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segunda-feira, 5 de julho de 2021

Viver bem é muito fácil: Viva no presente

Para acessar a postagem em vídeo:

Se você já assistiu os seriados norte-americano de TV dos anos 1960 “A feiticeira” e “Jeanie é um gênio” você já deve ter se deparado com a seguinte situação: 


Uma mulher com poderes sobrenaturais disposta a dar tudo o que seu amo quiser, coisas ou circunstâncias lhe favorecedora, e um homem aparentemente de moral altamente incorruptível, que acredita que para se vencer na vida conseguindo pertences e benevolências é necessário ir à luta, trabalhar bastante para conquistar seus propósitos.


Eu acredito que qualquer um, inclusive os astros e produtores dos dois programas televisivos, não abriria mão de contar com a facilidade para se adquirir coisas ou situações favoráveis, que propõem os dois referidos sitcom. Ninguém dispensaria a ajuda de gênios para conseguir tudo o que quer se encontrasse algum.


Nos Estados Unidos daqueles idos, a população passava por doutrinação de comportamento e recebia cargas de mensagens através de diversas mídias, sobretudo da televisão, com a finalidade de ser adestrada com o molde que os gestores da sociedade consideravam ser o ideal para o convívio entre os membros dela e para o respectivo funcionamento do Sistema. Se todos procurassem ser honestos e batalhar pelo que quer, tanto as pessoas quanto o modelo socioeconômico pensado prosperariam.


Como a aceitação dessa justificativa exigia bastante condescendência, que superava os limites da ingenuidade, surgiram pessoas propagando teorias que acusavam os gestores de comportamento dos indivíduos de se beneficiarem da fragilidade e obediência do cidadão para ficarem livres para se manterem no poder, uma vez que seus negócios jamais correriam riscos de serem afetados se de repente alguém que enriqueceu de maneira fácil resolvesse competir com eles.


Outras teorias diziam que esses gestores frequentavam fraternidades esotéricas que teriam conhecimentos avançados sobre o poder da mente humana e restringiriam a eles tal conhecimento. 


E através dos mecanismos de engenharia social que dispunham, impediam os não-fraternos de o alcançarem. Tentariam com esse procedimento inibir os outros de desenvolverem a mente para lhes trazer tudo o que bem quisessem e deixarem de ter que se submeter às regras do Sistema.


Gênios de lâmpadas têm origem na mitologia árabe. Conforme o site http://petitandy.com/:

De acordo com as crenças pré-islâmicas os Gênios foram criados de ar e fogo, 2.000 anos antes de Adão. Vistos como eternos e imortais, eles eram criaturas extremamente fortes e astuciosas que possuíam grande destaque no paraíso (logo abaixo dos anjos). Os Gênios teriam sido incentivados por seu líder a recusarem fazer reverências à mais nova criação divina: o homem. Como punição, todos os gênios foram expulsos do paraíso.

Embora vivam em um mundo paralelo, eles podem ir e voltar a Terra livremente. Poderiam se tornar invisíveis quando desejassem e utilizariam para sua diversão esta habilidade.

Comumente responsabilizados por doenças e acidentes, eles punem humanos por ações que não julguem corretas. Também se dizia que eles ajudam quando a humanidade precisa de ajuda, mas, provavelmente apenas quando isso for conveniente aos seus interesses.


O próprio Maomé revelou que ao escutar as revelações do anjo Gabriel sobre os ensinamentos de Deus (que posteriormente seriam reunidos no Alcorão), inicialmente teve receio de ser algum Gênio brincando com ele. Após a revelação do Alcorão, a visão que se tem dos Gênios foi alterada.


Deus informou a Maomé que alguns Gênios são bons e outros são maus, pois possuem o mesmo livre arbítrio que os humanos. Assim como nós, se seguirem o Islam poderão se salvar.

É muito comum se ouvir a frase “fulano tem o gênio ruim”. Com a palavra “gênio” na frase querem se referir ao temperamento da pessoa. Essa frase vai ao encontro do que revelaria o Alcorão, conforme o texto do Petitandy. A qualidade moral do gênio, então, definiria a índole de seus prodígios.

Em estado normal de consciência, todos temos o mesmo temperamento. É quando alteramos esse estado que nos classificam como bons (passivos) ou ruins (explosivos). Os desejos que se passam na mente de uma pessoa em estado passivo são os melhores possíveis. A recíproca não seria verdadeira para o estado explosivo. Embora uma pessoa treinada possa usar a energia da ira – do estado explosivo – para injetar no ambiente bons pensamentos. Empodera-se com isso o pensamento de generosidade.

Uma pessoa geniosa consegue tudo o que deseja. A fórmula é a atenção plena – durante o estado genioso dela, ela não dá espaço para pintar dúvida se pode mesmo conseguir o que quer, pois, está totalmente focada no tempo presente – e o magnetismo animal – poder de influenciar pessoas ou o meio.



Não é querer um automóvel, piscar os olhos com os braços cruzados e eis que o carro aparece. E sim o resultado de uma logística aplicada com disciplina.


Exemplo: Um mentalista deseja sair de uma revendedora dirigindo um dos automóveis que viu na vitrine. Ele não possui no momento meios de comprá-lo. Nem mesmo a prazo. Mas, resolve arriscar. Recebe ele a abordagem do vendedor e com muita cortesia o influencia a aceitar que informações importantes para o crédito sejam ignoradas, enganos durante a verificação de documentos aconteçam, processos de liberação do produto sejam acelerados, de modo a tapar inconsistências para liberação. 


A força que providencia tudo isso é a mental. E é disparada via magnetismo animal.

Suponhamos que o combinado tenha sido a emissão de um cheque pré-datado no valor da entrada a ser descontado em 10 dias. E o restante a ser pago em 30 prestações através de carnê de mensalidades a ser enviado para o endereço do sacado. A devolução do produto será automática se o cheque não for coberto no prazo estipulado.

Para aqueles que gostariam que as transações comerciais existam com bastante frequência e agilidade na sociedade, a primeira parte, o consumo, se deu dentro dos conformes. Resta saber quanto à adimplência.

Supondo que o comprador do exemplo seja idôneo, mas, não tem previsão clara para obter o valor da entrada dentro do prazo, se esperaria que ele usasse seu poder de persuasão para criar a realidade que possibilita ganhá-lo ou emprestá-lo. 

Se ele não tiver o interesse de ficar com o carro, se ele apenas queria realizar um desejo momentâneo de sair de uma concessionária de automóveis dirigindo um carro, ele aguardaria o processo de devolução, arcaria ou não com as despesas incidentes, dependendo de sua índole, e a ação planejada na mente teria sido concretizada. 

Caso ele não seja um ente idôneo, todas as possibilidades para que ele possa permanecer com o carro, sendo ou não incomodado, estariam lançadas no éter. Idem as consequências daquelas em que se sofreria pena.

A mente humana é uma espécie de lugar onde reina a anarquia. O governo dela é individual e todos os eventos que acontecem nela são restritos a quem a administra. Portanto, a mente é um lugar realmente livre. Totalmente sintonizada com a essência do Universo, que não limita eventos com as diretrizes humanas. Entretanto, alimentamos muitas vezes a vontade de transportar para a realidade material esses eventos. Daí, eles não podem acontecer exatamente como são traçados na localidade original.

Se a ação planejada é sair de um estabelecimento dirigindo um carro, somente essa ação é que é levada em consideração para que o protótipo mental dela seja clonado na realidade material. Influenciar o vendedor a não checar documentos é outra ação. E se viabilizará separadamente. Para a mente: sem ter relação com a de sair de uma loja dirigindo um carro.

