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terça-feira, 13 de julho de 2021

Para presidente: Paulo Guedes Pt. #N1


Estava eu na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, à contemplar os monumentos que deram fama de modernista viabilizador de progresso à Juscelino Kubtschek, ex-prefeito da cidade, ex-Governador de Minas Gerais e ex-presidente da república do Brasil.

Deitado na grama da orla, eu ouvia os automóveis, uma das marcas de JK, que face à sua sanha por progresso, desenvolveu a indústria automobilística do país. Passavam roncando motores para lá e para cá pela avenida de contorno da lagoa, Otacílio Negrão de Lima, que sediou outrora grandes prêmios de Fórmula 1 e outras façanhas.

Na Casa do Baile, JK, pé de valsa, dava frequentemente seu show de exímio dançarino de tango e bolero. Na outra extremidade, ao fim do grande lençol de água represada, que na era de ouro da Pampulha era percorrido de barco, jazia o, desde 1957, Museu de Arte, que em 1946 deixou de ser o luxuoso cassino do projeto original de Oscar Niemeyer, pois, o General Eurico Gaspar Dutra proíbiu a prática de jogos no Brasil.

Desviando-se os olhos para o Oeste, não muito longe da antiga Casa do Baile, se localiza o Iate Clube. E indo mais adiante, a linda e de arquitetura anárquica para um templo religioso Capela de São Francisco de Assis. Obras que Juscelino quando prefeito de Belo Horizonte concentrou no então deserto Norte da cidade, graças à sua vocação para desbravador de localidades e construtor de infraestrutura de ligação com regiões remotas desperdiçadas pelos administradores públicos, que o fez ganhar a alcunha de desenvolvimentista e alçar vôos na política, na qual o médico urologista entrou sem muita pretensão de entrar.

Do advento do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, JK já mostrava certa tendência, espontânea ou não, de se relacionar com comunistas. Os amigos Oscar Niemeyer, o arquiteto, Roberto Burle Max, o paisagista, e Cândido Portinari, autor das gravuras no interior da igreja de São Francisco, foram filiados do PCB, alguns, e levemente ativistas, outros. Dois deles tendo feito parte do pelotão de comunistas que deram forma ao prédio da sede das Nações Unidas em Nova York, que capitalistas adoram ostentar.

Oscar Niemeyer, o mais assíduo, tendo, inclusive, oferecido em 1945 seu escritório para encontros do PCB de Luís Carlos Prestes, o homem que propagou a ideologia vermelha no Brasil a partir de 1922, teve, em 1947, seu projeto escolhido para servir como base para o definitivo. Cândido Portinari, cuja arte sempre foi politizada e preocupada com a pobreza no Brasil, tendo como obra-prima o quadro Retirantes, de 1944, pintou o painel Guerra e Paz, que decora a sede da ONU em Nova Iorque, o que terminou em 1956. Junto com Niemeyer, Burle Max foi lembrado por JK para participar da construção do Conjunto Arquitetônico de Brasília, hoje patrimônio da humanidade junto com o da Pampulha.

Desde os anos 1950, o Brasil recebia infiltrados soviéticos com a missão de recrutar pessoas para militar em função da implantação do socialismo no país. Já no governo de Juscelino Kubtschek, sob a guarda da Státní BezpeÄnost, o serviço secreto tcheco, a persuasão soviética ganhava adesão junto à presidência. Contam algumas fontes, que Juscelino Kubtschek, então presidente da república, sofria espionagens praticadas por esses espiões soviéticos, os quais frequentavam seu círculo. Gente da competência do batedor que teria operado como residente no Brasil a partir de 1954, logo que o KGB foi criado, Mikhail Ivanovich Filonenko e sua esposa Anna Feodorovna.

Kubtschek, o sobrenome da mãe Julia, seria de procedência judia. Seria uma ascendente tcheca dos Kubíček. O que provavelmente se ligasse ao fato de haver na era JK grande influência tcheca no país. Poderia ter isso possibilitado ao StB organizar agentes em rezidenturas e providenciar espionagens. Mikhail Filonenko e sua esposa pertenciam à agência tcheca de espionagem. Judeus e maçons frequentes no meio do Poder no Brasil já se observava de longas datas.

A bem da verdade, o Brasil dos idos de JK estava sendo tomado por muita pobreza ao mesmo tempo que soprava o vento da prosperidade. Muita injustiça social idem. Cresciam favelas e a desigualdade entre as classes mais e menos abastadas de riqueza. E isso é que fez com que uma leva muito grande de pessoas aderisse as acepções comunistas.

JK tentava diálogo com as duas vertentes políticas. Conversava com comunistas e com negocistas. De um lado ganhava a simpatia do povo, do outro atraía capital estrangeiro. Ainda que administrado não com a devida responsabilidade, pelo bem do cumprimento de um plano de metas que visava progredir o Brasil sob o lema “50 anos em 5”.

Não importando por qual dos lados pendia, Juscelino sofreu muita oposição por políticos do partido que derrotou em sua campanha eleitoral, a UDN. O principal deles: Carlos Lacerda. Jornalista que ia fundo na construção da imagem de um JK comunista, com o propósito de derrubá-lo. Inaugurando uma das características da política brasileira de hoje em dia: a guerra por meio de boatos e desinformação. E também o “fazer oposição pela oposição”, sem importar com o presente e ou futuro da nação.

Não por acaso, o crescimento da corrupção no país se dá nessa época. Corrupção que chegava ao meio civil, com grandes empresários encostando-se em políticos em busca de favores. O trivial de políticos em busca de cargos que legam poder, rachadinhas, propinas, tráfico de influência e assassinato de reputação viu com a construção de Brasília excelente oportunidade para a formação do caráter do político nacional. Caráter que atravessou gerações e chegou aos tempos atuais sem muito jeito de ser substituído por um de idoneidade melhor.

Nunca o país experimentou tanta prosperidade quanto nos tempos de JK. O Brasil conquistou sua primeira Copa do Mundo de Futebol, sua música apareceu para o mundo no ritmo do Samba e da Bossa Nova. E até outras áreas culturais e artísticas pegaram carona. 

Com o fim da censura à imprensa imposta por Getúlio Vargas, o rádio, os jornais e até a jovem televisão iniciaram a caminhada da qual hoje é herança a manipulação da opinião pública através dos órgãos de imprensa e de arte. Iniciando, inclusive, o hábito desses órgãos de subsidiar políticos e viabilizar seus interesses moldando o comportamento do público, em troca de favores, evidência ou verba, no episódio em que Juscelino procurou Roberto Marinho, proprietário do jornal O Globo, para pedir apoio do jornal em sua investida maior, a construção de Brasília e respectiva mudança da Capital da república. 

Marinho era contra a mudança, assim como vários políticos e empresários, que não queriam deixar o conforto e regalias construídos no Rio de Janeiro em detrimento de irem morar ou constantemente terem que se deslocar para um lugar no meio do nada, onde o progresso e comodidade já existente no litoral fluminense e no sudeste do país demoraria a chegar.

