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segunda-feira, 19 de julho de 2021

Viver bem é muito fácil: Como observar a realidade

Vou discorrer nesta postagem sobre as ideias do filósofo indiano Jiddu Krishnamurti (imagem) sobre a percepção da realidade.


IMAGEM: Google

Para acessar o vídeo no Youtube, acesse o link:

O primeiro ponto que discorrerei a respeito é o que o filósofo decreta que a forma trivial de percepção da realidade, que abrange todos os seres humanos, se baseia no passado. A mente humana está sempre a observar o passado. E a dar autorização para que outrém lhe induza o jeito de observar.

Quando olhamos para as coisas, as identificamos com base em um nome. Esses nomes e todo conhecimento acerca da coisa observada foram nos passados por terceiros. A família no primeiro momento, a Igreja, as escolas, a Mídia, os governos e outras instituições.

Com isso olhamos, por exemplo, para uma árvore, e a chamamos de árvore porque assim nos ensinaram. Se além disso, conseguimos distinguir o tipo de árvore e o chamamos pela distinção – se uma mangueira ou um coqueiro por exemplo –, o tipo de fruto que ela dá, se o mesmo é comestível ou não, se a árvore está desfolhada, o que nos remete a novas informações como a estação do ano em que estamos, tudo isso nos foi doutrinado. Apreendemos essas informações, formando memória, em dado momento no passado, e as resgatamos sempre que temos que observar uma árvore.

Logo, o ato de observar, dentro dessa descrição sugere que sempre olhamos para a nossa memória e não para a coisa sendo fitada, a fim de identificá-la e dentre outras atividades realizar medições e ou julgamentos. Sempre que recorremos à memória, naturalmente a mente foca no passado.

E conforme Krishnamurti, e eu concordo com ele, o contato com o passado nos conduz à sofrimento. Mesmo quando a lembrança nos traz durante um tempo fragmentos de prazer ou até prazer intenso. O prazer fatalmente se transforma em dor quando não se pode mais fazê-lo durar.

E o prazer que remetemos a ele através da memória torna ainda mais penosa a dor, pois, muitas vezes são situações que não podem ser vividas novamente, como as peripécias inerentes de quando se é menino, ou situações que no exato momento em que vem a lembrança não se pode contar com tudo que há nela, tanto objetos quanto pessoas e outros seres, para se experimentar na realidade material do jeitinho que foi na época recordada.

Se quisermos observar realmente as coisas como elas são, temos que manter o foco no presente e nos despir de toda informação que recebemos no passado, que forma o que seria o conhecimento que temos e a impressão acerca de cada componente da observação que fazemos. E acaba por nos dirigir o comportamento a seguir.

Cada momento que observamos é totalmente novo. Tudo o que há na observação é novo. Ainda que seja uma pessoa com quem convivemos diariamente.

Tendo consciência disso, não precisamos resgatar da memória as informações nos passada para decidirmos como desfrutar do momento. Fazemos valer livre arbítrio e a qualidade de seres individuais que somos. 

Destrói-se assim as instituições que precisam que o ser humano tenha suas crenças condicionadas à suas doutrinas, é bem verdade. A mais específica delas seria a religião. E as ideias de Deus ou até mesmo de Eu Superior são perdidas diante à persuasão com que se é naturalmente abordado para obter a constatação de que a matéria não existe e por isso nada pode ter sido originado e nada pode ser destruído, apenas transformado. Tudo é experiência e esta é atual, atemporal e até não local.

De modo que vida após a morte também seja inconcebível. Faz mais sentido acreditar que a consciência é que é eterna, porém coletiva, e independe de um corpo físico para se manifestar. Só precisa que uma experiência seja sentida. Somente o percebimento existe.

Quem observa faz parte da observação. De maneira que a coisa observada é o observador ou o observador se torna a coisa observada por estar contido nela. E isso se dá logo que se é tomado por sentimentos causados pela experimentação. Tudo que observamos nos leva a sentimentos e é para o fim de usufruirmos deles que, consciente ou inconscientemente, observamos.

É claro que não é necessário ir ao extremo. Não é necessário correr o risco de morte por comer um fruto que por meio das informações adquiridas já se sabe ser venenoso. Não precisamos começar do zero se optarmos por existir com plenitude da consciência. O ideal é usar o que já se conhece apenas para dar suporte ao ato de atenção plena.

Quando se alcança esse tipo de percepção da realidade chamado de atenção plena se experimenta sensações indescritíveis. A simples atenção no momento é a fonte da verdadeira alegria. É como se estar a meditar a todo instante. Nenhuma frustração ou sentimento negativo se prova, uma vez que não se recorre à memória para se fazer medições ou análises sobre o que é visto ou sentido por meio dos outros sentidos.

Nenhuma imagem se forma na mente para ser guardada e ser resgatada posteriormente. Não se fotografa o momento. É sabido que se trata de um instante único, que não poderá ser repetido e nem mesmo será pretendido que o seja.