Outra particularidade da criação mental é a ausência de consequências. Sair da loja dirigindo um carro é o todo. Só lhe existe o agora, nunca o depois. Assim como também não existiu o passado da ação. Para arcar com as consequências que inevitavelmente ocorrerão no plano terreno, novas ações terão que ser inventadas na mente pelo pensador. No exemplo, uma delas é a de obter dinheiro para arcar com a entrada e as prestações. E o que advier, ocorrerá também no presente de então.

IMAGENS: Google

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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Viver bem é muito fácil: Conheça sua mente

IMAGEM: Google.

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A mente humana é uma ferramenta para o humano usar. Muitos de nós tem aquela impressão de que a mente possui autonomia e que está fora do corpo físico. Ainda mais que muitos dos pensamentos que ela produz não gostaríamos de tê-los. Uns pensam que não somos donos da mente que temos. É ela então quem os usam. Outros sabem que somos donos dela sim. Porém, a mente não é o que somos. O eu verdadeiro está fora dela e também do corpo físico, controlando os dois.

A verdade é que todos esses pensamentos indesejáveis somos nós mesmos que influenciamos a mente a constituí-los. Durante anos e anos somos influenciados, pelas experiências que temos, a dar forma a esses pensamentos e, natural e incondicionalmente, os armazenamos.



Como fazemos com os arquivos de computador que criamos e mesmo sem utilidade póstuma não apagamos. Para algum lugar na memória da máquina eles têm que ir. E quando situações que condicionam o aparecimento deles acontecem, eis que voltamos a ter contato com eles.

A mesma coisa são com os pensamentos. Por exemplo, assistimos a filmes de terror, ficamos impressionados com alguma cena, nos assustamos, repudiamos a cena para o caso de termos que vivê-la na realidade, mas, nada fazemos para apagar as impressões. Elas acabam guardadas em nossa memória. E quando nos deparamos real ou virtualmente com situações similares à cena repudiada, eis que vem à superfície da mente a sugestão de experiência que tanto gostaríamos que não surgisse. E se nada fizermos para que ela não se materialize, se não evitarmos que nos emocione fortemente aquele pensamento, dizendo coisas como “cancela” ou “nada errado, tudo certo”, ou desenhando mentalmente um escudo, nas palavras dos religiosos: “traremos a desgraça para casa” ou “daremos corda para o demônio”.



O tempo todo estamos pensando em alguma coisa. A mente é a canalizadora, decodificadora e geradora de imagens desses pensamentos. A interação que inevitavelmente temos que fazer com o meio é responsável pela maior parte do que pensamos. A necessidade de tomada de decisão é o principal motivo.

O ambiente físico é todo feito de vibrações. O tempo todo estamos vibrando. E também as outras coisas, pessoas e demais seres vivos vibram incessantemente. A comunicação universal é a vibração. Quer queira, quer não, quer saibamos ou não, a mente constantemente recebe essas vibrações e as traduz. E forma os pensamentos que temos, que tem vez que não vemos qualquer sentido em estar pensando em certa ação.

Isso só ocorre quando não estamos atentos ao presente, ao ínfimo momento atual. Essa coisa que chamam de atenção plena. Porque quando estamos inteiramente atentos, focados em tudo ao redor e sem efetuar medições ou julgamentos, a mente não forma imagem. Ela não precisa formar imagem ou decodificar a vibração que está captando para que possamos compreender o que a está influenciando. 


A mente é como se fosse o monitor de vídeo do computador que um ente superior controla. As imagens que ela forma. Em vez de impulsos elétricos ligando diodos no interior de uma placa de circuito integrado, as vibrações que ela capta do meio exterior é que dão origem a impulsos elétricos que combinam dendritos e formam sinapses cerebrais. Quanto mais raciocínio, mais compreensão, mais sinapses, mais nítida a imagem que a mente forma, maior a capacidade de conversão da imagem em matéria.

Para isso, temos que estar treinados a não produzir julgamentos. Ou seja: se pôr totalmente em controle remoto. Deixar que o inconsciente nos conduza pelas estradas, sem se preocupar com diferença de tonalidade de cores, se está por vir um aclive ou um declive, se passou por nós um homem alto, que talvez pudesse ser alguém conhecido, ou uma mulher de baixa estatura, que teria sido grossa.

A gente tem momentos assim quando estamos indo para algum lugar que conhecemos o caminho de cor e salteado e estamos absortos em pensamentos ou apressados. Quando dá hora de virar à direita a gente vira; se o semáforo nos acende a luz vermelha paramos; voltamos a andar quando se torna verde pra gente.

Muitos de nós nesta situação faz uso da outra faculdade da mente: produzir pensamentos que nascem do íntimo. Muitos desses são algumas vezes chamados de inspirações. Neste caso, a influência pode estar vindo do éter, de uma região mais próxima do sobrenatural, que toca o espiritual. E muitos desses pensares são recordações. Às vezes, recordações são desencadeadas pelo contato no meio físico com algo que as recobram. Mas o que imaginamos estimulados por inspirações pode também se transformar, efemeramente, em recordação, se pertinente.

Nunca tive sorte de encontrar texto científico sobre a mente humana que me empolgasse o raciocínio para eu dar meu aval de quem entendeu claramente o proposto. O que já ouvi falar ou já li é de ser o meio-ambiente, incluindo a comunicação com os outros, o causador das imagens mentais, além dos processos cognitivos, que se referem aos momentos em que na mente vão parar análises e formulações tanto de pensamentos, quanto de palavras. Tornando a mente bem a cara de ser uma ferramenta que usamos para interagir com o mundo material.

Que tudo que viemos a experimentar materialmente passa primeiro pela mente é hipótese defendida pelos cientistas da mecânica quântica. Os da ciência convencional – particularmente o pessoal de psicologia – aceitam que tudo que o homem constrói ou já construiu passa ou se passou pela mente dele antes de vir ao mundo.

E aqueles, os quânticos, também defendem que a realidade que experimentamos é fruto da observação que fazemos. Que tudo existe em todos os estados possíveis e que é a observação que as mentes fazem que decide, no momento de observar, a probabilidade selecionada ou aquilo que se suceder. Surgindo, então, um vórtex veloz e etéreo, que causaria o que chamam de colapso quântico. E a coisa sai do mundo imaginário para ganhar luz no tridimensional geográfico. Esse pessoal menciona também o emaranhado quântico, que descreve a crença de que a mente não passaria de uma força e que todas as mentes estão ligadas, inclusive a universal, que seria a que move tudo, inclusive os astros no céu. O caos no universo seria o resultado da atividade incessante das mentes emaranhadas.

Foi lendo o ótimo livro “A cabala mística” da Dion Fortune que entrei em contato com uma intrigante teoria sobre a evolução dos seres vivos que conservam os ocultistas. Conforme o livro, o homem primitivo teve que aprender que o que ele imaginava e o que experimentava realmente eram eventos separados. Sua mente era vazia, sobretudo de pensamentos inatos, que praticamente não tinha. Carregava pra ela somente imagens formadas pela sua interação com o meio. Se ele tivesse algo como uma alucinação, ele não diferenciava do que via realmente. Ver o horizonte a céu aberto era o que seria a consciência habitual; com a cabeça afundada na água era para ele um outro estado de percepção.