Além de criar infraestrutura parecida com a de Primeiro Mundo no Brasil, embora tenha vacilado ao iniciar a destruição da malha ferroviária do país, JK se preocupou com os pobres, com a seca do Nordeste e com a Família. Em seu governo, os filhos adotivos passaram a ter os mesmos direitos que os de sangue. JK teria dado de presente para a filha adotiva a outorgação dessa lei.

Entretanto, a alta moralidade e o populismo têm seu preço: a máquina pública ampliou seu orçamento. Novos servidores públicos foram lançados na folha de pagamento do Estado. E novos cargos políticos idem. Juscelino teria sido sincero ao deixar claro que tinha consciência de que endividava o país, mas, o progresso daria condições para que os governantes futuros saldassem a dívida sem perder as conquistas. Rompeu com o FMI, entidade da qual fez muitos empréstimos, no melhor estilo “devo não nego, pago quando puder”.

Essa utopia era duvidosa. E quem duvidou fez a melhor previsão.

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segunda-feira, 5 de julho de 2021

Viver bem é muito fácil: Viva no presente

Para acessar a postagem em vídeo:

Se você já assistiu os seriados norte-americano de TV dos anos 1960 “A feiticeira” e “Jeanie é um gênio” você já deve ter se deparado com a seguinte situação: 


Uma mulher com poderes sobrenaturais disposta a dar tudo o que seu amo quiser, coisas ou circunstâncias lhe favorecedora, e um homem aparentemente de moral altamente incorruptível, que acredita que para se vencer na vida conseguindo pertences e benevolências é necessário ir à luta, trabalhar bastante para conquistar seus propósitos.


Eu acredito que qualquer um, inclusive os astros e produtores dos dois programas televisivos, não abriria mão de contar com a facilidade para se adquirir coisas ou situações favoráveis, que propõem os dois referidos sitcom. Ninguém dispensaria a ajuda de gênios para conseguir tudo o que quer se encontrasse algum.


Nos Estados Unidos daqueles idos, a população passava por doutrinação de comportamento e recebia cargas de mensagens através de diversas mídias, sobretudo da televisão, com a finalidade de ser adestrada com o molde que os gestores da sociedade consideravam ser o ideal para o convívio entre os membros dela e para o respectivo funcionamento do Sistema. Se todos procurassem ser honestos e batalhar pelo que quer, tanto as pessoas quanto o modelo socioeconômico pensado prosperariam.


Como a aceitação dessa justificativa exigia bastante condescendência, que superava os limites da ingenuidade, surgiram pessoas propagando teorias que acusavam os gestores de comportamento dos indivíduos de se beneficiarem da fragilidade e obediência do cidadão para ficarem livres para se manterem no poder, uma vez que seus negócios jamais correriam riscos de serem afetados se de repente alguém que enriqueceu de maneira fácil resolvesse competir com eles.


Outras teorias diziam que esses gestores frequentavam fraternidades esotéricas que teriam conhecimentos avançados sobre o poder da mente humana e restringiriam a eles tal conhecimento. 


E através dos mecanismos de engenharia social que dispunham, impediam os não-fraternos de o alcançarem. Tentariam com esse procedimento inibir os outros de desenvolverem a mente para lhes trazer tudo o que bem quisessem e deixarem de ter que se submeter às regras do Sistema.


Gênios de lâmpadas têm origem na mitologia árabe. Conforme o site http://petitandy.com/:

De acordo com as crenças pré-islâmicas os Gênios foram criados de ar e fogo, 2.000 anos antes de Adão. Vistos como eternos e imortais, eles eram criaturas extremamente fortes e astuciosas que possuíam grande destaque no paraíso (logo abaixo dos anjos). Os Gênios teriam sido incentivados por seu líder a recusarem fazer reverências à mais nova criação divina: o homem. Como punição, todos os gênios foram expulsos do paraíso.

Embora vivam em um mundo paralelo, eles podem ir e voltar a Terra livremente. Poderiam se tornar invisíveis quando desejassem e utilizariam para sua diversão esta habilidade.

Comumente responsabilizados por doenças e acidentes, eles punem humanos por ações que não julguem corretas. Também se dizia que eles ajudam quando a humanidade precisa de ajuda, mas, provavelmente apenas quando isso for conveniente aos seus interesses.


O próprio Maomé revelou que ao escutar as revelações do anjo Gabriel sobre os ensinamentos de Deus (que posteriormente seriam reunidos no Alcorão), inicialmente teve receio de ser algum Gênio brincando com ele. Após a revelação do Alcorão, a visão que se tem dos Gênios foi alterada.


Deus informou a Maomé que alguns Gênios são bons e outros são maus, pois possuem o mesmo livre arbítrio que os humanos. Assim como nós, se seguirem o Islam poderão se salvar.

É muito comum se ouvir a frase “fulano tem o gênio ruim”. Com a palavra “gênio” na frase querem se referir ao temperamento da pessoa. Essa frase vai ao encontro do que revelaria o Alcorão, conforme o texto do Petitandy. A qualidade moral do gênio, então, definiria a índole de seus prodígios.

Em estado normal de consciência, todos temos o mesmo temperamento. É quando alteramos esse estado que nos classificam como bons (passivos) ou ruins (explosivos). Os desejos que se passam na mente de uma pessoa em estado passivo são os melhores possíveis. A recíproca não seria verdadeira para o estado explosivo. Embora uma pessoa treinada possa usar a energia da ira – do estado explosivo – para injetar no ambiente bons pensamentos. Empodera-se com isso o pensamento de generosidade.

Uma pessoa geniosa consegue tudo o que deseja. A fórmula é a atenção plena – durante o estado genioso dela, ela não dá espaço para pintar dúvida se pode mesmo conseguir o que quer, pois, está totalmente focada no tempo presente – e o magnetismo animal – poder de influenciar pessoas ou o meio.



Não é querer um automóvel, piscar os olhos com os braços cruzados e eis que o carro aparece. E sim o resultado de uma logística aplicada com disciplina.


Exemplo: Um mentalista deseja sair de uma revendedora dirigindo um dos automóveis que viu na vitrine. Ele não possui no momento meios de comprá-lo. Nem mesmo a prazo. Mas, resolve arriscar. Recebe ele a abordagem do vendedor e com muita cortesia o influencia a aceitar que informações importantes para o crédito sejam ignoradas, enganos durante a verificação de documentos aconteçam, processos de liberação do produto sejam acelerados, de modo a tapar inconsistências para liberação. 


A força que providencia tudo isso é a mental. E é disparada via magnetismo animal.

Suponhamos que o combinado tenha sido a emissão de um cheque pré-datado no valor da entrada a ser descontado em 10 dias. E o restante a ser pago em 30 prestações através de carnê de mensalidades a ser enviado para o endereço do sacado. A devolução do produto será automática se o cheque não for coberto no prazo estipulado.

Para aqueles que gostariam que as transações comerciais existam com bastante frequência e agilidade na sociedade, a primeira parte, o consumo, se deu dentro dos conformes. Resta saber quanto à adimplência.