A sensação experimentada dessa forma é invariável e recorrente. Será sempre a mesma sensação toda vez que se mantiver foco no agora, toda vez que se tiver atenção plena. Por isso é inútil guardar na memória registros do momento, se sempre que tivermos intenção de reviver as sensações experimentadas nele basta-nos focar no agora. E é para reviver sensações que criamos memória.

Ensinar como é essa forma de observar é inútil. É o mesmo que negar o axioma que prega que para executá-la é necessário despir-se do passado e destituir-se de dar autoridade para alguém condicionar a observação. A experiência tem que ser completamente pessoal. E totalmente presente. Levando-se em conta pouca coisa do aprendizado já obtido.

O que alguém pode fazer no sentido de ajudar outro a manter atenção plena é contar como acontece consigo. Eu, por exemplo, olho para o horizonte como se estivesse olhando para um quadro que apresenta bidimensionalmente uma paisagem. Nele, tudo está misturado em tinta sobre uma superfície imprimível. As nuances das cores é que define o que o pintor quis que fosse entendido como elemento reconhecido da natureza.

Algo importante de se dizer é que as palavras não são as coisas. E nem estou me referindo ao fato de uma mesma palavra em línguas diferentes poder significar coisas diferentes ou coisas distintas poderem ser designadas com palavras diferentes conforme a Língua.

Devemos ter em mente que os demais seres vivos não dão nome para as coisas com que interagem. Tomam suas decisões com base no que observam e no ato de observar. Comunicam-se uns com os outros, até mesmo entre espécies, usando a comunicação universal, que é a da vibração emitida pelo próprio corpo, quer seja através de sons, mímicas ou outro meio de se exteriorizar o que está na mente.

Supõe-se, então, que mesmo que possamos qualificar certas observações que fazemos dos outros entes senscientes como instantes de profunda dor ou privação, a qualidade de vida deles, do ponto de vista do gozo de suas experiências, é maior do que a dos seres racionais, pelo simples fato de a todo ínterim manterem atenção plena, viverem o agora.

Por ter desenvolvido linguagem verbal estruturada para expressar seus pensamentos, construído ciências e ter a capacidade de explicar a si memo não torna o homem melhor do que os outros seres senscientes. O que o Homem conseguiu com isso não o coloca mais inteligente do que os outros seres providos de inteligência básica. Se um dia a vida humana acabar na Terra, preservando no entanto os outros seres, tudo para estes continuará como está. E durará por muito mais tempo sem a interferência humana em sua evolução ou em seu habitat destruindo ecossistemas.

O fato de haver selvageria só é observado por quem classifica como selvagem certos costumes, geralmente alimentares. Quem classifica é que se importa com classificações. Nem mesmo as presas dos predadores deixam de gozar vida intensa por manter a atenção no agora e dispensar linguagem verbal estruturada ou raciocínio considerado lógico pelo Homem. Sequer têm noção do que é selvageria ou de que poderiam viver com mais segurança tendo eliminado o predador.

Em atenção plena se olha para o Sol sem dar nome para ele. Apenas o fita, o contempla e se sente a experiência disso. O mesmo vale para o céu, as núvens, as árvores, as serras, as casas e até as pessoas e animais que atravessam o horizonte contemplado. Tudo fica misturado como no quadro artístico mencionado.

Nosso modo tradicional de observar faz com que separemos cada elemento componente do nosso observar. Separamos, o tornamos tridimensional, e em seguida recorremos à memória para identificá-lo, chamá-lo pelo nome, medí-lo, julgá-lo, para só então tomarmos decisões sobre que comportamento adotar. Só depois é que nos vêm emoções, que geram pensamentos, que nos embebem de sentimentos e por fim nos fazem Ser ou Estar. Comparado com quem vive com a atenção plena: vivemos com um certo delay, enquanto este vive em tempo real. Vivemos sempre no passado.

Aquilo de uma observação que é separado se apresenta como partícula para o observador. É particularizado, se torna particular, se manifesta à percepção, se identifica. Aquilo que é visto sem expressão ou o que não é percebido se apresenta na forma de onda, sem manifestação para os sentidos materiais, exceto a intuição.

A energia escura é o que nos dá maior capacidade de descrever algo que esteja se comportando como onda. Se pegarmos o sentido da visão, tudo o que conseguimos ver e identificar está se comportando como partícula, está se manifestando. É, portanto, para nós, com mais convicção, matéria.

Mas, o que se encontra fora do campo da visão não quer dizer que não está ali. Não conseguimos ver o que está às nossas costas. Isto, então, se comporta como onda, fora da atenção.

Essa analogia vale para todos os outros sentidos. No caso do som ou do olfato, podemos ouvir ruídos e sentir odores ou aromas que vêm de áreas que não podemos ver, como o que está atrás de nós por exemplo. Mas, só percebemos o que se comporta como partícula.

O som ou o cheiro que ganha atenção se comporta dessa maneira. Os demais ruídos que não separamos ou identificamos se expressam na forma de onda. Ou seja: não se manifestam, não ganham atenção.

