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quinta-feira, 8 de julho de 2021

Viver bem é muito fácil: Como vibrar amor

Como já mencionado em postagens anteriores, os cientistas da moderna física quântica descobriram que a realidade material é feita de vibrações que se expressam em variadas frequências a partir de um manancial energético único.


Existe uma única fonte de energia, que de acordo com a frequência vibratória se diversifica, causando o caos universal e formando coisas, eventos e as sensações que os seres senscientes experimentam.


Os hermetistas, seguidores do hermetismo, de Hermes Trismegisto, observaram sete constantes no Universo, que chamaram de “As sete leis herméticas”. Ou seja: em qualquer parte do universo que se vá, se deparará com essas sete leis.

E uma delas é a Lei da Polaridade, que prega que tudo tem um pólo, um oposto. Os seres com consciência como a do homem podem confirmar essa lei bastando observar o seu redor. Os demais só podem se submeter a ela, pois, é necessário a capacidade de realizar julgamentos para detectar as polaridades. E até onde se sabe, as mentes primitivas ou irracionais não julgam, tomam decisões por instinto.

É indiferente para elas se uma área com determinada coloração possui temperatura nociva ao corpo no qual está contida a mente e por isso se deve evitar penetrar nela. Essa decisão é tomada instintivamente quando a aproximação da região torna cada vez mais nítida a incapacidade de se suportar a temperatura nela, levando ao recuo do corpo ou ao desviar-se da área. No caso do homem, se ele insistir em penetrar na região ele usará de artifícios para isso.


A energia essencial é única. E é ela que é polarizada, graças à frequência vibratória. Se imaginarmos essa energia como uma linha reta, em uma extremidade estará o ponto de mais baixa vibração e do outro o de mais alta. O efeito disso sobre a matéria é que foi classificado como polar.

No homem, as vibrações existentes de um ponto central à extremidade negativa, ou seja: o pólo de mais baixa vibração, causam sensações de mal-estar. E o inverso provoca o bem-estar.

O mal-estar pode ser traduzido como sentimento de fraqueza, de doença, de baixa autoestima, de incapacidade de realização, de ódio. E indo na contramão de direção teremos a motivação, a saúde, a alta autoestima, a eficiência em moldar a realidade. Até chegar ao amor. 

Foto Kirlian de aura vibrando amor

O amor seria a vibração perfeita. Se procurarmos o objetivo de vibrar nessa faixa vibratória, não precisamos preocupar com nenhum outro acontecimento de nosso interesse que queiramos facultar, pois, o resto vem junto.

E sabemos que estamos indo nessa direção quando sentimos cada vez mais bem-estar. Quando o bem-estar é incontinente e ainda estamos conscientes do mundo ao redor, estamos amando. Acima disso nos tornamos inconscientes. Entramos no estado meditativo ou atingimos certo grau de contato com o espiritual.

Célula de osso vibrando.

O que vibra no corpo humano são as células que o compõe. Já se estipulou que vibrando na frequência de 62-72 Hz (Hertz) se está em perfeita saúde. E em 528Hz se está amando.


E também se estipulou que comportamentos de renúncias e de adesões, hábitos alimentares e de hidratação, recreativa ou não, costumes, envolvimento com objetos, lugares e pessoas, exposições à eventos, recreativos ou não, prática de esportes e meditação, sentimento de perdão e de gratidão, são o que nos conduzem a um ou outro pólo.

No geral, todas essas coisas são o que fazemos diariamente, a todo instante. Só temos que nos observar as fazendo e o que acontece durante essa observação: se sentimos bem ou mal-estar.

Sabendo que o sentimento de mal-estar nos conduz à doença, ao fracasso em diversos aspectos e à falta de perspectiva na vida, sem mencionar a morte, devemos procurar nos livrar dessa sensação e nos colocar na trilha oposta. E se faz isso com o pensamento, com uso de várias técnicas de mudança de atitude.


Se imagine como o sujeito responsável por manter a brasa de uma churrasqueira acesa em um churrasco. Uma vez acendido, o carvão tende a conservar a temperatura no ponto máximo a que chegou. Entretanto, as condições ambientais, sobretudo do clima, irá afetar a resistência do carvão, bem como a degradação do comburente.

O primeiro caso, o churrasqueiro resolve lançando à mão algo que o possibilita prover a condição climática ou de ventilação para que o carvão reacenda ou retorne à temperatura perdida. O segundo, ele coloca na churrasqueira mais carvão para ser queimado.