Supondo que o comprador do exemplo seja idôneo, mas, não tem previsão clara para obter o valor da entrada dentro do prazo, se esperaria que ele usasse seu poder de persuasão para criar a realidade que possibilita ganhá-lo ou emprestá-lo. 

Se ele não tiver o interesse de ficar com o carro, se ele apenas queria realizar um desejo momentâneo de sair de uma concessionária de automóveis dirigindo um carro, ele aguardaria o processo de devolução, arcaria ou não com as despesas incidentes, dependendo de sua índole, e a ação planejada na mente teria sido concretizada. 

Caso ele não seja um ente idôneo, todas as possibilidades para que ele possa permanecer com o carro, sendo ou não incomodado, estariam lançadas no éter. Idem as consequências daquelas em que se sofreria pena.

A mente humana é uma espécie de lugar onde reina a anarquia. O governo dela é individual e todos os eventos que acontecem nela são restritos a quem a administra. Portanto, a mente é um lugar realmente livre. Totalmente sintonizada com a essência do Universo, que não limita eventos com as diretrizes humanas. Entretanto, alimentamos muitas vezes a vontade de transportar para a realidade material esses eventos. Daí, eles não podem acontecer exatamente como são traçados na localidade original.

Se a ação planejada é sair de um estabelecimento dirigindo um carro, somente essa ação é que é levada em consideração para que o protótipo mental dela seja clonado na realidade material. Influenciar o vendedor a não checar documentos é outra ação. E se viabilizará separadamente. Para a mente: sem ter relação com a de sair de uma loja dirigindo um carro.

Outra particularidade da criação mental é a ausência de consequências. Sair da loja dirigindo um carro é o todo. Só lhe existe o agora, nunca o depois. Assim como também não existiu o passado da ação. Para arcar com as consequências que inevitavelmente ocorrerão no plano terreno, novas ações terão que ser inventadas na mente pelo pensador. No exemplo, uma delas é a de obter dinheiro para arcar com a entrada e as prestações. E o que advier, ocorrerá também no presente de então.

IMAGENS: Google

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sexta-feira, 25 de junho de 2021

Para presidente: Paulo Guedes - Pt. #N

A DEMANDA DO BRASIL

Como vimos nos capítulos anteriores, para que um grupo controlador da humanidade recorresse à articulação de uma pandemia seria necessário haver motivos. Vimos os motivos globais e discorremos sobre as garantias que tinha a conspiração para realizar o pleito com segura margem de sucesso em todos os aspectos. Tanto no que diz respeito ao comportamento a ser tomado pelos membros da boiada, quanto no que tange a aparência de fenômeno da natureza o surgimento do vírus letal e seu alastramento.

Especulemos agora, se valendo de evidências colhidas em textos de história, qual seria a demanda do Brasil.

Em 1930, o país passou por uma troca forçada de presidente da república. Antes disso, oligarquias de São Paulo e Minas Gerais revezavam o cetro da nação, numa política denominada Encilhamento – ou Política do Café com Leite –, na qual barões da produção de café e da pecuária leiteira eram eleitos presidente da república, sob suspeita de fraudes nas urnas, coerções e compras de votos, e governavam, mais precisamente, em favor dos dois Estados.

Houve, no entanto, uma traição por parte de São Paulo, que em 1929, contrariando os acordos da “política do café com leite”, o presidente paulista Washington Luís indicou como seu sucessor outro paulista, Júlio Prestes. Isto arrancou reação dos mineiros, que se uniram aos estados Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro, formando uma frente que ficou conhecida como Aliança Liberal, ou AL.

A AL disputaria as eleições de 1930 com o gaúcho Getúlio Vargas, presidente do Rio Grande do Sul, para a presidência da república, e João Pessoa, presidente da Paraíba, para a vice-presidência. Conforme o site Brasil Escola, apesar da grande popularidade que a Aliança Liberal chegou a atingir, o resultado foi a ela esmagador. Com a apuração dos votos, em 21 de maio de 1930, contou-se 1.091.709 votos a favor de Prestes contra 742.794 obtidos por Getúlio Vargas.

Seguiram-se eventos da história do Brasil, como a Revolta Tenentista, e Getúlio Vargas, socando os pés na porta, tomou o lugar de Júlio Prestes para iniciar a Era Vargas. No campo econômico e trabalhista, vigoram até hoje as medidas implantadas por Getúlio. Segue abaixo, pesquisado no site Sua Pesquisa e Cpdoc FGV, os feitos do estadista militar.

Governo Provisório (1930 a 1934)