As surpresas com que se deparava, como tentar apanhar no ar um vulto ou um raio de luz, os efeitos de pareidolia nas paredes das cavernas, foram aos poucos virando aprendizado e sendo catalogado instintamente. A voz interior foi sendo diferenciada dos ruídos externos. E até as imagens que viam nos espelhos d'água, ou seja o reflexo de si e de outras coisas, bem como as sombras de si próprio e dos objetos, tiveram que ser classificados para que pudessem interagir sem choque com o mundo.

Para os ocultistas, os sonhos foram responsáveis por trazer muitas respostas para perguntas e soluções para problemas que os primitivos buscavam durante o estado pleno de vigília. E parece que ainda é assim para o homem. E para os animais que demonstram também sonhar – e até a ter pesadelos –, como os cães.

Dizem os neurolinguistas que a mente atrai as experiências que vivemos. Se é verdade que a mente canaliza as vibrações vizinhas, oriundas de pessoas, objetos e eventos, latentes ou não, decodificando e formando imagens mentais para se comunicar com o pensante e dizer -lhe o que ela está canalizando, não há a menor dúvida de que seja assim mesmo. Mesmo porque, se observamos cada instante que deixamos para trás o que aconteceu foi isso. E achamos que os pensamentos que tivemos ocorreram por se relacionar com o acontecimento ocasionado. Mas, no fundo é como se uma pessoa sentisse fome e materializasse uma pizza de queijo e calabresa por serem os ingredientes disponíveis ao redor para ele cozinhar.

Antes eu vivia um paradoxo tendo essa crença de que a mente atrai o que pensa: “estou atraindo ou pressentindo o que materializo”. Hoje sei que não existe premonição. Ninguém pressente qualquer coisa. Ninguém prevê o futuro, exceto aquilo que é calculável, como a rota de um meteoro por exemplo; se vai chover ou se vai dar sol. Mesmo essas coisas são probabilidades.

A mente pode ser sugerida. Pode desenvolver sinapses cerebrais compatíveis com determinados pensamentos. Sugestões que podem sair de terceiros, como é o mais normal. Mas também nós mesmos podemos dar sugestões para a própria mente. Logo, se ela tem a capacidade de formar as experiências que os seres mentais gozam, saber como sugestionar a mente é o segredo da bonança, da vida repleta de boas experiências. E por que não dizer: o segredo da prosperidade?

Para ter boas ideias, então, é só ir para onde se possa encontrar o mais possível de elementos agradáveis para a mente usar após canalizações dela própria ou sugestões que dermos. Lugar onde se está emitindo boas vibrações. Magnatas perambulando, carrões passando, o som de música bem agradável, cheiro de boa comida, um vento aliviante tocando o rosto. Sem dar chance para a mente se impressionar ou canalizar o que não traz benefício.

Emoções irão pintar e gerarão pensamentos positivos, que darão forma a sentimentos que farão o instante observado valer a atitude. E, ainda, se for um insight o que se foi buscar, a chance de sair do local com uma fórmula na cabeça ou uma coisa já materializada na mão será grande.

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terça-feira, 29 de junho de 2021

Viver bem é muito fácil: Desprender de valores impostos

Quem durante um tempo da vida teve oportunidade de conhecer o estilo de vida rural ou pelo menos o vivido pelas pessoas das periferias dos grandes centros urbanos nas décadas de 1980 e anteriores pôde observar no próprio terreiro de casa ou nos quintais vizinhos ou de todo o bairro criações de galinhas.

IMAGEM: Google

Para as galinhas eram construídos galinheiros. A maior parte do dia, elas ficavam dentro da construção a viver seu cotidiano de andar para lá e para cá cocoricando e batendo asas. Botavam ovos e logo que escurecia subiam para o poleiro, que é onde dormem.

IMAGEM: Pinterest

E havia em todas as casas onde construíam desses estabelecimentos uma grande parte do imóvel mantida em terra crua. Era onde as aves perambulavam por um período a partir de determinada hora do dia. O terreno ficava sempre limpo, de tanto as galinhas ciscarem, pois, elas retiravam do solo tudo quanto era folha de planta que encontravam.

IMAGEM: Google

Se podia observar as galinhas com pintinhos recém-nascidos educando seus filhotes. Ensinavam a eles a bicar o solo em busca das folhas de grama. A encontrar a vasilha com água. A esquivar-se de ser apanhado por alguém da casa que quisesse pegá-los.

IMAGEM: Google

Exceto sair de dentro do galinheiro para passar um tempo no quintal e voltar para ele, ter a vasilha de água enchida e milhos distribuídos pelo chão da instalação para que as poedeiras, os filhotes e o galo se alimentem, todo o resto dessa rotina acontece sem a intervenção humana.

Os animais irracionais não se preocupam com outras coisas que não as que incondicionalmente suportam a sua existência, como se alimentar, hidratar e dormir. Nem mesmo o tempo gasto com perambulações eles gastam com atenção plena no fato ou atribuindo algum julgamento. As decisões que tomam acontecem intuitivamente. 

IMAGEM: Google

Eles não dão importância a coisas como ser ou não ser bonito; ser mais fácil de se executar uma tarefa ainda que fundamental; ter um cônjugue exclusivo para amaziar-se, receber carinho, trocar palavras agradáveis que massageiam o ego, praticar sexo. 

IMAGEM: Google

Até mesmo ter filhotes acontece naturalmente, os outros animais não julgam se é necessário tê-los ou não. Sequer preocupam quanto a preservar a espécie. A natureza é que toma por eles todas essas decisões e os tocam a intuição. Embora não se ocupem com contemplação de alguma arte, leitura, atividade complexa de lazer, eles são como atores num palco desempenhando o papel lhes dado pelo escritor e diretor de uma peça teatral, desempenhados os cargos pela natureza.


Voltemos agora ao homem primitivo. Em nada ele se diferenciava dos outros animais viventes de sociedades. Sua capacidade intelectual no início era equivalente às dos irracionais. E seu tempo de viver era vivido essencialmente realizando atividades indispensáveis à sua sobrevivência.

IMAGEM: Google

Porém, seu intelecto evoluiu, tornando o Homem capaz de observar a realidade, de modo a analisá-la e a se encher de curiosidade. Ao ponto de chegar um dia a ser capaz de explicar a si mesmo ou de contar a própria história e a do mundo onde vive. Daí complexou-se todo o resto.

Desenvolvendo sua forma de analisar seu arredor, a ideia de beleza se descortinou para o Homem. E ele começou a ver beleza e feiura em tudo. E a classificar as coisas e seres conforme o que percebia, atribuindo valores por si próprio ou de acordo com a instrução que recebia, inicialmente apenas dos mais velhos da tribo, não só dos pais. Assim, outras dualidades e atribuições ele fecundou.

O hermetismo fala sobre polaridade, sobre tudo ter um oposto. Mas, só quem tem consciência da do tipo que tem o humano é capaz de julgar essa polaridade. E até precisa disso para medir e interagir com o mundo. Para os outros animais não existem em suas mentes essas polaridades. As medições necessárias, como a que distingue um terreno transponível de um buraco, lhe ocorre naturalmente. A natureza, então, seria uma espécie de consciência universal não atrelada a um corpo físico de reinos e espécies distintos, que age por conta própria quando o ser não é muito independente intelectualmente.


Muita romantização, poetização e conceitos de ética foram brotando na mente humana. E com isso, valores morais foram sendo inseridos em seu cotidiano de vida social, tornando o Homem mais independente do Cosmos, mas, afastando a espécie cada vez mais da sua natureza e das providências automáticas e infalíveis dela.