Da mesma forma podemos agir quando estamos tomados de mal-estar. Notamos o que estamos fazendo no momento e procuramos substituir pela ação contrária ou por uma ação que sabemos que nos eleva o moral.

Exemplo: Automaticamente entramos em baixa vibração, independente de acharmos que gostamos do que fazemos, quando se está a julgar ou a analisar alguém ou alguma situação; a discutir uma notícia ruim ou que se discorda dela, dada em um telejornal; a efetuar reclamações; a se entregar à melancolia ou ao sentimento de piedade, à carência ou obsessão afetiva ou à insegurança.

Detectando estar acometido de mal-estar estando a vivenciar um desses eventos, é hora de usar a mágica da transmutação para neutralizar seus efeitos – neutralizar é se por no centro da linha da energia essencial, ou seja: em equilíbrio – ou reverter o pólo, indo em direção ao bem-estar.

Só existe uma única energia. E é ela que dá origem à vibração do amor e a do ódio. Podemos optar por nos valer apenas dos benefícios dados pelas vibrações que nos levam ao amor.

O amor constrói e também destrói. Exemplo: Você trabalha em um ambiente onde para se obter melhor resultado de produção e ampliar a remuneração, os trabalhadores, por exploração dos gestores, se entregam à corrupção. Os clientes da empresa são os únicos lesados financeiramente, mas, se acaba trabalhando mais como efeito dos atos de corrupção, comprometendo com isso o estado de saúde.


Nesse exemplo, nem se levou em consideração se o operário preocupa ou não com o fato de estar sendo desonesto em favor de si próprio, legando prejuízo aos clientes que ele atende. Se essa preocupação brotar nele, as consequências energéticas negativas são lhe ampliadas.

Ambientes assim possuem péssima egrégora. São caracterizados por serem lugares onde se concentram baixíssimas vibrações. Para se opor à essa moralidade e alterá-la, é preciso se valer de técnicas que influenciam o aumento da vibração local. Assim se estará influenciando todos a darem de mão da forma corrupta que atuam no trabalho. E isso destruirá o sistema implantado. Seria uma destruição benéfica.

Isso pode ser exemplificado também com a prática de aumento de vibração para destruir células cancerígenas dentro do organismo e respectiva cura celular do mesmo.

Para tanto, é necessário em primeira instância desenvolver em si próprio o amor. Ninguém pode doar o que não possui. Portanto, tudo o que se deve fazer para moldar um ambiente em seu favor é praticar em si mesmo o aumento de vibração. Em outras palavras: "sendo a mudança que se quer ver no mundo", como disse Mahatma Ghandi.

Em seu livro “Vibe”, a autora Robyn Openshaw lista os principais fundamentos que se deve conhecer, assimilar e procurar praticar para gozar experiências de vida favoráveis. São eles:
  1. Tudo no Universo é energia
  2. Você tem um quociente vibracional
  3. Semelhante atrai semelhante
  4. Uma substância com uma frequência mais alta pode causar aumento na vibração de uma substância de baixa frequência
  5. Existe um oposto à lei da entropia, que reza que o Universo originou de maneira organizada e ruma à desordem. A capacidade de arbitrariamente poder aumentar sua vibração, faz com que a consciência humana interfira nessa lei.
Siga esses ensinamentos e junte-se ao rol de pessoas que buscam transformar este mundo no melhor mundo possível.

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Fontes não citadas das imagens:
Google
Arte do autor

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Viver bem é muito fácil: Conheça sua mente

IMAGEM: Google.

Para ver a postagem no Youtube:

A mente humana é uma ferramenta para o humano usar. Muitos de nós tem aquela impressão de que a mente possui autonomia e que está fora do corpo físico. Ainda mais que muitos dos pensamentos que ela produz não gostaríamos de tê-los. Uns pensam que não somos donos da mente que temos. É ela então quem os usam. Outros sabem que somos donos dela sim. Porém, a mente não é o que somos. O eu verdadeiro está fora dela e também do corpo físico, controlando os dois.

A verdade é que todos esses pensamentos indesejáveis somos nós mesmos que influenciamos a mente a constituí-los. Durante anos e anos somos influenciados, pelas experiências que temos, a dar forma a esses pensamentos e, natural e incondicionalmente, os armazenamos.