  • A criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, em 26 de novembro de 1930, foi uma das primeiras iniciativas do governo implantado no dia 3 daquele mesmo mês.
  • Política de valorização do café, através da compra e queima dos excedentes do produto. O Conselho Nacional do Café (CNC) foi criado em 1931 para dar suporte à prática.
  • Em março de 1931, pelo Decreto n° 19.770 foi estabelecida a Lei de Sindicalização. Os sindicatos ficaram vinculados ao Ministério do Trabalho para serem controlados pelo governo federal.
  • Também em 1931, Vargas criou o Departamento de Correios e Telégrafos.
  • Em maio de 1932, foram criadas as Comissões Mistas de Conciliação, de funções ainda meramente conciliatórias, seguidas pelas Juntas de Conciliação e Julgamento, instituídas em novembro do mesmo ano, embriões da Justiça do Trabalho que conhecemos hoje.
  • Em março de 1932, foi instituída a Carteira de Trabalho.
  • 1933, instituído o Código Eleitoral, que estabeleceu o voto secreto, o voto feminino e a justiça eleitoral no país.
  • Em junho de 1933, foi criado o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos (IAPM), ao qual se seguiram o dos Comerciários (IAPC) em maio de 1934, o dos Bancários (IAPB) em julho de 1934, o dos Industriários (IAPI) em dezembro de 1936, e os de outras categorias profissionais nos anos seguintes.
  • Também em junho de 1933, foi criado o Instituto do Açúcar e do Álcool.
  • Convocadas eleições para a Assembleia Constituinte para a elaboração de uma nova Constituição, esta foi promulgada em 1934.
  • No começo de 1934, Vargas criou o Código Florestal.
  • Direitos trabalhistas foram garantidos na Constituição de 1934.
  • A Justiça do Trabalho foi criada em 1934 fora do âmbito do Poder Judiciário, só vindo a ser a ele integrada pela Constituição de 1946.
  • Em fevereiro de 1938, foi criado o Instituto de Previdência e Assistência aos Servidores do Estado (IPASE). A presidência desses institutos era exercida por pessoas livremente nomeadas pelo presidente da República.
Governo Constitucional (1934 a 1937)
  • Através de um decreto, em 1935 a ANL (Aliança Nacional Libertadora), movimento de caráter socialista que se opunha ao governo Vargas, foi colocada na ilegalidade.
  • Em abril de 1935, a Lei de Segurança Nacional foi instituída.
  • Juntando-se ao Diário Oficial da União como órgão oficial de imprensa, foi criado em 1935 o Programa Nacional, um noticiário radiofônico estatal, produzido hoje pela Empresa Brasil de Comunicação. De difusão obrigatória (exceto em casos excepcionais onde o Poder Executivo isente) cuja transmissão deve ocorrer de segunda a sexta-feira (exceto feriados) em todas as emissoras radiofônicas brasileiras, na janela de horário de 19h às 22h, tendo duração de 1 hora. Em 1962, adotou o nome A Voz do Brasil, que mantém até hoje.
  • Em janeiro de 1936, foi sancionada uma lei que subordinou as polícias militares dos estados ao Exército Brasileiro.
Estado Novo (1937 a 1945)
  • Em janeiro de 1936, o salário mínimo surgiu com a promulgação da Lei de nº185.
  • 10 de novembro de 1937, Vargas ordenou o fechamento do Congresso Nacional, extinguiu os partidos políticos, suspendeu a campanha presidencial e a Constituição Brasileira. Iniciou-se a ditadura do estado Novo.
  • Ordenou a elaboração de uma nova Constituição que concedesse poderes políticos ao executivo. Elaborada pelo ministro da justiça Francisco Campos, a Constituição de 1937 garantia os seguintes poderes ao ditador: fechar o Congresso, extinguir partidos políticos, estabelecer a censura, indicar interventores nos estados. A nova Constituição apresentava uma nova legislação trabalhista.
  • Aproximando-se do ideário fascista existente na Itália, tendo especialmente a Carta del Lavoro, de 1927, influenciado o texto, a Carta de 1937 foi instituída. Segue o texto:
"A associação profissional ou sindical é livre. Somente, porém, o sindicato regularmente reconhecido pelo Estado tem o direito de representação legal dos que participarem da categoria de produção para que foi constituído, e de defender-lhes os direitos perante o Estado e as outras associações profissionais, estipular contratos coletivos de trabalho obrigatórios para todos os seus associados, impor-lhes contribuições e exercer em relação a eles funções delegadas de Poder Público".
  • Foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), que foi um órgão voltado para fazer propaganda dos atos do governo, exaltando a figura do presidente. O DIP também foi responsável pela censura de jornais, rádios, cinema e outros órgãos de imprensa.
  • Criação do DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público) com o objetivo de controlar e coordenar os órgãos públicos.
  • Repressão política com perseguição, prisão e até tortura de opositores políticos.
  • Criado, em 1938, o Conselho Nacional do Petróleo.
  • Abril de 1938, um decreto de lei oficializa o Salário Mínimo.
  • Criado, em 1939, o Conselho de Águas e Energia Elétrica.
  • Fundada, em 1941, a Companhia Siderúrgica Nacional.
  • Criada, em 1942, a Companhia Vale do Rio Doce.
  • Criado, em 1944, o Conselho Nacional de Política Industrial e Comercial.
  • Estabelecida, em 1942, a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao lado das forças que combatiam o nazismo.
  • Em maio de 1943, foi sancionada a lei que estabeleceu a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Além de instituir o Fundo Social Sindical e a Comissão do Imposto Sindical, para o fim de administrar os valores decorrentes da arrecadação, criou no art. 580, o imposto sindical que seria recolhido uma vez ao ano para empregados, empregadores e profissionais liberais.
Segundo Mandato (1951 a 1954)
  • Em junho de 1952, foi criado o BNDE, Banco Nacional de Desenvolvimento, atual BNDES.
  • Através de um decreto, assinado em 1952, o trabalho do menor aprendiz foi regulamentado.
  • Em julho de 1952, foi a vez da inauguração do Banco do Nordeste.
  • Em 1953, a Petrobrás foi criada. E instituído o monopólio estatal do petróleo (extração e refino).
  • Em novembro de 1953, aprovada a lei sobre liberdade de imprensa.
Apesar de sugerir antipatizar o Socialismo, Vargas colocou boa parte da população brasileira para ser tutelada pelo Estado, criando vários órgãos e empresas públicas, as quais com os principais cargos sendo nomeados livremente pelo presidente da república. Muitas delas operando em setor que não compete ao Estado atuar e legando dificuldades de operação para o empreendedor da iniciativa privada que quiser explorar o mercado, devido à concorrência estatal.

O trabalhador da iniciativa privada ficou à deriva, nas mãos dos patrões e de sindicalistas. Estes, na prática ganharam status de funcionário público – com estabilidade de emprego – e soberba com o seu poder de representação das categorias de trabalho, que entre outras atividades baixas e anti-éticas permite a ampliação de remunerações possibilitada por propinas arrancadas da patronagem durante negociações de direitos dos trabalhadores.

O sistema de previdência formulado, no qual é preciso haver trabalhadores pagando imposto de seguridade social para gerar os pagamentos de aposentadorias, afastamentos por problemas médicos e outros casos, sobreviveria enquanto o número de participantes a pagar impostos fosse compatível com o número de aposentados e segurados, além das outras contas do setor, a receber.

A máquina estatal implantada por Vargas com o passar do tempo e a chegada de outros governos virou uma bola de neve. Mais estatais foram criadas, mais benefícios sociais, mais servidores públicos, mais políticos. Ampliando ainda mais a conta para o Estado pagar. Se tornou isso um problema que ficou para o Regime Civil instaurado em 1985 resolver.

O caminho seria uma reforma liberal, que instalasse no país o Estado-mínimo, ou a planificação total do trabalho e da economia – em outras palavras: Comunismo. Dualidade que, guardadas as hipocrisias, virou bandeira dos partidos políticos no Brasil. Embora os chamados conservadores flertem na verdade é com a conservação do getulismo, o que têm dificuldade de assumir, uma vez que confessariam inclinação para ideias socialistas.

Mas, isso é assunto para discorrer quando chegarmos nessa parte da história. Para atender pedidos, este capítulo foi antecipado. Foi deixado de publicar as teorias que refletem sobre a pandemia como ajuste social e econômico do ponto de vista mundial. Mas, como anunciado, tão logo terminarmos de fornecer as informações que ligam os textos ao título “Para presidente: Paulo Guedes”, disponibilizaremos link para o download do epub ou PDF com o projeto na íntegra.

Me ajude a publicar com boa frequência, adquirindo o livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

Paz profunda!

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Para presidente: Paulo Guedes

Há no mundo uma sociedade global à parte que comanda toda a humanidade, conduzindo-a a viver conforme as regras que os líderes dessa sociedade estabelecem, que garantem a eles muita abundância e vida bastante desejável pela maioria da população do planeta. Prosperidade que não pode ser compartilhada com todos os humanos porque requer que boa parte deles esteja em situação social e economicamente inferior para que a engrenagem rode todos os seus dentes e egos soberbos sejam veementemente satisfeitos pelo sentimento de superioridade.

Essa sociedade é formada por integrantes de famílias poderosas oriundas de várias nações e de vários grupos étnicos. Esse controle que é pertinente delas é exercido há séculos, talvez desde tempos datados com A.C. (antes de Cristo). O que acontece para o indivíduo comum, obviamente que não pertence a nenhuma dessas famílias, é determinado por essa liderança.