O tato tem comportamento especial: aquilo que tocamos e sequer sabemos que havemos tocado, na maioria das vezes por não conhecermos sua textura ou estarmos com falta de sensibilidade tactil, passa por nós como uma onda.

Quanto aos sentidos humanos, a intuição é peculiar. O próprio sentido se comporta como partícula ou como onda. Quando intuimos algo, a intuição, então, está se manifestando, se expressando como partícula. E quando ela ocorre latentemente, nenhuma mensagem partindo dela vem à superfície da mente como um insight, uma comunicação intuitiva ou um sonho, a intuição se expressa como onda.

Se o subconsciente existe, cuidando em segundo plano das funções vitais do corpo, é cabível dizer que ele opera como onda. Somente quando resolvemos dar atenção à própria respiração ou ao próprio batimento cardíaco é que o faríamos expressar-se como partícula. Entretanto, o que evidenciamos na verdade nesses casos são as funções desempenhadas pelo inconsciente.

No momento de contemplação, o corpo vibra em sintonia com a vibração própria da contemplação. E tudo se transforma em energia pura, em uma coisa só, unidimensional. O tão falado pelos místicos: “Todo”, a totalidade. É nesse estado que se reconhece o verdadeiro sentimento de amor, a vibração do amor, a paz, o equilíbrio, o bem-estar, a saúde, a prosperidade.

O todo envolve a cena observada e nós, os observadores dela. Incluindo os pensamentos que mantemos, a própria consciência e a inconsciência. Tudo isso é uma coisa só, que está dentro do planeta Terra, que por sua vez está dentro do Sistema Solar, da Via Lactea, do Universo por completo.

Tudo é expresso em energia pura quando livre do pensar. Quando experimentado com atenção apenas, com presença à disposição de experiências. Os astros perambulando no Cosmos estão tendo dessas experiências, assim como nós na Terra e também os que habitam o microcosmos.

E isso é o que se pode chamar de equilíbrio ecológico e existência farta de prosperidade e de alegria intensa. E está ao alcance de qualquer ser humano.

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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Viver bem é muito fácil: Conheça sua mente

IMAGEM: Google.

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A mente humana é uma ferramenta para o humano usar. Muitos de nós tem aquela impressão de que a mente possui autonomia e que está fora do corpo físico. Ainda mais que muitos dos pensamentos que ela produz não gostaríamos de tê-los. Uns pensam que não somos donos da mente que temos. É ela então quem os usam. Outros sabem que somos donos dela sim. Porém, a mente não é o que somos. O eu verdadeiro está fora dela e também do corpo físico, controlando os dois.

A verdade é que todos esses pensamentos indesejáveis somos nós mesmos que influenciamos a mente a constituí-los. Durante anos e anos somos influenciados, pelas experiências que temos, a dar forma a esses pensamentos e, natural e incondicionalmente, os armazenamos.



Como fazemos com os arquivos de computador que criamos e mesmo sem utilidade póstuma não apagamos. Para algum lugar na memória da máquina eles têm que ir. E quando situações que condicionam o aparecimento deles acontecem, eis que voltamos a ter contato com eles.

A mesma coisa são com os pensamentos. Por exemplo, assistimos a filmes de terror, ficamos impressionados com alguma cena, nos assustamos, repudiamos a cena para o caso de termos que vivê-la na realidade, mas, nada fazemos para apagar as impressões. Elas acabam guardadas em nossa memória. E quando nos deparamos real ou virtualmente com situações similares à cena repudiada, eis que vem à superfície da mente a sugestão de experiência que tanto gostaríamos que não surgisse. E se nada fizermos para que ela não se materialize, se não evitarmos que nos emocione fortemente aquele pensamento, dizendo coisas como “cancela” ou “nada errado, tudo certo”, ou desenhando mentalmente um escudo, nas palavras dos religiosos: “traremos a desgraça para casa” ou “daremos corda para o demônio”.



O tempo todo estamos pensando em alguma coisa. A mente é a canalizadora, decodificadora e geradora de imagens desses pensamentos. A interação que inevitavelmente temos que fazer com o meio é responsável pela maior parte do que pensamos. A necessidade de tomada de decisão é o principal motivo.

O ambiente físico é todo feito de vibrações. O tempo todo estamos vibrando. E também as outras coisas, pessoas e demais seres vivos vibram incessantemente. A comunicação universal é a vibração. Quer queira, quer não, quer saibamos ou não, a mente constantemente recebe essas vibrações e as traduz. E forma os pensamentos que temos, que tem vez que não vemos qualquer sentido em estar pensando em certa ação.

Isso só ocorre quando não estamos atentos ao presente, ao ínfimo momento atual. Essa coisa que chamam de atenção plena. Porque quando estamos inteiramente atentos, focados em tudo ao redor e sem efetuar medições ou julgamentos, a mente não forma imagem. Ela não precisa formar imagem ou decodificar a vibração que está captando para que possamos compreender o que a está influenciando. 