Como fazemos com os arquivos de computador que criamos e mesmo sem utilidade póstuma não apagamos. Para algum lugar na memória da máquina eles têm que ir. E quando situações que condicionam o aparecimento deles acontecem, eis que voltamos a ter contato com eles.

A mesma coisa são com os pensamentos. Por exemplo, assistimos a filmes de terror, ficamos impressionados com alguma cena, nos assustamos, repudiamos a cena para o caso de termos que vivê-la na realidade, mas, nada fazemos para apagar as impressões. Elas acabam guardadas em nossa memória. E quando nos deparamos real ou virtualmente com situações similares à cena repudiada, eis que vem à superfície da mente a sugestão de experiência que tanto gostaríamos que não surgisse. E se nada fizermos para que ela não se materialize, se não evitarmos que nos emocione fortemente aquele pensamento, dizendo coisas como “cancela” ou “nada errado, tudo certo”, ou desenhando mentalmente um escudo, nas palavras dos religiosos: “traremos a desgraça para casa” ou “daremos corda para o demônio”.



O tempo todo estamos pensando em alguma coisa. A mente é a canalizadora, decodificadora e geradora de imagens desses pensamentos. A interação que inevitavelmente temos que fazer com o meio é responsável pela maior parte do que pensamos. A necessidade de tomada de decisão é o principal motivo.

O ambiente físico é todo feito de vibrações. O tempo todo estamos vibrando. E também as outras coisas, pessoas e demais seres vivos vibram incessantemente. A comunicação universal é a vibração. Quer queira, quer não, quer saibamos ou não, a mente constantemente recebe essas vibrações e as traduz. E forma os pensamentos que temos, que tem vez que não vemos qualquer sentido em estar pensando em certa ação.

Isso só ocorre quando não estamos atentos ao presente, ao ínfimo momento atual. Essa coisa que chamam de atenção plena. Porque quando estamos inteiramente atentos, focados em tudo ao redor e sem efetuar medições ou julgamentos, a mente não forma imagem. Ela não precisa formar imagem ou decodificar a vibração que está captando para que possamos compreender o que a está influenciando. 


A mente é como se fosse o monitor de vídeo do computador que um ente superior controla. As imagens que ela forma. Em vez de impulsos elétricos ligando diodos no interior de uma placa de circuito integrado, as vibrações que ela capta do meio exterior é que dão origem a impulsos elétricos que combinam dendritos e formam sinapses cerebrais. Quanto mais raciocínio, mais compreensão, mais sinapses, mais nítida a imagem que a mente forma, maior a capacidade de conversão da imagem em matéria.

Para isso, temos que estar treinados a não produzir julgamentos. Ou seja: se pôr totalmente em controle remoto. Deixar que o inconsciente nos conduza pelas estradas, sem se preocupar com diferença de tonalidade de cores, se está por vir um aclive ou um declive, se passou por nós um homem alto, que talvez pudesse ser alguém conhecido, ou uma mulher de baixa estatura, que teria sido grossa.

A gente tem momentos assim quando estamos indo para algum lugar que conhecemos o caminho de cor e salteado e estamos absortos em pensamentos ou apressados. Quando dá hora de virar à direita a gente vira; se o semáforo nos acende a luz vermelha paramos; voltamos a andar quando se torna verde pra gente.

Muitos de nós nesta situação faz uso da outra faculdade da mente: produzir pensamentos que nascem do íntimo. Muitos desses são algumas vezes chamados de inspirações. Neste caso, a influência pode estar vindo do éter, de uma região mais próxima do sobrenatural, que toca o espiritual. E muitos desses pensares são recordações. Às vezes, recordações são desencadeadas pelo contato no meio físico com algo que as recobram. Mas o que imaginamos estimulados por inspirações pode também se transformar, efemeramente, em recordação, se pertinente.

Nunca tive sorte de encontrar texto científico sobre a mente humana que me empolgasse o raciocínio para eu dar meu aval de quem entendeu claramente o proposto. O que já ouvi falar ou já li é de ser o meio-ambiente, incluindo a comunicação com os outros, o causador das imagens mentais, além dos processos cognitivos, que se referem aos momentos em que na mente vão parar análises e formulações tanto de pensamentos, quanto de palavras. Tornando a mente bem a cara de ser uma ferramenta que usamos para interagir com o mundo material.

Que tudo que viemos a experimentar materialmente passa primeiro pela mente é hipótese defendida pelos cientistas da mecânica quântica. Os da ciência convencional – particularmente o pessoal de psicologia – aceitam que tudo que o homem constrói ou já construiu passa ou se passou pela mente dele antes de vir ao mundo.