Porque a virtude da beleza, por exemplo, seduz, o Homem, que já havia desenvolvido roupas como equipamento para proteger-se do clima, viu ele nestas uma opção para esconder o corpo e evitar casualidades como, por exemplo, atentados ao pudor.

E da mesma forma vieram todos os outros valores que a maioria das sociedades humanas até hoje em dia conserva, bem como as preocupações e sentimentos de frustração por não estar a arcar com algum desses valores.

Constituir família; praticar somente sexo para obter orgasmo, reprimindo o auto-toque íntimo; namorar, noivar, casar, viver junto com alguém do sexo oposto ou não; se manter belo, bem aparentado, ao se exibir em público; ter filhos. Isso tudo são preocupações inatas do ser humano. Nada disso é elementar para ele gozar sua existência.

Assim como não é para os outros animais e os vemos na mesma condição, ainda hoje, a realizar seus ciclos. Sem problemas que já não lida com eles, sem estresse e sem mudança de humor. Mudar esse funcionamento automático da vida, arraigar no inconsciente que os valores que carrega consigo são inexoráveis, não foi bom para a humanidade. São fatores de infelicidade. E quando deixamos que a não incidência dessas instituições em nossas vidas as abalem, estamos atendendo a terceiros e não a nós mesmos.

É o líder religioso que precisa que se pense que religião é importante, que se acredite em divindades e que se espere por uma salvação que nem mesmo se sabe do que se é salvo. São as instituições políticas, bélicas, religiosas, corporativas, acadêmicas que precisam que a ideia de família seja mantida, que as mulheres queiram ser mães e concebam filhos. Pelo simples fato de que farão as proles parte das engrenagens do Sistema e manterão as rodas girando.

São essas instituições que se beneficiam do sentimento materno que elas mesmas adoram romantizar, poetizar, com o fim de manter a chama acesa. E também o contingente populacional necessário para dar suporte e continuação às sociedades humanas. Vão para essas instituições: eleitores, soldados, fiéis, trabalhadores, escolares e, sobretudo, consumidores. E os governos se justificam administrando toda essa gente e instituições.

Então, se você se flagela por não conhecer ou ter frequente oportunidade de praticar sexo: lembre-se que a natureza fez o orgasmo como uma atividade do seu corpo, para alcançá-lo você não precisa de ninguém, pode conseguir sozinho. É para você não deixar de se importar com sexo por poder se masturbar, coisa que compromete a produção de pessoas para fazer rodar a engrenagem do sistema, que marginalizam a prática e colocam na cabeça das pessoas que se tem que namorar, casar, procriar. Enfiam na cabeça da gente que felicidade é isso e que devemos buscar por ela.

E felicidade são momentos e não algo que se alcance e que uma vez alcançado, provavelmente por ter se conseguido ticar todos os "deveres" e "feitos" doutrinados, se será para sempre feliz.

Namorar, praticar sexo, viver a dois, ter filhos são apenas momentos felizes. Mas não é a Felicidade personificada e nem tampouco eventos insubstituíveis. Se substitui, sim, inclusive por opções a que se possa chegar individualmente a elas. Sem a participação de qualquer outro.

Se você se flagela ou se reprime por qualquer outra coisa além das mencionadas como exemplo, verifique se o que te perturba é algo que você realizaria incondicionalmente se ainda vivêssemos como o homem primitivo. Caso não seja, pare de perseguir isso, pare de produzir o próprio sofrimento e pare de querer dar satisfação para terceiros e pôr sua vida nas mãos deles. Seja dono da sua vida!

E ademais, quando você se desfaz da tormenta de arcar com deveres lhe impostos ou de desejar algo lhe ensinado e que lhe traz curiosidade por experimentar, você se solta. E é dando de mão da ansiedade que a obsessão traz, ou seja: se soltando, é que se consegue entrar em estado de bem-estar, que faz com que se sintonize com o fluxo de energia positiva abundante no éter e essencial para a materialização de qualquer experiência que desejamos experimentar.

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Paz profunda! Vida longa e próspera!

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Para presidente: Paulo Guedes - Pt. #N

A DEMANDA DO BRASIL

Como vimos nos capítulos anteriores, para que um grupo controlador da humanidade recorresse à articulação de uma pandemia seria necessário haver motivos. Vimos os motivos globais e discorremos sobre as garantias que tinha a conspiração para realizar o pleito com segura margem de sucesso em todos os aspectos. Tanto no que diz respeito ao comportamento a ser tomado pelos membros da boiada, quanto no que tange a aparência de fenômeno da natureza o surgimento do vírus letal e seu alastramento.

Especulemos agora, se valendo de evidências colhidas em textos de história, qual seria a demanda do Brasil.

Em 1930, o país passou por uma troca forçada de presidente da república. Antes disso, oligarquias de São Paulo e Minas Gerais revezavam o cetro da nação, numa política denominada Encilhamento – ou Política do Café com Leite –, na qual barões da produção de café e da pecuária leiteira eram eleitos presidente da república, sob suspeita de fraudes nas urnas, coerções e compras de votos, e governavam, mais precisamente, em favor dos dois Estados.

Houve, no entanto, uma traição por parte de São Paulo, que em 1929, contrariando os acordos da “política do café com leite”, o presidente paulista Washington Luís indicou como seu sucessor outro paulista, Júlio Prestes. Isto arrancou reação dos mineiros, que se uniram aos estados Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro, formando uma frente que ficou conhecida como Aliança Liberal, ou AL.

A AL disputaria as eleições de 1930 com o gaúcho Getúlio Vargas, presidente do Rio Grande do Sul, para a presidência da república, e João Pessoa, presidente da Paraíba, para a vice-presidência. Conforme o site Brasil Escola, apesar da grande popularidade que a Aliança Liberal chegou a atingir, o resultado foi a ela esmagador. Com a apuração dos votos, em 21 de maio de 1930, contou-se 1.091.709 votos a favor de Prestes contra 742.794 obtidos por Getúlio Vargas.

Seguiram-se eventos da história do Brasil, como a Revolta Tenentista, e Getúlio Vargas, socando os pés na porta, tomou o lugar de Júlio Prestes para iniciar a Era Vargas. No campo econômico e trabalhista, vigoram até hoje as medidas implantadas por Getúlio. Segue abaixo, pesquisado no site Sua Pesquisa e Cpdoc FGV, os feitos do estadista militar.

Governo Provisório (1930 a 1934)