A mente é como se fosse o monitor de vídeo do computador que um ente superior controla. As imagens que ela forma. Em vez de impulsos elétricos ligando diodos no interior de uma placa de circuito integrado, as vibrações que ela capta do meio exterior é que dão origem a impulsos elétricos que combinam dendritos e formam sinapses cerebrais. Quanto mais raciocínio, mais compreensão, mais sinapses, mais nítida a imagem que a mente forma, maior a capacidade de conversão da imagem em matéria.

Para isso, temos que estar treinados a não produzir julgamentos. Ou seja: se pôr totalmente em controle remoto. Deixar que o inconsciente nos conduza pelas estradas, sem se preocupar com diferença de tonalidade de cores, se está por vir um aclive ou um declive, se passou por nós um homem alto, que talvez pudesse ser alguém conhecido, ou uma mulher de baixa estatura, que teria sido grossa.

A gente tem momentos assim quando estamos indo para algum lugar que conhecemos o caminho de cor e salteado e estamos absortos em pensamentos ou apressados. Quando dá hora de virar à direita a gente vira; se o semáforo nos acende a luz vermelha paramos; voltamos a andar quando se torna verde pra gente.

Muitos de nós nesta situação faz uso da outra faculdade da mente: produzir pensamentos que nascem do íntimo. Muitos desses são algumas vezes chamados de inspirações. Neste caso, a influência pode estar vindo do éter, de uma região mais próxima do sobrenatural, que toca o espiritual. E muitos desses pensares são recordações. Às vezes, recordações são desencadeadas pelo contato no meio físico com algo que as recobram. Mas o que imaginamos estimulados por inspirações pode também se transformar, efemeramente, em recordação, se pertinente.

Nunca tive sorte de encontrar texto científico sobre a mente humana que me empolgasse o raciocínio para eu dar meu aval de quem entendeu claramente o proposto. O que já ouvi falar ou já li é de ser o meio-ambiente, incluindo a comunicação com os outros, o causador das imagens mentais, além dos processos cognitivos, que se referem aos momentos em que na mente vão parar análises e formulações tanto de pensamentos, quanto de palavras. Tornando a mente bem a cara de ser uma ferramenta que usamos para interagir com o mundo material.

Que tudo que viemos a experimentar materialmente passa primeiro pela mente é hipótese defendida pelos cientistas da mecânica quântica. Os da ciência convencional – particularmente o pessoal de psicologia – aceitam que tudo que o homem constrói ou já construiu passa ou se passou pela mente dele antes de vir ao mundo.

E aqueles, os quânticos, também defendem que a realidade que experimentamos é fruto da observação que fazemos. Que tudo existe em todos os estados possíveis e que é a observação que as mentes fazem que decide, no momento de observar, a probabilidade selecionada ou aquilo que se suceder. Surgindo, então, um vórtex veloz e etéreo, que causaria o que chamam de colapso quântico. E a coisa sai do mundo imaginário para ganhar luz no tridimensional geográfico. Esse pessoal menciona também o emaranhado quântico, que descreve a crença de que a mente não passaria de uma força e que todas as mentes estão ligadas, inclusive a universal, que seria a que move tudo, inclusive os astros no céu. O caos no universo seria o resultado da atividade incessante das mentes emaranhadas.

Foi lendo o ótimo livro “A cabala mística” da Dion Fortune que entrei em contato com uma intrigante teoria sobre a evolução dos seres vivos que conservam os ocultistas. Conforme o livro, o homem primitivo teve que aprender que o que ele imaginava e o que experimentava realmente eram eventos separados. Sua mente era vazia, sobretudo de pensamentos inatos, que praticamente não tinha. Carregava pra ela somente imagens formadas pela sua interação com o meio. Se ele tivesse algo como uma alucinação, ele não diferenciava do que via realmente. Ver o horizonte a céu aberto era o que seria a consciência habitual; com a cabeça afundada na água era para ele um outro estado de percepção.

As surpresas com que se deparava, como tentar apanhar no ar um vulto ou um raio de luz, os efeitos de pareidolia nas paredes das cavernas, foram aos poucos virando aprendizado e sendo catalogado instintamente. A voz interior foi sendo diferenciada dos ruídos externos. E até as imagens que viam nos espelhos d'água, ou seja o reflexo de si e de outras coisas, bem como as sombras de si próprio e dos objetos, tiveram que ser classificados para que pudessem interagir sem choque com o mundo.

Para os ocultistas, os sonhos foram responsáveis por trazer muitas respostas para perguntas e soluções para problemas que os primitivos buscavam durante o estado pleno de vigília. E parece que ainda é assim para o homem. E para os animais que demonstram também sonhar – e até a ter pesadelos –, como os cães.

Dizem os neurolinguistas que a mente atrai as experiências que vivemos. Se é verdade que a mente canaliza as vibrações vizinhas, oriundas de pessoas, objetos e eventos, latentes ou não, decodificando e formando imagens mentais para se comunicar com o pensante e dizer -lhe o que ela está canalizando, não há a menor dúvida de que seja assim mesmo. Mesmo porque, se observamos cada instante que deixamos para trás o que aconteceu foi isso. E achamos que os pensamentos que tivemos ocorreram por se relacionar com o acontecimento ocasionado. Mas, no fundo é como se uma pessoa sentisse fome e materializasse uma pizza de queijo e calabresa por serem os ingredientes disponíveis ao redor para ele cozinhar.