O grupo que agrupa esses indivíduos que obedecem a esse controle é chamado de boiada ou gado. E seus integrantes são chamados de bois. A eles cabe a vida de contribuinte do Sistema, praticando o trabalho e o consumo, pagando impostos e servindo aos exércitos como bucha de canhão, recebendo ordens dos generais, que também integram o grupo conspirador como membro de alta estirpe ou são subsidiados pelo grupo.

Uma das preocupações da conspiração é manter o círculo fechado. Não permitir que ninguém mais possa entrar. Mesmo porque só poderiam vir da boiada novos membros. Entretanto, quando isso não é possível, permitem entrar, dentro de severos critérios e testes de iniciação, quem eles aprovam. Quando alguém com total condição de fazer parte dessa elite não é bemquisto por ela ou não aceitar as condições que ela estipular para seu ingresso, desaparecimentos, manchas em reputações, incriminações e até assassinatos estão entre as soluções que sem qualquer pudor ou medo de punições são desferidas contra rebeldes prodigiosos. O Judiciário das nações é formado por gente dessa elite, por isso, as leis, na prática, ainda que sob disfarce, não valem para ela. Sendo assim, punições por atos ilícitos cometidos por essa gente só são temidas por ela quando esses atos acontecem internamente, sendo o ou os prejudicados integrantes do grupo.

Durante muito tempo a boiada viveu realidades falsas, ou seja, acreditando em justificativas para os fatos que lhe afetava positiva ou negativamente, dadas pelos meios de comunicação do grupo poderoso. Estes veículos, em sua maioria são formados por componentes da imprensa corporativa, mas, as escolas, a Ciência, as igrejas, o Futebol e o Esporte em geral, a mídia artística, o Carnaval no Brasil, o Turismo, corporações públicas e privadas e a Indústria de toda sorte, além dos governos, também são braços que implementam as crenças e moldam as atitudes da boiada de acordo com o que precisam ou esperam os dominadores.

O que permite a essa cúpula o sucesso desse controle, além do dinheiro abundante que possuem seus integrantes, é a maior capacidade intelectual que ela dispõe, que a deixa na condição de implementar eficientes táticas de persuasão, emburrecimento, infantilização, banalizações, implantação de medo, necessidades, culto religioso e alta taxa de vícios, carência afetiva e ignorância que tornam os bois confusos, quando não em total letargia ou cedendo sua liberdade por motivo de enquadramento em crimes ou internatos em clínicas de tratamento psiquiátrico.

É atribuída ao cientista cognitivo Noam Chomsky a frase: “A maioria das pessoas não sabe o que está acontecendo; sequer sabe que não sabe”. Coisa que no Brasil a gente vê facilmente que é verossímil. Quantos acreditam priamente na verdade imposta pela imprensa e saem a propagar sua crença, exigindo aceitação, e a combater hostilmente quem questiona seus credos?

Porém, a partir dos últimos dez anos, a boiada vem demonstrando que cresceu intelectualmente. E em função disso vai se libertando do controle que sofre. Começou a duvidar da integridade das notícias passadas pelos veículos de comunicação corporativos e passou a consumir da imprensa somente informações que se pode, sem ônus ou muito esforço, constatar-se empíricamente. E desde que tenham estas real importância absorvê-las.

E passou a buscar em órgãos oficiais de comunicação aquilo que se referir aos governos das nações. Os órgãos oficiais não podem mentir ou serem tendenciosos. Se o fizerem, a informação veiculada por eles pode ser usada por quem for afetado por ela e de porte da prova material se tomar providências que legam para o Estado vultosas indenizações à pagar e a políticos cassações de cargos, responsabilizações financeiras e privação da liberdade.

No campo dos negócios, a massa começou a reivindicar da forma correta. Não só melhores salários, mas também condições de igualdade com os patrões. O rompimento do contrato lega bastante perdas para o empregado. Fica, assim, totalmente nas mãos do patrão as demissões. Se o empregado não mais suporta o emprego que tem, estando sendo explorado ou não, ele se vê obrigado a arcar com essas perdas caso não prefira conviver com exploração e insatisfação. Uma das opções para escolher pela segunda opção, é aguardar um tempo atormentando o patrão para quem sabe ele o demita. A tática é obter do sistema médico atestados abonando faltas ao trabalho. E isso ocasiona dificuldades para a empresa produzir. Embora isso possa ser inibido pela patronagem, pois, a classe sempre pôde contar com os sindicatos laborais, braço das organizações que cuida de lesar o trabalhador fingindo a ele representação.

Mas, o trabalhador não se viu totalmente desamparado. Surgiram governos de esquerda que legou a ele alguns direitos a mais. Entretanto, isso tornou difícil para o patrão contratar. E essa dificuldade fez diminuir a empregabilidade formal. E é o empregado formal, garantido, no caso do Brasil, pelo regime da CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas – que garante arrecadação para manutenção da Previdência e do SUS – Serviço Único de Saúde – ou serviço público de saúde.

O obsoletismo que experimentaram alguns produtos e serviços, causado pelo desenvolvimento de tecnologias e por perdas de hábitos antigos da população, diminuiu para os empreendedores as opções para explorar negócios. Consecutivamente, afetou a empregabilidade. Até profissões foram extintas. Pessoas se viram tendo que operar em ramos não quistos ou fora da sua competência.

Para aumentar a empregabilidade e aquecer a economia com o consumo dos trabalhadores acolhidos neles, muitos empreendimentos cujo produto ou serviço é inútil, precisa-se forçar o consumo, e cuja demanda de trabalho é fictícia, forjada, foram implantados nas grandes cidades e suportados pelos próprios governos, trabalhando a imagem das empresas para faturar o lucro no mercado de ações, golpeando, inclusive, a Bolsa de Valores. A natureza de empresa sem utilidade, cabide de emprego, estimula ainda mais o trabalho-escravo e a opressão ao trabalhador. Cenário que sinalizou aumento de suicídios, de afastamentos por licença-médica e de marginalização do indivíduo. Os três casos ficando a conta para os governos.

O eterno rival do grupo que controla as sociedades terrestres, o ideal comunista, ressurgiu com força. Pessoas que eram condescendentes com a propagada aversão ao Comunismo, sem receber corretamente informação sobre o que é o regime e tampouco interessada em se informar adequadamente, enxergando sua situação medíocre e de quase mendicância perante aos reis do Capitalismo começaram a serem recrutadas pelo lado oposto. O denominado marxismo-cultural é que era o agente recrutador.

Movimentos tidos como de massa, como o hippie e principalmente o punk, este com seu culto ao inconformismo, ao ateísmo e ao niilismo, e aquele com a doutrina “Paz e amor” e reverência às drogas, que enchia as cidades de gente ociosa, suja e fétida, seduziam jovens incontinentemente. A classe trabalhadora, cada vez mais velha e aproximando-se da aposentadoria, ficando sem substitutos.