E aqueles, os quânticos, também defendem que a realidade que experimentamos é fruto da observação que fazemos. Que tudo existe em todos os estados possíveis e que é a observação que as mentes fazem que decide, no momento de observar, a probabilidade selecionada ou aquilo que se suceder. Surgindo, então, um vórtex veloz e etéreo, que causaria o que chamam de colapso quântico. E a coisa sai do mundo imaginário para ganhar luz no tridimensional geográfico. Esse pessoal menciona também o emaranhado quântico, que descreve a crença de que a mente não passaria de uma força e que todas as mentes estão ligadas, inclusive a universal, que seria a que move tudo, inclusive os astros no céu. O caos no universo seria o resultado da atividade incessante das mentes emaranhadas.

Foi lendo o ótimo livro “A cabala mística” da Dion Fortune que entrei em contato com uma intrigante teoria sobre a evolução dos seres vivos que conservam os ocultistas. Conforme o livro, o homem primitivo teve que aprender que o que ele imaginava e o que experimentava realmente eram eventos separados. Sua mente era vazia, sobretudo de pensamentos inatos, que praticamente não tinha. Carregava pra ela somente imagens formadas pela sua interação com o meio. Se ele tivesse algo como uma alucinação, ele não diferenciava do que via realmente. Ver o horizonte a céu aberto era o que seria a consciência habitual; com a cabeça afundada na água era para ele um outro estado de percepção.

As surpresas com que se deparava, como tentar apanhar no ar um vulto ou um raio de luz, os efeitos de pareidolia nas paredes das cavernas, foram aos poucos virando aprendizado e sendo catalogado instintamente. A voz interior foi sendo diferenciada dos ruídos externos. E até as imagens que viam nos espelhos d'água, ou seja o reflexo de si e de outras coisas, bem como as sombras de si próprio e dos objetos, tiveram que ser classificados para que pudessem interagir sem choque com o mundo.

Para os ocultistas, os sonhos foram responsáveis por trazer muitas respostas para perguntas e soluções para problemas que os primitivos buscavam durante o estado pleno de vigília. E parece que ainda é assim para o homem. E para os animais que demonstram também sonhar – e até a ter pesadelos –, como os cães.

Dizem os neurolinguistas que a mente atrai as experiências que vivemos. Se é verdade que a mente canaliza as vibrações vizinhas, oriundas de pessoas, objetos e eventos, latentes ou não, decodificando e formando imagens mentais para se comunicar com o pensante e dizer -lhe o que ela está canalizando, não há a menor dúvida de que seja assim mesmo. Mesmo porque, se observamos cada instante que deixamos para trás o que aconteceu foi isso. E achamos que os pensamentos que tivemos ocorreram por se relacionar com o acontecimento ocasionado. Mas, no fundo é como se uma pessoa sentisse fome e materializasse uma pizza de queijo e calabresa por serem os ingredientes disponíveis ao redor para ele cozinhar.

Antes eu vivia um paradoxo tendo essa crença de que a mente atrai o que pensa: “estou atraindo ou pressentindo o que materializo”. Hoje sei que não existe premonição. Ninguém pressente qualquer coisa. Ninguém prevê o futuro, exceto aquilo que é calculável, como a rota de um meteoro por exemplo; se vai chover ou se vai dar sol. Mesmo essas coisas são probabilidades.

A mente pode ser sugerida. Pode desenvolver sinapses cerebrais compatíveis com determinados pensamentos. Sugestões que podem sair de terceiros, como é o mais normal. Mas também nós mesmos podemos dar sugestões para a própria mente. Logo, se ela tem a capacidade de formar as experiências que os seres mentais gozam, saber como sugestionar a mente é o segredo da bonança, da vida repleta de boas experiências. E por que não dizer: o segredo da prosperidade?

Para ter boas ideias, então, é só ir para onde se possa encontrar o mais possível de elementos agradáveis para a mente usar após canalizações dela própria ou sugestões que dermos. Lugar onde se está emitindo boas vibrações. Magnatas perambulando, carrões passando, o som de música bem agradável, cheiro de boa comida, um vento aliviante tocando o rosto. Sem dar chance para a mente se impressionar ou canalizar o que não traz benefício.