Antes eu vivia um paradoxo tendo essa crença de que a mente atrai o que pensa: “estou atraindo ou pressentindo o que materializo”. Hoje sei que não existe premonição. Ninguém pressente qualquer coisa. Ninguém prevê o futuro, exceto aquilo que é calculável, como a rota de um meteoro por exemplo; se vai chover ou se vai dar sol. Mesmo essas coisas são probabilidades.

A mente pode ser sugerida. Pode desenvolver sinapses cerebrais compatíveis com determinados pensamentos. Sugestões que podem sair de terceiros, como é o mais normal. Mas também nós mesmos podemos dar sugestões para a própria mente. Logo, se ela tem a capacidade de formar as experiências que os seres mentais gozam, saber como sugestionar a mente é o segredo da bonança, da vida repleta de boas experiências. E por que não dizer: o segredo da prosperidade?

Para ter boas ideias, então, é só ir para onde se possa encontrar o mais possível de elementos agradáveis para a mente usar após canalizações dela própria ou sugestões que dermos. Lugar onde se está emitindo boas vibrações. Magnatas perambulando, carrões passando, o som de música bem agradável, cheiro de boa comida, um vento aliviante tocando o rosto. Sem dar chance para a mente se impressionar ou canalizar o que não traz benefício.

Emoções irão pintar e gerarão pensamentos positivos, que darão forma a sentimentos que farão o instante observado valer a atitude. E, ainda, se for um insight o que se foi buscar, a chance de sair do local com uma fórmula na cabeça ou uma coisa já materializada na mão será grande.

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terça-feira, 29 de junho de 2021

Viver bem é muito fácil: Desprender de valores impostos

Quem durante um tempo da vida teve oportunidade de conhecer o estilo de vida rural ou pelo menos o vivido pelas pessoas das periferias dos grandes centros urbanos nas décadas de 1980 e anteriores pôde observar no próprio terreiro de casa ou nos quintais vizinhos ou de todo o bairro criações de galinhas.

IMAGEM: Google

Para as galinhas eram construídos galinheiros. A maior parte do dia, elas ficavam dentro da construção a viver seu cotidiano de andar para lá e para cá cocoricando e batendo asas. Botavam ovos e logo que escurecia subiam para o poleiro, que é onde dormem.

IMAGEM: Pinterest

E havia em todas as casas onde construíam desses estabelecimentos uma grande parte do imóvel mantida em terra crua. Era onde as aves perambulavam por um período a partir de determinada hora do dia. O terreno ficava sempre limpo, de tanto as galinhas ciscarem, pois, elas retiravam do solo tudo quanto era folha de planta que encontravam.

IMAGEM: Google

Se podia observar as galinhas com pintinhos recém-nascidos educando seus filhotes. Ensinavam a eles a bicar o solo em busca das folhas de grama. A encontrar a vasilha com água. A esquivar-se de ser apanhado por alguém da casa que quisesse pegá-los.

IMAGEM: Google

Exceto sair de dentro do galinheiro para passar um tempo no quintal e voltar para ele, ter a vasilha de água enchida e milhos distribuídos pelo chão da instalação para que as poedeiras, os filhotes e o galo se alimentem, todo o resto dessa rotina acontece sem a intervenção humana.

Os animais irracionais não se preocupam com outras coisas que não as que incondicionalmente suportam a sua existência, como se alimentar, hidratar e dormir. Nem mesmo o tempo gasto com perambulações eles gastam com atenção plena no fato ou atribuindo algum julgamento. As decisões que tomam acontecem intuitivamente. 

IMAGEM: Google

Eles não dão importância a coisas como ser ou não ser bonito; ser mais fácil de se executar uma tarefa ainda que fundamental; ter um cônjugue exclusivo para amaziar-se, receber carinho, trocar palavras agradáveis que massageiam o ego, praticar sexo. 

IMAGEM: Google

Até mesmo ter filhotes acontece naturalmente, os outros animais não julgam se é necessário tê-los ou não. Sequer preocupam quanto a preservar a espécie. A natureza é que toma por eles todas essas decisões e os tocam a intuição. Embora não se ocupem com contemplação de alguma arte, leitura, atividade complexa de lazer, eles são como atores num palco desempenhando o papel lhes dado pelo escritor e diretor de uma peça teatral, desempenhados os cargos pela natureza.


Voltemos agora ao homem primitivo. Em nada ele se diferenciava dos outros animais viventes de sociedades. Sua capacidade intelectual no início era equivalente às dos irracionais. E seu tempo de viver era vivido essencialmente realizando atividades indispensáveis à sua sobrevivência.

IMAGEM: Google

Porém, seu intelecto evoluiu, tornando o Homem capaz de observar a realidade, de modo a analisá-la e a se encher de curiosidade. Ao ponto de chegar um dia a ser capaz de explicar a si mesmo ou de contar a própria história e a do mundo onde vive. Daí complexou-se todo o resto.