A fé religiosa e a integridade do Futebol sendo irritantemente questionadas, recebendo os questionadores contundentes observações e teorias acerca das duas instituições de controle do grupo conspirador; a indústria do entretenimento e da moda não mais seduzindo adeptos devido às excepcionais demonstrações de suas futilidades e aos lemas “faça você mesmo a sua arte e o seu produto” e “contribua com quem contribui com você” propagados pelos punks; o destampe da maldade da indústria alimentícia, que carrega clientes para a médica-hospitalar-farmaceutica com seus produtos nocivos à saúde, criou os veganos e o culto ao “descasque mais e desembale menos”; a obsolescência programada – prática do comércio que faz com que o consumidor descarte mais rapidamente os produtos e volte imediatamente a comprar os substitutos; o avanço da internet, que possibilita não só o contato de qualquer indivíduo com o mundo, dá acesso à informações das mais protegidas e ainda permite o entretenimento sem compra de aparelhos adicionais, como videogames, e sem obediência aos dantes monopolizadores do divertimento e das notícias, sobretudo a televisão; o fantasma da chegada da Quarta Revolução Industrial, na qual robôs é que serão os trabalhadores e robôs não consomem e os lucros que poderiam arrecadar não suportam o excesso de contigente populacional de humanos e outros seres vivos na Terra; o aquecimento global e as metas definidas na Agenda 21, que se poderia dizer ter se conseguido êxito não fosse a chegada da poluição causada pela tecnologia 5G e a radiofrequência excessiva oriundas de telefones celulares e equipamentos sonoros, como os que emitem ondas ELF e as armas psicotrônicas; a pirataria facilitada, a economia e o trabalho informal, a falta de circulação do dinheiro em espécie, que tira dos banqueiros a exclusividade de explorar o setor financeiro; o aumento da pobreza e do conformismo com ela, bem como o aumento da criminalidade. Esses fatores e outros mais levaram aos poderosos do planeta a procurar solução para seus problemas. Problemas que fazem parecer serem de todos os humanos, mas que são exclusivamente da classe.

E, de repente, armar guerras militares, como no passado, se tornou inviável. Especialmente por não poderem contar as nações com soldados voluntários. A massa deserta e não vai para o front de batalha, sem qualquer medo de punição por desobediência civil. E ataques à distância, como os providos pelos mísseis teleguiados, não têm poder de seleção que garanta não morrer quem não deve. E ainda causa para o término da guerra bastante destruição, que não terá quem reconstrua as estradas, prédios e monumentos, obrigando os sobreviventes a viverem em total cenário de distopia, típico de se vir em filmes como “Mad Max” ou “Planeta dos macacos”.

Reunidos em grupos como o dos Bildeberg ou em ambientes como o Bohemian Grove, os manejadores do Sistema teriam sentenciado o mundo à solução que chegaram para organizar as coisas e instaurar a nova ordem mundial. Rumores dizem que a pandemia de covid-19 teria sido o plano.

Mas, até quando ou até quanto essa conspiração poderia articular uma pandemia tão catastrófica, fazer as pessoas comportarem-se da forma que ela precisaria e ainda esconder sua responsabilidade pelo aparecimento e sua gestão dos factóides e estatísticas que vira e mexe, nunca em órgãos oficiais de imprensa, como os ministérios de saúde, a massa mastiga para tolerar ser mantida em quarentena, acarretando perdas e ainda sem poder manifestar sua opinião de modo que bote medo, como os protestos que aglomeram pessoas nas ruas?

E o que tem a ver o título “Para presidente: Paulo Guedes” com este texto? Você não perde por esperar, meu chapa, é só aguardar o PDF e Epub, com o texto na íntegra distribuído em capítulos, que você irá receber gratuitamente, se quiser a resposta. Aguarde!

O livro “Os meninos da Rua Albatroz” é do mesmo gênero deste texto a história que narra, por isso a publicação neste veículo. Que tal lê-lo enquanto aguarda?

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Batizando um estilo de vida

Até aqui falamos sobre minimalismo, vida em harmonia com a natureza- do jeito campestre -, os povos entre si, as plantas e os outros animais. Buscamos a independência total da vida urbana, incluindo para obtenção de energia elétrica, prezando fontes renováveis e energia livre.

Também incluímos no estilo de vida em desenvolvimento a manutenção de boa saúde, boa cultura, culinária agradável, busca por resgate de épocas, com foco em valores e costumes. Vida totalmente sustentável e independente. Existência que vale a pena o pouco tempo que temos na Terra.

Economia de subsistência típica de comunidades rurais livres. Onde prevalece o trabalho autônomo ou o teletrabalho, a troca de produtos e serviços como moeda pessoal e a ausência de bancos para guardar valores. A solidariedade como a que reside nos mutirões também vale como moeda.

A prática de esporte se dá em modalidades que não dependem de estrutura urbana para serem praticadas. E a arte e literatura ocorre dentro da filosofia "faça você mesmo" ou "faça você também", discutida na postagem sobre o movimento punk "Do for yourself". 

A arte nessa cultura se vale de artigos que também encontram meios de serem elaborados ou consumidos sem uso de energia elétrica ou por meio de carregamento de eletrônicos via energia livre, sem cabo e sem pagamento.

Somente a telefonia precisa ser desenvolvida dentro do modo de viver planejado. Independente de empresas e políticos administrando o básico que permeia o cotidiano dos comunitários.

A espiritualidade também recebe foco tão especial quanto a ecologia. E meditar e desenvolver poderes espirituais faz parte do dia-a-dia na comunidade.

Estávamos chamando o estilo de minimalismo. Mas, como o minimalismo - viver com menos - é só uma ponta desse iceberg, buscamos um nome para batizar o estilo de vida.

Lembrando que tudo o que é discorrido nas postagens se encontra no livro "Os meninos da Rua Albatroz".

domingo, 3 de janeiro de 2021

Vivendo num só amor

 O já falecido cantor, compositor e músico jamaicano Bob Marley foi seminal quando compôs a canção "One love" e junto com os Wailing Wailers, sua banda original, lançou em um single, embora 1977, quando a canção fez parte do álbum "Exodus", de Marley e os Wailers, é que o reggae de raiz alcançou o grande público, o contaminando com a sensação de busca pela harmonia e pelo amor ao próximo, que tanto a melodia quanto a letra da música provocam em quem a escuta.


Bob Marley & The Wailers


Single de 1965

Álbum Exodus

Clique para biografia do artista na Wikipédia: 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bob_Marley

Clique para informações sobre o álbum: Exodus.

Veja o clipe oficial.



Conheça no vídeo abaixo a letra da canção.

Bem, como comunicamos nas últimas postagens, o foco deste blog a partir delas passou a ser a propagação de um estilo de vida substituto para o que temos mantido desde os anos 1960, que é discutido no livro "Os meninos da Rua Albatroz".




