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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Quando a saudade não faz mal

Se vivemos em um meio urbano, dominado pela tecnologia e sofrendo incentivo para cada vez mais buscarmos inovação e cultuarmos o moderno, não se justificaria tomarmos atitudes, como resgatar memórias e sentir nostalgia, que vão de encontro a esse conceito de fazer do presente uma máquina de produzir futuros somente.


Arquinho. Um brinquedo artesanal muito cultuado nos anos 1970, cuja lembrança traz sensações bastante prazerosas a quem se divertiu com ele.

Alguns estudiosos cogitam ser a saudade um sentimento ruim, uma vez que: "A saudade é um sentimento de lembrança nostálgica de pessoas, animais, coisas ou situações distantes de nós ou extintas, associada ao desejo de tornar a vê-las ou possuí-las, misturando-se nele as sensações de distância, perda, falta e amor". Fonte desse trecho: Lifestyle.

Em outras palavras, seria uma procura impossível. E a impossibilidade de obter algo traz uma incontinente sensação de impotência. Faz sentido dizerem que cultuar a saudade não seja muito bom.

Por outro lado, quando sentimos nostalgia - que é um flash de resgate de memória, que traz, quase que materialmente, coisas do passado de maneira impressionante à nossa experiência real - pende para o positivo nessa questão. Exemplo: Se está no banho, se joga um xampu na cabeça e o cheiro transporta automaticamente a mente para o tempo em que o tal cheiro era presente na hora do banho.

Quanto mais associação ao tempo resgatado, maior é a vivacidade do fenômeno e maior a duração do mesmo. No exemplo dado, o banho ocorreria na hora exata em que era tomado no tempo a ser resgatado com o cheiro do xampú; a onda sonora de uma música da época pairando pelos ares da casa, podendo ser ouvida do banheiro, se ouviria.

No filme "Em algum lugar do passado" (Somewhere in Time), Estados Unidos, 1981, com Christopher Reeve fazendo o papel principal, o protagonista da história, Richard Collier "é um jovem teatrólogo que conhece na noite de estreia da sua primeira peça uma senhora idosa, que lhe dá um antigo relógio de bolso e diz: "volte para mim". Ela se retira sem mais dizer, deixando-o intrigado. Chicago, 1980. Richard não consegue terminar sua nova peça, decide viajar sem destino certo e se hospeda no Grand Hotel. Lá visita o Salão Histórico, repleto de antiguidades, e fica encantado com a fotografia de uma bela mulher, Elise McKenna (Jane Seymour), que descobre ser a mesma que lhe deu o relógio". Esta sinopse é do site Adoro Cinema.


As saudosas colchas de retalho e quartos com mobílias antigas ajudam a transportar a mente para épocas passadas.

Nisso, o jovem vai em busca de informações sobre como transportar-se para o passado. Sua intenção era encontrar com Elise. Ele se vale de um método pregado por espíritas e, obviamente, a viagem que faz é puramente mental. Para tanto, ele impressiona sua mente com objetos da época que irá visitar, que comprou para decorar seu quarto, e ao adormecer ele entra no que só podemos chamar de sonho, no qual vive a experiência desejada.

Bonnie Tyler - It's A Heartache (Official HD Video)
Tocou muito nas rádios em 1976.

Técnicas de indução de sonhos e impressionamento da mente para atingir o estado de gnose e fazer pedidos para serem realizados no presente são assuntos do livro "A magia que enriqueceu Tony", nesta postagem não cabe tecer sobre isso. Nossa dissertação é sobre a saudade e a saúde. Limito, então, a dizer que sempre que experimentamos nostalgia, o organismo se acomete de bem-estar. E bem-estar é a mola-mestra da saúde.


Estamos no presente quando produzimos a história que será relembrada. Estamos no presente quando a resgatamos na memória. A mente é quem observa a realidade física atual e é quem presencia a realidade mental, que é atemporal. Logo, só o presente existe. E foco no presente é o segredo da vida feliz.

O que difere é a forma de gozar da sensação provocada pelo resgate. Se for as da saudade, pode ser mesmo que não seja a melhor forma de usufruir da lembrança. As da nostalgia são imperdíveis.

No estilo de vida que discorremos a respeito aqui neste projeto, qualquer motor de bem-estar é levado em conta para compor as atividades cotidianas da comunidade. Nas próximas postagens voltaremos a falar sobre o assunto.

O livro "Os meninos da Rua Albatroz" é uma usina de nostalgia. À cada página virada ocorre um flash que remete, mesmo quem não viveu a época destacada no livro, a vivenciar momentos prazerosos dados pela informação sobre o passado.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Roda o baleiro, seu Zé



Uns pareciam um robô. Vê-los girar exibindo balas diversas e bolinhas de gude era um passatempo. A indústria alimentícia castigava a gente. Mas, não foi por causa dos doces e balas que haviam dentro dos potes do baleiro que quem das gerações que cultuaram o baleiro e que não mais está vivo morreu. Rs! Que ironia! Até a saudade disso matou mais!