Desenvolvendo sua forma de analisar seu arredor, a ideia de beleza se descortinou para o Homem. E ele começou a ver beleza e feiura em tudo. E a classificar as coisas e seres conforme o que percebia, atribuindo valores por si próprio ou de acordo com a instrução que recebia, inicialmente apenas dos mais velhos da tribo, não só dos pais. Assim, outras dualidades e atribuições ele fecundou.

O hermetismo fala sobre polaridade, sobre tudo ter um oposto. Mas, só quem tem consciência da do tipo que tem o humano é capaz de julgar essa polaridade. E até precisa disso para medir e interagir com o mundo. Para os outros animais não existem em suas mentes essas polaridades. As medições necessárias, como a que distingue um terreno transponível de um buraco, lhe ocorre naturalmente. A natureza, então, seria uma espécie de consciência universal não atrelada a um corpo físico de reinos e espécies distintos, que age por conta própria quando o ser não é muito independente intelectualmente.


Muita romantização, poetização e conceitos de ética foram brotando na mente humana. E com isso, valores morais foram sendo inseridos em seu cotidiano de vida social, tornando o Homem mais independente do Cosmos, mas, afastando a espécie cada vez mais da sua natureza e das providências automáticas e infalíveis dela.

Porque a virtude da beleza, por exemplo, seduz, o Homem, que já havia desenvolvido roupas como equipamento para proteger-se do clima, viu ele nestas uma opção para esconder o corpo e evitar casualidades como, por exemplo, atentados ao pudor.

E da mesma forma vieram todos os outros valores que a maioria das sociedades humanas até hoje em dia conserva, bem como as preocupações e sentimentos de frustração por não estar a arcar com algum desses valores.

Constituir família; praticar somente sexo para obter orgasmo, reprimindo o auto-toque íntimo; namorar, noivar, casar, viver junto com alguém do sexo oposto ou não; se manter belo, bem aparentado, ao se exibir em público; ter filhos. Isso tudo são preocupações inatas do ser humano. Nada disso é elementar para ele gozar sua existência.

Assim como não é para os outros animais e os vemos na mesma condição, ainda hoje, a realizar seus ciclos. Sem problemas que já não lida com eles, sem estresse e sem mudança de humor. Mudar esse funcionamento automático da vida, arraigar no inconsciente que os valores que carrega consigo são inexoráveis, não foi bom para a humanidade. São fatores de infelicidade. E quando deixamos que a não incidência dessas instituições em nossas vidas as abalem, estamos atendendo a terceiros e não a nós mesmos.

É o líder religioso que precisa que se pense que religião é importante, que se acredite em divindades e que se espere por uma salvação que nem mesmo se sabe do que se é salvo. São as instituições políticas, bélicas, religiosas, corporativas, acadêmicas que precisam que a ideia de família seja mantida, que as mulheres queiram ser mães e concebam filhos. Pelo simples fato de que farão as proles parte das engrenagens do Sistema e manterão as rodas girando.

São essas instituições que se beneficiam do sentimento materno que elas mesmas adoram romantizar, poetizar, com o fim de manter a chama acesa. E também o contingente populacional necessário para dar suporte e continuação às sociedades humanas. Vão para essas instituições: eleitores, soldados, fiéis, trabalhadores, escolares e, sobretudo, consumidores. E os governos se justificam administrando toda essa gente e instituições.

Então, se você se flagela por não conhecer ou ter frequente oportunidade de praticar sexo: lembre-se que a natureza fez o orgasmo como uma atividade do seu corpo, para alcançá-lo você não precisa de ninguém, pode conseguir sozinho. É para você não deixar de se importar com sexo por poder se masturbar, coisa que compromete a produção de pessoas para fazer rodar a engrenagem do sistema, que marginalizam a prática e colocam na cabeça das pessoas que se tem que namorar, casar, procriar. Enfiam na cabeça da gente que felicidade é isso e que devemos buscar por ela.

E felicidade são momentos e não algo que se alcance e que uma vez alcançado, provavelmente por ter se conseguido ticar todos os "deveres" e "feitos" doutrinados, se será para sempre feliz.

Namorar, praticar sexo, viver a dois, ter filhos são apenas momentos felizes. Mas não é a Felicidade personificada e nem tampouco eventos insubstituíveis. Se substitui, sim, inclusive por opções a que se possa chegar individualmente a elas. Sem a participação de qualquer outro.

Se você se flagela ou se reprime por qualquer outra coisa além das mencionadas como exemplo, verifique se o que te perturba é algo que você realizaria incondicionalmente se ainda vivêssemos como o homem primitivo. Caso não seja, pare de perseguir isso, pare de produzir o próprio sofrimento e pare de querer dar satisfação para terceiros e pôr sua vida nas mãos deles. Seja dono da sua vida!

E ademais, quando você se desfaz da tormenta de arcar com deveres lhe impostos ou de desejar algo lhe ensinado e que lhe traz curiosidade por experimentar, você se solta. E é dando de mão da ansiedade que a obsessão traz, ou seja: se soltando, é que se consegue entrar em estado de bem-estar, que faz com que se sintonize com o fluxo de energia positiva abundante no éter e essencial para a materialização de qualquer experiência que desejamos experimentar.