Um estilo de vida que prioriza, no campo ou no litoral, a busca pela harmonia, fraternidade e a espiritualidade; a saúde; o equilíbrio ecológico; a autossuficiência de alimentação, de recursos hídricos e de aquisição de energia para possibilitar conforto na produção laboral e nos afazeres do lar, inclusive os de entretenimento.

Apenas a telefonia é que torna o indivíduo vivendo nessa ideologia ainda cativo do regime padrão, mas, há o que fazer para amenizar essa dependência.

E quanto às obrigações para com o Estado, o "viver com menos" prevê a quitação delas sem que se fira o modelo de comunidade minimalista.

A prosperidade material, do ponto de vista da abundância de recursos para sustentar o estilo, ocorre de maneira natural e sem qualquer ganância.

Dar de mão do consumismo e da futilidade que faz perder o tempo de existir com atividades sem valor possibilita sobra de saldo em contas correntes que recebem dinheiro de salários ou pagamentos de clientes.


Freedom Leaf Bob Marley's One Love Peace Concert in 1978


Trabalhar como profissional autônomo, independente de contrato de vínculo empregatício com empresas, mais provavelmente em teletrabalho e tarefas de artesanato ou ruralistas, é o modelo trabalhista almejado pelos minimalistas. Nossas postagens apresentarão opções e incentivos a esse respeito.

A diversão ou busca por passatempo dentro dessa ideologia conta muito com a música e com os esportes que não dependem de estrutura urbana para serem praticados. Daí um outro link com a música escolhida para decorar esta postagem. Veja um clipe inspirador da adaptação acústica da canção feita pela banda Kuerdas.



O reggae ficou muito associado à drogas, sobretudo à marijuana. Você pode estar a se perguntar: "Esse estilo de vida pregaria a favor das drogas". De forma alguma, mas, assim como assuntos como "libertinagem sexual" e "religiosidade" trataremos em postagem específica a questão.


Tribo de Jah

"One love" foi gravada em português pela banda maranhense Tribo de Jah em 2001 no álbum "Tributo a Bob Marley" com o título "Um só amor". Veja acima.



O cantor francês Mano Chao em sua participação no projeto Playing for change.

A canção também foi lembrada pela trupe do movimento "Playing for change" em uma de suas mais emocionantes filmagens (vídeo acima).

Fique com a versão extendida da música:


E a gente segue viagem para trazer para você novas postagens. Fique com Jah!

sábado, 19 de dezembro de 2020

Uma ideia ao apagar das luzes

Geralmente, quando se tem uma ideia, uma lâmpada acende-se pairando sobre a sua cabeça. Pelo menos é assim nos quadrinhos e nos filmes, desenhos animados e seriados de TV. 

Mas, ocorreu-me uma inspiração por eu ter tido interrompida a energia elétrica da casa onde eu estava, devido a um curto-circuito que queimou a fiação.

Eu me preparava para assistir pelo Youtube uma série de vídeos educacionais, que discorrem sobre História e Geopolítica, dos quais eu absorveria informação para compor um texto literário.

Vi minha motivação frustrar-se quando veio o corte de energia elétrica. Eu usava um notebook com a bateria quase completa, mas, e o sinal de internet, que também precisa de energia elétrica para funcionar, como eu poderia acessar, carregar e exibir os vídeos sem ele?

Bem, uma fiação danificada pode ser trocada. O tempo que leva para isso pode nem ser tão longo. E enquanto eu esperava eu procurei entre minhas coisas algo que eu pudesse utilizar tanto para me manter motivado quanto em processo de absorção de informação.

Meu celular, com crédito e possibilidade de acessar a internet por meio de dados móveis, não era opção por muito tempo, pois, logo a bateria acabaria e eu iria precisar de energia elétrica para recarregá-lo, já que eu não tenho uma opção solar. E nem o mercado oferece uma opção que funcione de fato e me faça adquirí-la. Fazem isso de propósito para não definharem as companhias fornecedoras de eletricidade.

Percebi que no lugar onde eu estava eu não tinha muita opção off-line para absorver as informações de que eu precisava naquele momento. Havia livros em bom tanto, mas, sobre outros assuntos, não iriam ajudar.

Se eu estivesse na minha casa eu não teria esse problema. Até mesmo se o assunto que eu escolhesse absorver fosse entretenimento eu teria como atender porque por lá tenho várias revistas em quadrinhos e de outras categorias, jornais velhos, fotografias, álbuns de figurinhas, livros e outras mídias que independem de eletricidade para serem usufruídas.

Passei a pensar em ouvir música como opção de entretenimento ou meditação. Fiquei na mão outra vez, pois, todos os dispositivos eletrônicos que executam música dependem de eletricidade para funcionar.

Nesse caso, cantar só depende de ser capaz de usar as cordas vocálicas e isso eu estava apto a fazer para passar o tempo ou de repente para meditar. Para quem que como eu toca vários instrumentos musicais isso poderia melhorar, já que a maioria desses instrumentos funciona por meio de energia mecânica fornecida pelo musicista.

Disponível no ambiente onde eu estava havia somente uma gaita. Até que é possível algumas articulações, mas, predominantemente gaita não permite cantar e assoprar. Fiquei só no assopro até que o problema foi resolvido.

Aí nesse momento é que me senti motivado a militar por duas causas. A primeira é tornar independente de energia elétrica vindo de transmissão térrea os aparelhos - e consequentemente as mídias - que utilizamos não só para entretenimento e absorção de saber. Governos e corporações, por razões comerciais e empregatícias, vão tentar inibir essa militância, mas, ela tem que acontecer.

E a segunda militância, que também incomoda governos e corporações, eu já venho praticando, mas, percebi com o corte de energia mencionado que eu deveria me empenhar mais nela, resolvendo o problema de eu não estar vivendo na minha casa, onde eu não ficaria sem as opções de uso de mídias que também mencionei neste texto.

Não estou na minha casa porque teimo só morar nela quando ela estiver totalmente construída, qual projeto de construção é demasiadamente arrojado e urbano e eu não tenho obtido êxito em conseguir o volumoso valor em dinheiro para arcar com a construção. Se eu quiser morar em uma moradia mais simples, essa questão estaria resolvida.

Trata-se do culto ao minimalismo. Ou seja: "Simplificar a vida eliminando os excessos e mantendo apenas o que é essencial. É um desejo de viver com menos. O primeiro e mais tradicional aspecto dessa tendência minimalista é a liberação de espaço físico. A cultura consumista moderna vende a ideia de que uma vida boa é uma vida cheia de coisas.". Retirada a definição de pesquisa no Google.

Enfim a ideia que veio ao apagar das luzes: Este blog agora irá apresentar postagens focadas em vida ao estilo minimalista, sustentável ecologicamente, voltada para a alimentação e hábitos sadios, para a independência de companhias para se obter o necessário de maneira facilitada e até para usufruir de eletrônicos (que não é necessário), pregando o culto à energia livre - se possível gratuíta - que Nikola Tesla (foto) tanto procurou dispor para a humanidade.

