lado ou pra trás.

O termo não é nacional como é “fazer uma vaquinha”. Provavelmente a origem tem a ver com vaqueiros covardes, que fugiam de montar os touros mais enervados.

E assim preenchemos nosso vocabulário dos anos 70 com mais um termo. Vai treinando, pois, a máquina do tempo está quase pronta e você vai precisar estar falando fluentemente os jargões do nosso dialeto nostálgico pra se comunicar com os sujeitos que encontrar no lugar... digo: na época.


INTERATIVIDADE

Se interessa em escrever nos comentários os objetos que você identifica na imagem abaixo?



CORRA, O RAMIRO DA CARTUCHEIRA VEM AÍ!

A provável ficha do provável fascínora

Não tinha para o homem do saco, para o lobo mau e nem para o bicho-papão se as mães daqueles idos de 1974 e mediações quisessem colocar os meninos "pra dentro". Era só mencionar o temido nome do fascínora malcheiroso de Jaboticatubas, serial killer exterminador de famílias que matava, sem piedade, suas vítimas com uma cartucheira - exceto as vítimas de estupro, que morriam a pauladas.

Ramiro foi considerado uma lenda. Por ter ele uma marca registrada, abates à cartucheira, muitos crimes ocorridos na época foram relacionados a ele. Porém, logo que desvendados, foram desmentidas as acusações. Seus ataques que tiveram comprovação se deram no interior de Minas, de São Paulo e em Goiânia, Goiás.

O ladrão assassino teria chegado a ser preso e julgado. Taxado como louco, mas impedido de ser internado em um hospital psiquiátrico devido a uma ameaça dele próprio de matar os loucos que houvessem por lá. Em sua sentença, conta-se que o bandido teria dito, com seu português ruim, o que seria "somando tudo deve de dar uns 135 anos, vou pagar alguns o restante vocês pagam pra mim". Ramiro foi encontrado morto em sua cela em 1981, cuja causa foi justificada como ataque cardíaco.

O livro "Os meninos da Rua Albatroz" começa com a fuga de um meliante de ser capturado por homens do DOPS, qual meliante é confundido com o bandido da cartucheira. Ele vai se esconder dentro do lote onde morava a família protagonista da história. Se inicia assim, também, a parte policial do livro. Adquira o livro!

VOCÊ TEVE DISSO:


Era comum demais nas copas das casas nos anos 1970. Lá pro finalzinho da década. Armário de compensado metalizado, com repartição fechada com vidro. Um must! Nele se guardava xícaras, copos de vidro, talheres, pratos de louça e de vidro, pirex, latas de mantimentos cheias. Se colocava as contas a pagar. E não há quem não deu com a cara nas portas do alto quando se entrava de sopetão na copa e alguém como de praxe as esqueciam abertas.


SALVE LINDA CANÇÃO DA ESPERANÇA

Finalizando com música, também tirando das referências feitas no livro "Os meninos da Rua Albatroz", eis a linda canção "Salve linda canção da esperança", do saudoso carioca Luís Melodia, sucesso nas rádios AM de 1974, data que inicia a história contada no livro.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Mineiro na praia - Pt.1

O mês de janeiro chegou e no litoral brasileiro os mineiros fazem a festa, principalmente em Cabo Frio, RJ, Guarapari e Marataízes, ES. Para iniciar a série, deixo as páginas de uma história em quadrinhos sobre o assunto, que escrevi e quadrinizei nos anos 1990.







Em breve a próxima postagem sobre o assunto.

E não deixe de adquirir e ler o livro "Os meninos da Rua Albatroz" pra reviver os bons tempos e se divertir com uma história de ação ao mesmo tempo que obtém informação preciosa.

sábado, 23 de novembro de 2019