  • A criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, em 26 de novembro de 1930, foi uma das primeiras iniciativas do governo implantado no dia 3 daquele mesmo mês.
  • Política de valorização do café, através da compra e queima dos excedentes do produto. O Conselho Nacional do Café (CNC) foi criado em 1931 para dar suporte à prática.
  • Em março de 1931, pelo Decreto n° 19.770 foi estabelecida a Lei de Sindicalização. Os sindicatos ficaram vinculados ao Ministério do Trabalho para serem controlados pelo governo federal.
  • Também em 1931, Vargas criou o Departamento de Correios e Telégrafos.
  • Em maio de 1932, foram criadas as Comissões Mistas de Conciliação, de funções ainda meramente conciliatórias, seguidas pelas Juntas de Conciliação e Julgamento, instituídas em novembro do mesmo ano, embriões da Justiça do Trabalho que conhecemos hoje.
  • Em março de 1932, foi instituída a Carteira de Trabalho.
  • 1933, instituído o Código Eleitoral, que estabeleceu o voto secreto, o voto feminino e a justiça eleitoral no país.
  • Em junho de 1933, foi criado o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos (IAPM), ao qual se seguiram o dos Comerciários (IAPC) em maio de 1934, o dos Bancários (IAPB) em julho de 1934, o dos Industriários (IAPI) em dezembro de 1936, e os de outras categorias profissionais nos anos seguintes.
  • Também em junho de 1933, foi criado o Instituto do Açúcar e do Álcool.
  • Convocadas eleições para a Assembleia Constituinte para a elaboração de uma nova Constituição, esta foi promulgada em 1934.
  • No começo de 1934, Vargas criou o Código Florestal.
  • Direitos trabalhistas foram garantidos na Constituição de 1934.
  • A Justiça do Trabalho foi criada em 1934 fora do âmbito do Poder Judiciário, só vindo a ser a ele integrada pela Constituição de 1946.
  • Em fevereiro de 1938, foi criado o Instituto de Previdência e Assistência aos Servidores do Estado (IPASE). A presidência desses institutos era exercida por pessoas livremente nomeadas pelo presidente da República.
Governo Constitucional (1934 a 1937)
  • Através de um decreto, em 1935 a ANL (Aliança Nacional Libertadora), movimento de caráter socialista que se opunha ao governo Vargas, foi colocada na ilegalidade.
  • Em abril de 1935, a Lei de Segurança Nacional foi instituída.
  • Juntando-se ao Diário Oficial da União como órgão oficial de imprensa, foi criado em 1935 o Programa Nacional, um noticiário radiofônico estatal, produzido hoje pela Empresa Brasil de Comunicação. De difusão obrigatória (exceto em casos excepcionais onde o Poder Executivo isente) cuja transmissão deve ocorrer de segunda a sexta-feira (exceto feriados) em todas as emissoras radiofônicas brasileiras, na janela de horário de 19h às 22h, tendo duração de 1 hora. Em 1962, adotou o nome A Voz do Brasil, que mantém até hoje.
  • Em janeiro de 1936, foi sancionada uma lei que subordinou as polícias militares dos estados ao Exército Brasileiro.
Estado Novo (1937 a 1945)
  • Em janeiro de 1936, o salário mínimo surgiu com a promulgação da Lei de nº185.
  • 10 de novembro de 1937, Vargas ordenou o fechamento do Congresso Nacional, extinguiu os partidos políticos, suspendeu a campanha presidencial e a Constituição Brasileira. Iniciou-se a ditadura do estado Novo.
  • Ordenou a elaboração de uma nova Constituição que concedesse poderes políticos ao executivo. Elaborada pelo ministro da justiça Francisco Campos, a Constituição de 1937 garantia os seguintes poderes ao ditador: fechar o Congresso, extinguir partidos políticos, estabelecer a censura, indicar interventores nos estados. A nova Constituição apresentava uma nova legislação trabalhista.
  • Aproximando-se do ideário fascista existente na Itália, tendo especialmente a Carta del Lavoro, de 1927, influenciado o texto, a Carta de 1937 foi instituída. Segue o texto:
"A associação profissional ou sindical é livre. Somente, porém, o sindicato regularmente reconhecido pelo Estado tem o direito de representação legal dos que participarem da categoria de produção para que foi constituído, e de defender-lhes os direitos perante o Estado e as outras associações profissionais, estipular contratos coletivos de trabalho obrigatórios para todos os seus associados, impor-lhes contribuições e exercer em relação a eles funções delegadas de Poder Público".
  • Foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), que foi um órgão voltado para fazer propaganda dos atos do governo, exaltando a figura do presidente. O DIP também foi responsável pela censura de jornais, rádios, cinema e outros órgãos de imprensa.
  • Criação do DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público) com o objetivo de controlar e coordenar os órgãos públicos.
  • Repressão política com perseguição, prisão e até tortura de opositores políticos.
  • Criado, em 1938, o Conselho Nacional do Petróleo.
  • Abril de 1938, um decreto de lei oficializa o Salário Mínimo.
  • Criado, em 1939, o Conselho de Águas e Energia Elétrica.
  • Fundada, em 1941, a Companhia Siderúrgica Nacional.
  • Criada, em 1942, a Companhia Vale do Rio Doce.
  • Criado, em 1944, o Conselho Nacional de Política Industrial e Comercial.
  • Estabelecida, em 1942, a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao lado das forças que combatiam o nazismo.
  • Em maio de 1943, foi sancionada a lei que estabeleceu a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Além de instituir o Fundo Social Sindical e a Comissão do Imposto Sindical, para o fim de administrar os valores decorrentes da arrecadação, criou no art. 580, o imposto sindical que seria recolhido uma vez ao ano para empregados, empregadores e profissionais liberais.
Segundo Mandato (1951 a 1954)
  • Em junho de 1952, foi criado o BNDE, Banco Nacional de Desenvolvimento, atual BNDES.
  • Através de um decreto, assinado em 1952, o trabalho do menor aprendiz foi regulamentado.
  • Em julho de 1952, foi a vez da inauguração do Banco do Nordeste.
  • Em 1953, a Petrobrás foi criada. E instituído o monopólio estatal do petróleo (extração e refino).
  • Em novembro de 1953, aprovada a lei sobre liberdade de imprensa.
Apesar de sugerir antipatizar o Socialismo, Vargas colocou boa parte da população brasileira para ser tutelada pelo Estado, criando vários órgãos e empresas públicas, as quais com os principais cargos sendo nomeados livremente pelo presidente da república. Muitas delas operando em setor que não compete ao Estado atuar e legando dificuldades de operação para o empreendedor da iniciativa privada que quiser explorar o mercado, devido à concorrência estatal.

O trabalhador da iniciativa privada ficou à deriva, nas mãos dos patrões e de sindicalistas. Estes, na prática ganharam status de funcionário público – com estabilidade de emprego – e soberba com o seu poder de representação das categorias de trabalho, que entre outras atividades baixas e anti-éticas permite a ampliação de remunerações possibilitada por propinas arrancadas da patronagem durante negociações de direitos dos trabalhadores.

O sistema de previdência formulado, no qual é preciso haver trabalhadores pagando imposto de seguridade social para gerar os pagamentos de aposentadorias, afastamentos por problemas médicos e outros casos, sobreviveria enquanto o número de participantes a pagar impostos fosse compatível com o número de aposentados e segurados, além das outras contas do setor, a receber.

A máquina estatal implantada por Vargas com o passar do tempo e a chegada de outros governos virou uma bola de neve. Mais estatais foram criadas, mais benefícios sociais, mais servidores públicos, mais políticos. Ampliando ainda mais a conta para o Estado pagar. Se tornou isso um problema que ficou para o Regime Civil instaurado em 1985 resolver.

O caminho seria uma reforma liberal, que instalasse no país o Estado-mínimo, ou a planificação total do trabalho e da economia – em outras palavras: Comunismo. Dualidade que, guardadas as hipocrisias, virou bandeira dos partidos políticos no Brasil. Embora os chamados conservadores flertem na verdade é com a conservação do getulismo, o que têm dificuldade de assumir, uma vez que confessariam inclinação para ideias socialistas.

Mas, isso é assunto para discorrer quando chegarmos nessa parte da história. Para atender pedidos, este capítulo foi antecipado. Foi deixado de publicar as teorias que refletem sobre a pandemia como ajuste social e econômico do ponto de vista mundial. Mas, como anunciado, tão logo terminarmos de fornecer as informações que ligam os textos ao título “Para presidente: Paulo Guedes”, disponibilizaremos link para o download do epub ou PDF com o projeto na íntegra.