Emoções irão pintar e gerarão pensamentos positivos, que darão forma a sentimentos que farão o instante observado valer a atitude. E, ainda, se for um insight o que se foi buscar, a chance de sair do local com uma fórmula na cabeça ou uma coisa já materializada na mão será grande.

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terça-feira, 29 de junho de 2021

Viver bem é muito fácil: Desprender de valores impostos

Quem durante um tempo da vida teve oportunidade de conhecer o estilo de vida rural ou pelo menos o vivido pelas pessoas das periferias dos grandes centros urbanos nas décadas de 1980 e anteriores pôde observar no próprio terreiro de casa ou nos quintais vizinhos ou de todo o bairro criações de galinhas.

IMAGEM: Google

Para as galinhas eram construídos galinheiros. A maior parte do dia, elas ficavam dentro da construção a viver seu cotidiano de andar para lá e para cá cocoricando e batendo asas. Botavam ovos e logo que escurecia subiam para o poleiro, que é onde dormem.

IMAGEM: Pinterest

E havia em todas as casas onde construíam desses estabelecimentos uma grande parte do imóvel mantida em terra crua. Era onde as aves perambulavam por um período a partir de determinada hora do dia. O terreno ficava sempre limpo, de tanto as galinhas ciscarem, pois, elas retiravam do solo tudo quanto era folha de planta que encontravam.

IMAGEM: Google

Se podia observar as galinhas com pintinhos recém-nascidos educando seus filhotes. Ensinavam a eles a bicar o solo em busca das folhas de grama. A encontrar a vasilha com água. A esquivar-se de ser apanhado por alguém da casa que quisesse pegá-los.

IMAGEM: Google

Exceto sair de dentro do galinheiro para passar um tempo no quintal e voltar para ele, ter a vasilha de água enchida e milhos distribuídos pelo chão da instalação para que as poedeiras, os filhotes e o galo se alimentem, todo o resto dessa rotina acontece sem a intervenção humana.

Os animais irracionais não se preocupam com outras coisas que não as que incondicionalmente suportam a sua existência, como se alimentar, hidratar e dormir. Nem mesmo o tempo gasto com perambulações eles gastam com atenção plena no fato ou atribuindo algum julgamento. As decisões que tomam acontecem intuitivamente. 

IMAGEM: Google

Eles não dão importância a coisas como ser ou não ser bonito; ser mais fácil de se executar uma tarefa ainda que fundamental; ter um cônjugue exclusivo para amaziar-se, receber carinho, trocar palavras agradáveis que massageiam o ego, praticar sexo. 

IMAGEM: Google

Até mesmo ter filhotes acontece naturalmente, os outros animais não julgam se é necessário tê-los ou não. Sequer preocupam quanto a preservar a espécie. A natureza é que toma por eles todas essas decisões e os tocam a intuição. Embora não se ocupem com contemplação de alguma arte, leitura, atividade complexa de lazer, eles são como atores num palco desempenhando o papel lhes dado pelo escritor e diretor de uma peça teatral, desempenhados os cargos pela natureza.


Voltemos agora ao homem primitivo. Em nada ele se diferenciava dos outros animais viventes de sociedades. Sua capacidade intelectual no início era equivalente às dos irracionais. E seu tempo de viver era vivido essencialmente realizando atividades indispensáveis à sua sobrevivência.

IMAGEM: Google

Porém, seu intelecto evoluiu, tornando o Homem capaz de observar a realidade, de modo a analisá-la e a se encher de curiosidade. Ao ponto de chegar um dia a ser capaz de explicar a si mesmo ou de contar a própria história e a do mundo onde vive. Daí complexou-se todo o resto.

Desenvolvendo sua forma de analisar seu arredor, a ideia de beleza se descortinou para o Homem. E ele começou a ver beleza e feiura em tudo. E a classificar as coisas e seres conforme o que percebia, atribuindo valores por si próprio ou de acordo com a instrução que recebia, inicialmente apenas dos mais velhos da tribo, não só dos pais. Assim, outras dualidades e atribuições ele fecundou.

O hermetismo fala sobre polaridade, sobre tudo ter um oposto. Mas, só quem tem consciência da do tipo que tem o humano é capaz de julgar essa polaridade. E até precisa disso para medir e interagir com o mundo. Para os outros animais não existem em suas mentes essas polaridades. As medições necessárias, como a que distingue um terreno transponível de um buraco, lhe ocorre naturalmente. A natureza, então, seria uma espécie de consciência universal não atrelada a um corpo físico de reinos e espécies distintos, que age por conta própria quando o ser não é muito independente intelectualmente.