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Paz profunda! Vida longa e próspera!

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Para presidente: Paulo Guedes

Há no mundo uma sociedade global à parte que comanda toda a humanidade, conduzindo-a a viver conforme as regras que os líderes dessa sociedade estabelecem, que garantem a eles muita abundância e vida bastante desejável pela maioria da população do planeta. Prosperidade que não pode ser compartilhada com todos os humanos porque requer que boa parte deles esteja em situação social e economicamente inferior para que a engrenagem rode todos os seus dentes e egos soberbos sejam veementemente satisfeitos pelo sentimento de superioridade.

Essa sociedade é formada por integrantes de famílias poderosas oriundas de várias nações e de vários grupos étnicos. Esse controle que é pertinente delas é exercido há séculos, talvez desde tempos datados com A.C. (antes de Cristo). O que acontece para o indivíduo comum, obviamente que não pertence a nenhuma dessas famílias, é determinado por essa liderança.

O grupo que agrupa esses indivíduos que obedecem a esse controle é chamado de boiada ou gado. E seus integrantes são chamados de bois. A eles cabe a vida de contribuinte do Sistema, praticando o trabalho e o consumo, pagando impostos e servindo aos exércitos como bucha de canhão, recebendo ordens dos generais, que também integram o grupo conspirador como membro de alta estirpe ou são subsidiados pelo grupo.

Uma das preocupações da conspiração é manter o círculo fechado. Não permitir que ninguém mais possa entrar. Mesmo porque só poderiam vir da boiada novos membros. Entretanto, quando isso não é possível, permitem entrar, dentro de severos critérios e testes de iniciação, quem eles aprovam. Quando alguém com total condição de fazer parte dessa elite não é bemquisto por ela ou não aceitar as condições que ela estipular para seu ingresso, desaparecimentos, manchas em reputações, incriminações e até assassinatos estão entre as soluções que sem qualquer pudor ou medo de punições são desferidas contra rebeldes prodigiosos. O Judiciário das nações é formado por gente dessa elite, por isso, as leis, na prática, ainda que sob disfarce, não valem para ela. Sendo assim, punições por atos ilícitos cometidos por essa gente só são temidas por ela quando esses atos acontecem internamente, sendo o ou os prejudicados integrantes do grupo.

Durante muito tempo a boiada viveu realidades falsas, ou seja, acreditando em justificativas para os fatos que lhe afetava positiva ou negativamente, dadas pelos meios de comunicação do grupo poderoso. Estes veículos, em sua maioria são formados por componentes da imprensa corporativa, mas, as escolas, a Ciência, as igrejas, o Futebol e o Esporte em geral, a mídia artística, o Carnaval no Brasil, o Turismo, corporações públicas e privadas e a Indústria de toda sorte, além dos governos, também são braços que implementam as crenças e moldam as atitudes da boiada de acordo com o que precisam ou esperam os dominadores.

O que permite a essa cúpula o sucesso desse controle, além do dinheiro abundante que possuem seus integrantes, é a maior capacidade intelectual que ela dispõe, que a deixa na condição de implementar eficientes táticas de persuasão, emburrecimento, infantilização, banalizações, implantação de medo, necessidades, culto religioso e alta taxa de vícios, carência afetiva e ignorância que tornam os bois confusos, quando não em total letargia ou cedendo sua liberdade por motivo de enquadramento em crimes ou internatos em clínicas de tratamento psiquiátrico.

É atribuída ao cientista cognitivo Noam Chomsky a frase: “A maioria das pessoas não sabe o que está acontecendo; sequer sabe que não sabe”. Coisa que no Brasil a gente vê facilmente que é verossímil. Quantos acreditam priamente na verdade imposta pela imprensa e saem a propagar sua crença, exigindo aceitação, e a combater hostilmente quem questiona seus credos?

Porém, a partir dos últimos dez anos, a boiada vem demonstrando que cresceu intelectualmente. E em função disso vai se libertando do controle que sofre. Começou a duvidar da integridade das notícias passadas pelos veículos de comunicação corporativos e passou a consumir da imprensa somente informações que se pode, sem ônus ou muito esforço, constatar-se empíricamente. E desde que tenham estas real importância absorvê-las.

E passou a buscar em órgãos oficiais de comunicação aquilo que se referir aos governos das nações. Os órgãos oficiais não podem mentir ou serem tendenciosos. Se o fizerem, a informação veiculada por eles pode ser usada por quem for afetado por ela e de porte da prova material se tomar providências que legam para o Estado vultosas indenizações à pagar e a políticos cassações de cargos, responsabilizações financeiras e privação da liberdade.