Me ajude a publicar com boa frequência, adquirindo o livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

Paz profunda!

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Viver bem é muito fácil: Peça pelas melhores possibilidades

 A Teoria Quântica nos convence de que todas as probabilidades de destino que uma pessoa possa se valer existem. No entanto, procuramos as selecionar. E muitas vezes isso não se concretiza, exatamente pela razão de querermos selecionar.

As seleções que procuramos fazer não nos vêm à mente como deveria: naturalmente. Vêm de acordo com as instruções que recebemos da família, das igrejas, das escolas, da mídia, durante a fase em que não possuímos claramente liberdade para fazer escolhas. E é aí que pecamos!

Acompanhe no vídeo essa reflexão na íntegra e obtenha dicas sobre o que se pode fazer para se pôr no controle remoto e buscar futuros melhores, onde qualquer possibilidade selecionada para você lhe agrada e o faz cumprir o único objetivo desta vida, que é aproveitar ao máximo o tempo de existir materialmente.


Acesso direto ao link do vídeo:


Para compra de livros do autor, acesse sua página no Clube dos Autores.


sábado, 22 de maio de 2021

sábado, 15 de maio de 2021

Viagem de jeans pela década de 1980: Ocean Pacific

 CURIOSIDADE SOBRE O JEANS 

E DICAS DE EMPREENDEDORISMO

Uma peculiaridade do jeans que permite levantar clientes específicos é seu potencial de associação à tribos urbanas. As primeiras marcas buscaram se associar ao camponês, que virou cowboy, e ao minerador.

As estrelas de cinema dos anos 1950 fizeram o denin ser cultuado pela juventude de diversos movimentos jovens, como o beatnik, o hippie, o soul e o punk.

Isso fez generalizar um pouco, mas, não deixou de tornar apta a vestimenta à segmentação de tribos. Veio, então, a associação à disco music e ao estribado e cheio da grana yuppie.

Se aprende com isso que se tivermos em mente trabalhar com produção de peças de brim sem querer arriscar competir com marcas consagradas, é excelente ideia pensar primeiro em uma tribo que ainda não tenha sido declaradamente adotada por alguma marca. De preferência, verificar qual tribo se faz parte e quais são as necessidades que se vê nela. Foi o que fez o empresário por trás da marca do estudo desta postagem.



Demorou, mas, enfim entramos no mundo da surfwear, a moda destinada aos surfistas. A marca de hoje é a Ocean Pacific. Marca de roupas feitas por surfistas para surfistas.

Rode a vinheta de abertura!


HISTÓRIA DA MARCA

Ocean Pacific - A Ocean Pacific Apparel Corp. (Ocean Pacific ou OP) é uma empresa de manufatura com sede em Irvine, Califórnia, Estados Unidos. Produz principalmente equipamentos de surfe, incluindo pranchas, ternos e outras roupas, como camisetas e bermudas.

A primeira marca registrada "Ocean Pacific" foi fundada por John Smith na década de 1960 como uma marca de pranchas de surfe, que ele vendia em sua loja, North County Ding Repair. Mais tarde, Fred Ryan comprou a North County Ding Repair de John Smith junto com a etiqueta de pranchas de surfe Ocean Pacific. O rótulo Ocean Pacific foi posteriormente vendido para Don Hansen, da Hansen Surf Shop.

Em 1972, Jim Jenks, um fabricante de pranchas de surfe de San Diego e ex-representante de roupas esportivas, intencionava criar roupas esportivas que atendessem às demandas dos surfistas dentro e fora do surf. Ele recebeu de seu então empregador, Don Hansen, o nome Ocean Pacific e a linha de roupas foi criada. Havia ele desenvolvido o logotipo, em 1969, para uma linha de pranchas, mas teve muito mais sucesso com roupas do esporte. As calças de veludo cotelê da OP se tornaram sucesso imediato dentre os surfistas e, em pouco tempo, jovens e adultos de toda parte trajaram-se com a indumentária.

A ideia de Jenks para roupas sob a marca Ocean Pacific rapidamente se tornou popular com a cultura do surf, com seu logotipo "OP" imediatamente sendo assimilado.

Porém, marcas mais ousadas como a Quicksilver e a Billabong da Austrália (ambas estabelecidas em 1973) rapidamente tiraram a OP da vanguarda entre o conjunto local, mas, como estratégia de marketing, Jemks já havia rebatizado a OP como uma linha de roupas esportivas mais geral. Enquanto a Quicksilver e outras estavam restritas a lojas de surf independentes, a OP era proeminente em cadeias de lojas de departamentos nacionais. Além disso, a OP também desenhou roupas para adultos, não só para juniores.

Ocean Pacific Apparel Designs,
1979 – 1989

O estilo de estampa que remete à cultura surf e que nas estampas virou imprescindível nas buscas dos jovens.

Os designs da OP mostraram a estética visual de cada era ao longo dos anos. Desde os tons de terra e listras de cores primárias da década de 1970 até o neon brilhante e formas geométricas agitadas da década de 1980, apogeu da marca.

Mudanças que refletiram tanto no segundo boom do surfe (várias outras marcas, incluindo Gotcha e Maui and Sons seguiram a onda) quanto na comercialização de uma atividade anteriormente esotérica, que, é claro, havia sido inventada pelos polinésios muito antes da colonização europeia e chegada de americanos ricos a Waikiki no início do Século XX.

No Brasil, a Ocean Pacific chegou através do surfista Sydney Tenucci, o Sidão, em 1979.

Tendo tudo começado em uma loja na Av. dos Bandeirantes próximo ao aeroporto de Congonhas em São Paulo. A estratégia para conquistar o mercado: criação de roupas com o tema de “estilo livre”, engrandecido com a chegada da década de 1980.



1980's Ocean Pacific Sunwear Commercial "What You Want"

VIAGEM PELA DÉCADA DE 1980

Durante os anos 1980, imagem e riqueza dominaram a associação de alguém com uma determinada subcultura. Sem importar o quão "underground" fosse, passou a depender menos da participação nessa subcultura e mais da capacidade de pagar por mercadorias que anunciavam o desejo de ser identificado com ela. Ou seja: Se você não podia ser um surfista, vestir tal qual um bastava. E vestir desse modo é uma questão de obter produtos associados à tribo desejada.

O skate e o punk foram vítimas do mesmo processo de canibalização, por meio do qual as corporações zelosamente engoliram os ritos comunitários e os cuspiram como mercadorias globais. Se podia esperar que alguém completamente ignorante quanto aos interesses punk, por exemplo, fosse chamado de punk ou se proclamasse assim tão somente por trajar calça jeans apertada cheia de anéis, coturno, braceletes e camiseta T-shirt estampada com o símbolo da anarquia.


Coisa que deixava bolado o Bob Cuspe.

Capa da revista Chiclete com Banana de fevereiro de 1987 que comprei na época.

Confesso que certa vez eu e um amigo fomos a um festival de heavy metal em Belo Horizonte, que aconteceria dentro de um cinema desativado. Tocariam Sepultura, Armagedom, Dinossauros e Sarcófago. Trajávamos camisetas hipercoloridas debaixo de camisas xadrez com o lilás, a cor preferida da moçada new wave da época, predominante, calça jeans e tênis. Passamos aperto quando um grupo na platéia se dirigiu a nós fazendo com os dedos da mão o sinal do chifre satânico e prometendo "morte aos falsos metaleiros". A saída para eu e meu amigo foi tirar as camisas, ficando só de jeans e tênis, torcê-las e ficar girando-as torcidas sobre nossas cabeças enquanto no palco o pau quebrava. Fomos salvos pelo jeans, que é democrático. Depois disso, fui com as mesmas camisas para um show do Léo Jayme em um festival - Uai Festival de Itabira, Minas Gerais - ocorrido em um parque de exposições, porém, troquei o jeans por calça roxa de moleton com três bolsos e cordão na cintura. Dessa vez eu fui cortejado e até bebi de graça.