Muita romantização, poetização e conceitos de ética foram brotando na mente humana. E com isso, valores morais foram sendo inseridos em seu cotidiano de vida social, tornando o Homem mais independente do Cosmos, mas, afastando a espécie cada vez mais da sua natureza e das providências automáticas e infalíveis dela.

Porque a virtude da beleza, por exemplo, seduz, o Homem, que já havia desenvolvido roupas como equipamento para proteger-se do clima, viu ele nestas uma opção para esconder o corpo e evitar casualidades como, por exemplo, atentados ao pudor.

E da mesma forma vieram todos os outros valores que a maioria das sociedades humanas até hoje em dia conserva, bem como as preocupações e sentimentos de frustração por não estar a arcar com algum desses valores.

Constituir família; praticar somente sexo para obter orgasmo, reprimindo o auto-toque íntimo; namorar, noivar, casar, viver junto com alguém do sexo oposto ou não; se manter belo, bem aparentado, ao se exibir em público; ter filhos. Isso tudo são preocupações inatas do ser humano. Nada disso é elementar para ele gozar sua existência.

Assim como não é para os outros animais e os vemos na mesma condição, ainda hoje, a realizar seus ciclos. Sem problemas que já não lida com eles, sem estresse e sem mudança de humor. Mudar esse funcionamento automático da vida, arraigar no inconsciente que os valores que carrega consigo são inexoráveis, não foi bom para a humanidade. São fatores de infelicidade. E quando deixamos que a não incidência dessas instituições em nossas vidas as abalem, estamos atendendo a terceiros e não a nós mesmos.

É o líder religioso que precisa que se pense que religião é importante, que se acredite em divindades e que se espere por uma salvação que nem mesmo se sabe do que se é salvo. São as instituições políticas, bélicas, religiosas, corporativas, acadêmicas que precisam que a ideia de família seja mantida, que as mulheres queiram ser mães e concebam filhos. Pelo simples fato de que farão as proles parte das engrenagens do Sistema e manterão as rodas girando.

São essas instituições que se beneficiam do sentimento materno que elas mesmas adoram romantizar, poetizar, com o fim de manter a chama acesa. E também o contingente populacional necessário para dar suporte e continuação às sociedades humanas. Vão para essas instituições: eleitores, soldados, fiéis, trabalhadores, escolares e, sobretudo, consumidores. E os governos se justificam administrando toda essa gente e instituições.

Então, se você se flagela por não conhecer ou ter frequente oportunidade de praticar sexo: lembre-se que a natureza fez o orgasmo como uma atividade do seu corpo, para alcançá-lo você não precisa de ninguém, pode conseguir sozinho. É para você não deixar de se importar com sexo por poder se masturbar, coisa que compromete a produção de pessoas para fazer rodar a engrenagem do sistema, que marginalizam a prática e colocam na cabeça das pessoas que se tem que namorar, casar, procriar. Enfiam na cabeça da gente que felicidade é isso e que devemos buscar por ela.

E felicidade são momentos e não algo que se alcance e que uma vez alcançado, provavelmente por ter se conseguido ticar todos os "deveres" e "feitos" doutrinados, se será para sempre feliz.

Namorar, praticar sexo, viver a dois, ter filhos são apenas momentos felizes. Mas não é a Felicidade personificada e nem tampouco eventos insubstituíveis. Se substitui, sim, inclusive por opções a que se possa chegar individualmente a elas. Sem a participação de qualquer outro.

Se você se flagela ou se reprime por qualquer outra coisa além das mencionadas como exemplo, verifique se o que te perturba é algo que você realizaria incondicionalmente se ainda vivêssemos como o homem primitivo. Caso não seja, pare de perseguir isso, pare de produzir o próprio sofrimento e pare de querer dar satisfação para terceiros e pôr sua vida nas mãos deles. Seja dono da sua vida!

E ademais, quando você se desfaz da tormenta de arcar com deveres lhe impostos ou de desejar algo lhe ensinado e que lhe traz curiosidade por experimentar, você se solta. E é dando de mão da ansiedade que a obsessão traz, ou seja: se soltando, é que se consegue entrar em estado de bem-estar, que faz com que se sintonize com o fluxo de energia positiva abundante no éter e essencial para a materialização de qualquer experiência que desejamos experimentar.

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Paz profunda! Vida longa e próspera!