O baleiro aparece na página 251 do livro "Os meninos da Rua Albatroz", capítulo 71, E a vida de colono continua, que discorre sobre o colonialismo por meio de doces, balas, brinquedos e outros produtos que sofreram as gerações que participaram do processo de industrialização do Brasil.

sábado, 12 de setembro de 2020

Perdidos no espaço


A série "Perdidos no espaço" é talvez o maior exemplo de influência de um programa televisivo no marco de uma geração. Este vídeo discute essa questão e leva à reflexão: "Melhoraríamos a humanidade atual transformando seu comportamento em direção ao adotado - talvez formado - naqueles idos em que a ingenuidade imperava, mantinha as pessoas em comunidades e com isso as protegia de um cotidiano ingrato, tal qual é o que se experimenta nos dias de hoje? Página para compra do livro "Os meninos da rua Albatroz":

sábado, 5 de setembro de 2020

Viaje no tempo através dos compactos de vinil

Neste vídeo, um review da música Soul Dracula, discoteque dos anos 1970, que remete ao torpor dado pelos compactos de vinil na rapaziada da geração que é focada no livro "Os meninos da Rua Albatroz". Receba informações de uma época de ouro e faça uma viagem emocionante no tempo, além de uma reflexão sobre volta de costumes antigos que podem ser a solução para a humanidade na Atualidade.


Página do autor na editora: Clique!

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Relembre o Jogo de Damas

Registro de épocas para fins culturais e de informação. Este vídeo traz a reprise da postagem sobre o jogo de damas que foi ao ar na fan page e no canal Os meninos da Rua Albatroz. Relembre os bons tempos da infância!

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Frases que lembram a juventude

Vamos refletir sobre a juventude por meio de frases de impacto?



O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu caráter.
Sócrates


A juventude é uma idade horrível que apreciamos apenas no momento em que sentimos saudade dela.
A. Amurri


Os velhos desconfiam da juventude porque foram jovens.
William Shakespeare

Na juventude deve-se acumular o saber. Na velhice fazer uso dele.
Jean-Jacques Rousseau

A infância é a idade das interrogações, a juventude a das afirmações, a velhice a das negações.
Paolo Mantegazza


Se eu pudesse voltar à juventude, cometeria todos aqueles erros de novo. Só que mais cedo.
Tallulah Bankhead

A juventude é uma coisa maravilhosa. Que pena desperdiçá-la em jovens.
George Bernard Shaw

Os livros são o alimento da juventude.
Cícero


Na juventude, aprendemos; na maturidade, compreendemos.
Marie von Ebner-Eschenbach


A velhice é uma tirania que proíbe, sob pena de morte, todos os prazeres da juventude.
François La Rochefoucauld

Quarenta anos é velhice para a juventude, e cinquenta anos é juventude para a velhice.
Victor Hugo
Nunca ousei ser um radical na juventude. Tinha medo de me tornar um conservador depois de velho.
Robert Frost


sábado, 9 de maio de 2020

Os bons tempos estão voltando


Quando vemos uma foto de um carro na estrada, com ar de passeio, temos sempre em mente que a foto é da ida. A Vemaguete azul parece que acabou de chegar no sítio ou está dando ré pra estacionar. 

No entanto, não tem nada na foto que determine o momento em que ela foi tirada. Queremos com as que seguirão, que são do site Uol Carros, que você, para se sintonizar com esta postagem, se remeta aos anos que os veículos usados na ilustração remetem.


Postei no grupo de Whatsapp deste blog que por causa da quarentena e do que vem acontecendo no Brasil com o isolamento social eu estava com a impressão de haver disperso no ar um clima de nostalgia surgindo naturalmente. Com uma vivacidade que me arranca comportamento em vez de lembranças. 


Sim, não só pareço me comportar como eu me comportava em meus tempos de menino e de juventude, como também parece-me comportarem os outros, tenham a idade que tiverem.


A estação do ano que já entrou carregando a pandemia, o outono, aqui em Minas Gerais guarda semelhança com o jeito da estação no tempo que mencionei, datado nos anos 1970 e 1980. Até o frio já sendo anunciado em maio faz o tipo.



Ficar o tempo todo ou o mais possível dentro de casa nos obriga às opções de entretenimento para passar as horas livres que a casa oferece. Muita gente está descobrindo que são muitas essas opções. 

Escuto vizinhos berrarem "Truco" em jogo de cartas de baralho diariamente. Minhas crianças, para esquecerem um pouco o celular, eu coloco para jogar dominó, caça ao tesouro, banco imobiliário. Pensei em jogo de botão agora, vou já providenciar. Elas sentirão na prática como fazíamos eu, os pais e os tios delas quando tínhamos a idade que têm. O alpendre vai ficar aglomerado!


As opções eletrônicas é que tomam o espaço maior na preferência de todo mundo. Eu sou suspeito para falar em volta espontânea dos velhos tempos considerando estas porque mesmo no moderno meio digital eu só tiro velharia para pôr para ouvir, assitir, ler, visualizar, jogar. Meus emuladores de Atari não quiseram funcionar no Windows 8, mas, já já darei um jeito nisso!


Entretanto, se eu não tivesse me precavido naturalmente para essa quarentena e colecionado bastante arquivos de áudio, vídeo, imagem, livros e revistas em quadrinhos digitais em DVDs, que agora aproveito o tempo em casa para migrar tudo para HDs externos, com as emissoras de televisão e rádio reprisando seus acervos, retrô por meio de mídia eletrônica eu não iria deixar de ter.

E há um prenúncio de que o retrô durará bastante mesmo depois que acabar a pandemia. Será alternativa indescartável para levantar a economia que está se ferindo. Em outra postagem eu mostrarei como isso acontecerá.