A Ocean Pacific não foi uma marca que se destacou por sua coleção de jeans. Mas, a calça jeans da marca foi bastante comprada em alguns centros.






Na série de TV "Magnum, PI", produção de Donald P. Bellisario, 1980 a 1988, Tom Selleck, que vivia o detetive Thomas Magnum no drama policial televisivo, popularizou as calças de veludo cotelê de cintura alta da OP.

Tom Selleck

Exemplo de calça de veludo cotelê.

Se tornaram sucesso imediato entre os surfistas e, em pouco tempo, jovens e adultos de toda parte trajaram-se com a indumentária.

É impossível a gente falar sobre surf no Brasil nos anos 1980 e não fazer referência ao Pepê:

Pedro Paulo Guise Carneiro Lopes, mais conhecido como Pepê, foi um dos primeiros surfistas de sucesso do Brasil, campeão mundial de vôo livre e empresário. Leia mais...

Assista o documentário sobre o atleta.


O filme "Menino do Rio", de Antônio Calmon, 1982, além de levar jovens brasileiros para prestigiar o cinema nacional, fez todo o Brasil receber informações sobre seu então campeão mundial de vôo-livre, título conquistado em 1981, em Tóquio, Pedro Paulo Guise, o Pepê.

Links:

Filme completo

Filme no formato seriado

Em 1981, a atriz Monique Lafont fazia sucesso com o filme “Eros, o deus do amor”, de Walter Hugo Khouri, e por isso posou para a revista Playboy. Conforme a Wikipedia, o personagem Pepeu no filme “Menino do Rio” folheia esta revista.



O nome do filme "Menino do Rio" foi inspirado na canção Menino do Rio, composta por Caetano Veloso e interpretada por Baby Consuelo dois anos antes do filme. A interpretação foi usada na abertura da novela “Água Viva”, de 1980, das 20 horas da TV Globo.

Clipe de Baby Consuelo no Fantástico.

Nas rádios dos anos 1980, era muito comum a OP patrocinar programas de surf, skate e vôo livre na 89FM e na 97,7FM de Santo André, conforme relato encontrado no site Projeto Autobahn.

Ainda sobre o relato, era também muito comum ouvir Australian Crawl, Wall of Voodoo e Psychedelic Furs em programas de surf e skate e depois viria um comercial da OP com uma música com a frase: “Ocean Pacific..Wave in your heart....wave in your heart...

O New Wave e a surfmusic tomavam conta das ondas de rádio.

Ouça:

Australian Crawl - Oh No Not You Again (1981)

The Psychedelic Furs - Love My Way

Wall Of Voodoo - Mexican Radio

89FM Santo André, Outubro 1988

Vinheta da 97,7FM de Santo André

Lulu Santos se consagrou cantando "De repente, Califórnia", de seu primeiro LP, 1982, que fez parte da trilha sonora do filme “Menino do Rio” com Ricardo Graça Melo. Tive o vinil deste álbum.

E "Como uma onda", de 1983, álbum “O ritmo do momento”, o qual eu comprei na Mesbla (olhe aí o meu cartão todo detonado) a fita cassete oficial .



Até a Blitz mandava ver na surfmusic:



De manhã”, do álbum “As aventuras da Blitz”, EMI, 1981.

(Álbum que inclusive comprei, na época, o que vinha com as duas últimas faixas inutilizadas pela Censura e ouvia todo dia a música “O beijo da mulher aranha”, um belisquete)

Era a época da grande fase do Surf dos anos 1980. A Ocean Pacific patrocinava os principais campeonatos da década, entre eles o famoso OP Pro Surfing Championship. No Brasil, a partir de 1982, na praia da Joaquina em Santa Catarina.


Na Calfórnia, os campeonatos OP Pro eram muito famosos tanto na cultura surf quanto na do skate.

1985 Op Pro Surfing Championships - Tom Curren VS. Occy:

https://www.youtube.com/watch?v=zt6nN-G8qI8


Praia da Joaquina: Hang Loose Pro Contest 1986

https://www.youtube.com/watch?v=89yKLU0XEqA

https://www.youtube.com/watch?v=a67sxnl_rN4

https://www.youtube.com/watch?v=6W5JW_dEfHI

https://www.youtube.com/watch?v=sfFrivhlw-o

Os torneios eram figurinha carimbada nas páginas da revista Fluir e a OP vez ou outra aparecia anunciando.

Anúncio de torneio em página da Fluir


Capa da Fluir que comprei na época:




Página de propaganda da Revista Fluir.


COMERCIAL ESTRANGEIRO DA OP, DE 1982

1982 "Puttin' On My O.P." Ocean Pacific Clothes Jingle Commercial

Em 1984, a OP estava entre as marcas mais cultuadas do mercado de moda surfwear no Brasil.

O surf continuava na mídia, com o cinema nacional botando pilha ao lançar a continuação do filme “Menino do Rio” com o “Garota dourada”, do mesmo Antônio Calmon.

Filme completo

A música-tema do filme colocou a banda Rádio Táxi muito bem na fita.

Somente neste ano é que a TV Globo começou a exibir, no Brasil, a mencionada série "Magnum".

MAGNUN NA GLOBO

Encerramento de episódio de Magnum e chamada da próxima Terça Nobre Rede Globo - 16/10/1984

Magnum dublado em HD - Dublagem Herbert Richers - Trecho

Chamada do seriado Magnum - Rede Globo – 1985

Um comercial de 1984 mostra a Ocean Pacific perseguindo um grupo demográfico mais sofisticado, com mais uma explosão de elementos de design distintamente dos anos 1980, incluindo o tabuleiro de xadrez generalizado, comprovadamente atraente para os jovens de então (qualquer semelhança com camisa xadrez com a cor lilás predominando combinado com calça de cor roxa reportado acima é semelhança mesmo).

Um elegante casal de adolescentes se encontra numa estrada. Ele dirige um conversível vermelho por uma paisagem mágica de roxo e rosa, proporcionada por meio de sintetização videográfica. Com ela já dentro do carro, ambos vislumbram um outdoor da OP ao lado da estrada. Eles descobrem, para seu grande choque e gratificação, que são mostrados no outdoor. O comercial é inocente, mas profundamente vaidoso. Uma descrição adequada da década em que foi veiculado. 

Assista ao cultuado comercial estrangeiro:

1984 - Ocean Pacific (OP) - The Most 80s Commercial Ever Made

A nossa viagem segue.

1986. João Penca e seus miquinhos amestrados lançaram pela RCA (hoje os direitos são da Sony BMG Music) o LP homônimo, que trazia a música "Popstar", cuja letra é repleta de jargões usados por surfistas e skatistas.


Popstar

João Penca & Seus Miquinhos Amestrados


Peguei uma onda maneira

Dei cutback, hang-five, hang-ten

Eu sou o melhor surfista da minha rua

Não tenho saco pra escola

As minhas notas sempre são vermelhas

Mas eu não tô nem aí

Arrumo as malas e me mando pro Hawaii


A sua mãe não percebe

O feeling da minha guitarra no dez

E ela vê sua novela no 4

Acho que ninguém me entende

Me dizem que eu sou new wave demais

Eu vou na onda que mais longe

Me levar


A sua mãe diz que eu sou vagabundo

E o seu pai é tão esnobe

Esse garoto não combina contigo!