Será uma volta racionalizada aos primórdios, quando não havia o conforto da Atualidade. E esse pormenor permite a este blog continuar postando lembranças que trazem a sensação mágica da nostalgia e manter acesa sua originalidade.

Bora caminhar comigo?

quarta-feira, 11 de março de 2020

Fanzine Os meninos da Rua Albatroz #02

Vamos nos divertir com mais uma edição do nosso fanzine preferido?


POR QUE VAMOS AO SUPERMERCADO?



O livro "Os meninos da Rua Albatroz" propõe vários porquês de fazermos o que fazemos ou de agirmos como agimos. Com base nisso, inauguro com esta postagem uma série baseada no livro, que apresentará todos os estudos que foram realizados para que esses porquês fossem discutidos na obra. 

Os supermercados surgiram na sociedade capitalista devido ao advento da Grande Depressao, ocasionado pela quebra da bolsa de valores de Nova York em 1929. Os estabelecimentos de varejo da ocasião utilizavam um sistema de vendas que necessitava o emprego de um ou mais atendentes, os quais ficavam de um lado do balcão pegando as mercadorias lhes solicitadas e destinando os clientes ao caixa ou fazendo eles próprios a cobrança. Processo que era muito lento para se vender a quantidade de mercadorias que se precisava vender no dia para que os estabelecimentos pudessem quitar seus compromissos.



A queda do poder de compra das pessoas durante a crise obrigou as fábricas a produzirem produtos de maneira que chegassem ao consumidor com preços acessíveis. A perda de qualidade dos produtos foi inevitável. Em 1916, nos Estados Unidos, a loja Piggly Wiggly inaugurou o sistema de auto-atendimento na América. Havia nela catracas na entrada, cestas para carregar os produtos, prateleiras com os mesmos e etiquetamento dos itens, que continham os preços.

Em 1930, Michael Cullen foi demitido da Kroger, uma empresa que vendia gêneros específicos nos Estados Unidos, que amargava queda nas vendas. Seu patrão não gostou de ter recebido uma carta de seu funcionário ditando ideias inovadoras como abandonar as vendas por telefone, as entregas a domicílio e o atendimento ao balcão, além de reduzir o lucro a despeito de vender 300 peças de produtos de gêneros diversos ao custo de 200, utilizando auto-serviço nessas vendas.

A ideia de Cullen envolvia métodos que já existiam, como o agrupamento de produtos por categoria, surgido em Paris, em 1850, com o Bon Marché, e o autosserviço (self service), chamado de "cash and carry" ou "pague e leve", nascido nos Estados Unidos em 1912 e empregado pela já citada Piggly Wiggly — sistema que deu origem à etiqueta de preço e as marcas comerciais. As pessoas pegariam nas prateleiras o que fossem comprar, exceto os perecíveis e o que necessitasse ser pesado, e levariam ao caixa, onde fariam o pagamento. Com isso se ganharia tempo e atenderia-se mais.

Trabalhando-se com produtos sortidos, em um só lugar as pessoas encontrariam, a baixo preço,muito do que fossem procurar para comprar. O autosserviço reduzira empregados, mas, o desemprego era aliviado pelas fábricas, pois, a dinâmica de consumo fazia aumentar a produção delas. Cullen não se deixou abater e ainda em 1930 criou em Long Island, New York, o King Kullen Supermarket.

Em 1932, já havia nos Estados Unidos vinte outros desses estabelecimentos, que reuniam em um só lugar mercearias, quitandas, açougues, empórios, feiras, armazéns, armarinhos, lojas de secos e molhados, peixarias e outros comércios.

Em 1941 já eram oito mil. A partir daí, os supermercados alastraram-se pela Europa — em 1948 na Inglaterra, por John Cohen do grupo Tesco, deu-se o marco inicial — e o resto do mundo. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o imperialismo norte-americano avançou, levando para onde fosse o seu "american way of life", jeito de viver do americano, que é bastante discutido no livro "Os meninos da Rua Albatroz".



O supermercado chegou ao Brasil, conforme Abílio Diniz, dono da Rede Pão de Açúcar, de modo lento e à base de experiências com pequenos comércios em lugares afastados do grande público, em bairros nobres, contradizendo o pioneirismo norte-americano que buscou lançar a modalidade de comércio para atender os populares devido à Grande Depressão. Houve o frigorífico Wilson, que em 1947 vendia em auto serviço linguiça, salsicha, presunto, mortadela, salame e e suas pioneiras carnes frescas acondicionadas.



Mas, só a partir de 1953 é que o Brasil viu de fato em operação a modalidade tal qual havia nos Estados Unidos. Os pioneiros foram: a Tecelagem Paraíba, o Supermercado Americano, a loja Sirva-se, todos em 1953. Além deles, também foram precursores: O PEG PAG, em 1954, a Disco, em 1956, e o Pão de Açúcar, que começou como uma padaria em 1959. Todos em São Paulo.





A ideia evoluiu, os estabelecimentos ganharam conceitos, como o tamanho, que teriam que ter de 200m2 a 2999m2 para ser um supermercado (Fonte: Wikipédia), departamentalização, estacionamentos exclusivos para clientes e outras propriedades. Até que surgiram os Hipermercados — o Carrefour, na França, em 1963. Nestes até barcos a motor é possível de se encontrar para comprar. Em contradição ao início da implantação, os supermercados hoje são grandes empregadores.

Estilo de mercearia frequentada na década de 1970 pelos meninos da Rua Albatroz. Os elementos principais eram os sacos de ráfia, os balaios de produtos à granel, a balança Filizola e o copinho de pegar os pesáveis, o balcão com proteção de vidro apresentando as bisnagas de pão e as panhocas para apreciação, os engradados de madeira para guardar cascos de refrigerantes e cervejas, as prateleiras de madeira presas no alto da parede de frente para o cliente, o caderno de anotação de fiados.

Neles se empregam balconistas, caixas, estoquistas, repositores, remarcadores, empacotadores, entregadores, açougueiros, verdureiros, gerentes, cartazistas, relações públicas e outros profissionais, dos que já existiam antes da invenção e os que foram criados com o advento e modernização dela.

FONTES DAS IMAGENS: Internet

ENTRETENIMENTO
Sabe aquelas versões de música internacional que fazem a língua original parecer que em relação ao Português é repleta de falso cognato? Pois é, veja esta a seguir!



INTERATIVIDADE

Mostre que você não matou as aulas de geografia do Brasil e conhece bem o mapa político do país. Aponte no mapa - escreva nos comentários - os erros. Se precisar, peça as respostas através do nosso formulário para contato.




NOSTALGIA DA TV

Relembrando a clássica corridinha da Pantera Cor de Rosa que é super hilária e se tornou simplesmente inesquecível. Direto do episódio "Jet Pink". O Show da Pantera Cor-de-Rosa divertia os meninos da Rua Albatroz no início das tardes da TV Itacolomi, que retransmitia a TV Tupi de São Paulo, entre 1976 e 1980.



O link para o episódio completo no Youtube é: https://www.youtube.com/watch?v=MxEXJ6G-0j4