A gente arranja pra você bom partido!

Mas quando eu virar um astro

Com a minha guitarra e uma prancha do lado

Eu quero ver, na hora do jantar

O seu pai sentado à mesa, 

ao lado de um popstar


E o neto dele também vai ser new wave

Filho de popstar, popstar é

E vamos todos morar no Hawaii

Tocar guitarra às 3 da manhã 

E a vizinhança de cabelo em pé

E da maneira que a gente quiser


1986 também foi o ano em que a TV Globo consagrou a série dirigida especialmente ao público jovem e que gosta de praia "Armação Ilimitada", com Kadu Moliterno, André de Biase e Andrea Beltrão.

A abertura contava com o som do Robertinho do Recife.

Capa do primeiro LP do seriado de TV. O new wave nacional de meados dos 1980's pode se dizer que está resumido dentre as faixas dos lados A e B.

E pra você confirmar como os anos 1980 eram divertidos, musicais e ingênuos, curta aí Robertinho do Recife e Emilinha cantando o SKA "O elefante" no programa "Geração 80", que ia ao ar aos domingos, entre 1981 e 1982, na TV Globo e prendia os jovens no sofá da sala. Kadu Moliterno foi o primeiro apresentador do televisivo musical.

As vendas totais de surfwear em 1986 atingiram US$1 bilhão pela primeira vez. E no ano seguinte, 1987, os lucros da Ocean Pacific atingiram um pico de US$ 370 milhões.

E várias das inovações da OP dessa época ocupam hoje a memória da juventude que as experimentaram logo que lançadas. Uma das principais foram as bermudas que na água mudavam de cor ou fazia-se aparecer várias logos da marca na bermuda ao ficar molhada, as quais voltavam a desaparecer ao secar.

OP MEMORIES



Bermuda que muda de cor na água


Cores vivas e belas estampas: essa era a proposta da OP para seus produtos de tecido. Mas, mal imaginava Sidão e seus vendedores, que mesmo com vários tipos de tecidos em suas roupas, o sucesso maior foram as carteiras emborrachadas. Utilizadas por diversas pessoas, independente da marca de calça que estivessem usando. Como esquecer das carteiras e calças com velcro da OP, se a gente adorava ouvir aquele barulhinho do carrapicho quando se abria o velcro? Foi uma verdadeira febre de consumo em meados dos anos 1980 aquelas carteiras.


Que foram muito copiadas! Olhe aí um plágio que comprei desavisadamente naquela época, final dos anos1980:


Ter um produto OP era sinônimo de bem-estar, praia, sol, liberdade. A marca se consolidou no mercado principalmente no Surf. Até tênis da OP, que combinavam com suas calças de popeline de algodão com elástico na cintura e vários bolsos, foram lançados.



Tênis da OP.


Anúncio das calças de popeline de algodão com elástico na cintura.


Essa polchete também virou febre de consumo e cobiça de plagiadores.

A OP foi uma das lojas a adotar o sistema de Cartão Fidelidade naquela época. Com o cartão se recebia pelo Correio catálogos com as novidades antes de chegarem as lojas. Tinha-se com ele certa prioridade no atendimento, uma vez que eram lotadas as lojas do tipo naqueles idos. Não só as da OP, mas, também as da Pakalolo, da Company, da Zoomp, da Vide-Bula.

Descontos e data posterior para pagar, foi uma grande “jogada”. Saía mais barata a compra, funcionando o dispositivo como uma espécie de cartão de crédito. Coisa que a maioria do público consumidor não tinha, pois, as restrições e comprovantes de renda para se adquirir cartão de crédito eram bem maiores. Vimos isso no post sobre a Fiorucci! 

Sidão também procurava trazer ao Brasil as modas com estilos que eram utilizados em países cortejados por surfistas. Conta o site Autobhan que certa vez o empresário trouxe tecidos diretamente de Bali, Indonésia, e aplicou em seus moletons e outras roupas. O preço obviamente ficava salgado comparado a outras marcas, mas a qualidade dos produtos era inegável.

COMERCIAL OP 1990

1990 Ocean Pacific TV Ad


Problemas econômicos que assolaram o Brasil e fecharam diversas marcas destinadas a skatistas e surfistas nos anos 1990, também abalaram a marca OP. Somado às diversas marcas em concorrência no mercado e às “cópias”, que chegavam a sair do controle no final dos anos 1980, a OP findou seu ciclo de sucesso no Brasil por aqueles idos.

Por mais de uma década, a marca se manteve como a maior de moda surfe do país. Teria chegado a vender mais de 2 milhões de peças por ano. Fez tentativas de recapturar a multidão do surf, patrocinando o OP Pro Surfing Championship até 1995. Mas, sobreviveu foi com os produtos mais conservadores - shorts, polos, carteiras de velcro - que se espalharam entre adolescentes suburbanos americanos, muitos dos quais viviam em algum lugar perto de uma praia.


ENCERRAMENTO

Dicionário dos anos 70:

Estribado = Muito bem apresentado; muito bem trajado.

Cheio da grana = Endinheirado; bem provido de dinheiro.

Detonado = Que sofreu detonação; destruído; avariado.

Belisquete = Dança que se dançava beliscando os dedos das mãos.

Bem na fita = Estar por cima; estar com todas as atenções em seu favor.

Grande jogada = Estratégia funcional, vitoriosa.

O livro “Os meninos da Rua Albatroz” tem a história que narra limitada à década de 1970, por essa razão a OP não é mencionada nele. E naqueles idos a cultura surf era restrita aos povos litorâneos e por essa razão também não há referência ao esporte marítmo. Porém, há referência ao skate.



E aqui encerramos mais uma grande biografia do mundo do jeans. Satisfeitíssimos por ter podido levar o leitor a conhecer ou reviver um tempo em que a ingenuidade fazia parte da maturidade e por causa disso um costume social pacato e essencial, o de fazer compras, pode hoje recuperar egos por se constatar que por mais que tenhamos bastante celebridades para falarmos a seu respeito, sem sermos conhecidos delas, e quase ninguém para falar sobre nós, não é outra pessoa se não nós mesmos, os consumidores, a responsável pela transformação de gente simples em celebridade e pelo fato de empreendimentos aspirantes se tornarem grandes marcas. Graças ao simples e grande poder que temos e que sempre tivemos em mãos, que é o de decidir o que comprar ou a quem destinar atenção, embora seja verdade que os grandes trabalhos de marketing, mais até do que os produtos, influenciem nossas decisões.

FONTES REGULARES DE PESQUISA:

Google

Youtube

Wikipedia

FONTES ADICIONAIS DA PESQUISA:

https://surfingwalkoffame.com/

esculaxocomx.blogspot.com

https://wearethemutants.com/

https://oceanpacificbr.com.br/

https://hardcore.com.br/sidao-tenucci-alma-acima-da-razao/

http://surfdragonblog.blogspot.com

https://revistatrip.uol.com.br/trip/o-surf-do-brasil-perdeu-sidao-tenucci

https://surfingwalkoffame.com/jim-jenks/

https://bikinilife.com.br/sidao-tenucci-o-adeus-de-um-icone-do-surf-brasileiro


Uso de softwares livres na produção.

TRABALHO SEM FINS LUCRATIVOS E SEM VÍNCULO PUBLICITÁRIO