No campo dos negócios, a massa começou a reivindicar da forma correta. Não só melhores salários, mas também condições de igualdade com os patrões. O rompimento do contrato lega bastante perdas para o empregado. Fica, assim, totalmente nas mãos do patrão as demissões. Se o empregado não mais suporta o emprego que tem, estando sendo explorado ou não, ele se vê obrigado a arcar com essas perdas caso não prefira conviver com exploração e insatisfação. Uma das opções para escolher pela segunda opção, é aguardar um tempo atormentando o patrão para quem sabe ele o demita. A tática é obter do sistema médico atestados abonando faltas ao trabalho. E isso ocasiona dificuldades para a empresa produzir. Embora isso possa ser inibido pela patronagem, pois, a classe sempre pôde contar com os sindicatos laborais, braço das organizações que cuida de lesar o trabalhador fingindo a ele representação.

Mas, o trabalhador não se viu totalmente desamparado. Surgiram governos de esquerda que legou a ele alguns direitos a mais. Entretanto, isso tornou difícil para o patrão contratar. E essa dificuldade fez diminuir a empregabilidade formal. E é o empregado formal, garantido, no caso do Brasil, pelo regime da CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas – que garante arrecadação para manutenção da Previdência e do SUS – Serviço Único de Saúde – ou serviço público de saúde.

O obsoletismo que experimentaram alguns produtos e serviços, causado pelo desenvolvimento de tecnologias e por perdas de hábitos antigos da população, diminuiu para os empreendedores as opções para explorar negócios. Consecutivamente, afetou a empregabilidade. Até profissões foram extintas. Pessoas se viram tendo que operar em ramos não quistos ou fora da sua competência.

Para aumentar a empregabilidade e aquecer a economia com o consumo dos trabalhadores acolhidos neles, muitos empreendimentos cujo produto ou serviço é inútil, precisa-se forçar o consumo, e cuja demanda de trabalho é fictícia, forjada, foram implantados nas grandes cidades e suportados pelos próprios governos, trabalhando a imagem das empresas para faturar o lucro no mercado de ações, golpeando, inclusive, a Bolsa de Valores. A natureza de empresa sem utilidade, cabide de emprego, estimula ainda mais o trabalho-escravo e a opressão ao trabalhador. Cenário que sinalizou aumento de suicídios, de afastamentos por licença-médica e de marginalização do indivíduo. Os três casos ficando a conta para os governos.

O eterno rival do grupo que controla as sociedades terrestres, o ideal comunista, ressurgiu com força. Pessoas que eram condescendentes com a propagada aversão ao Comunismo, sem receber corretamente informação sobre o que é o regime e tampouco interessada em se informar adequadamente, enxergando sua situação medíocre e de quase mendicância perante aos reis do Capitalismo começaram a serem recrutadas pelo lado oposto. O denominado marxismo-cultural é que era o agente recrutador.

Movimentos tidos como de massa, como o hippie e principalmente o punk, este com seu culto ao inconformismo, ao ateísmo e ao niilismo, e aquele com a doutrina “Paz e amor” e reverência às drogas, que enchia as cidades de gente ociosa, suja e fétida, seduziam jovens incontinentemente. A classe trabalhadora, cada vez mais velha e aproximando-se da aposentadoria, ficando sem substitutos.

A fé religiosa e a integridade do Futebol sendo irritantemente questionadas, recebendo os questionadores contundentes observações e teorias acerca das duas instituições de controle do grupo conspirador; a indústria do entretenimento e da moda não mais seduzindo adeptos devido às excepcionais demonstrações de suas futilidades e aos lemas “faça você mesmo a sua arte e o seu produto” e “contribua com quem contribui com você” propagados pelos punks; o destampe da maldade da indústria alimentícia, que carrega clientes para a médica-hospitalar-farmaceutica com seus produtos nocivos à saúde, criou os veganos e o culto ao “descasque mais e desembale menos”; a obsolescência programada – prática do comércio que faz com que o consumidor descarte mais rapidamente os produtos e volte imediatamente a comprar os substitutos; o avanço da internet, que possibilita não só o contato de qualquer indivíduo com o mundo, dá acesso à informações das mais protegidas e ainda permite o entretenimento sem compra de aparelhos adicionais, como videogames, e sem obediência aos dantes monopolizadores do divertimento e das notícias, sobretudo a televisão; o fantasma da chegada da Quarta Revolução Industrial, na qual robôs é que serão os trabalhadores e robôs não consomem e os lucros que poderiam arrecadar não suportam o excesso de contigente populacional de humanos e outros seres vivos na Terra; o aquecimento global e as metas definidas na Agenda 21, que se poderia dizer ter se conseguido êxito não fosse a chegada da poluição causada pela tecnologia 5G e a radiofrequência excessiva oriundas de telefones celulares e equipamentos sonoros, como os que emitem ondas ELF e as armas psicotrônicas; a pirataria facilitada, a economia e o trabalho informal, a falta de circulação do dinheiro em espécie, que tira dos banqueiros a exclusividade de explorar o setor financeiro; o aumento da pobreza e do conformismo com ela, bem como o aumento da criminalidade. Esses fatores e outros mais levaram aos poderosos do planeta a procurar solução para seus problemas. Problemas que fazem parecer serem de todos os humanos, mas que são exclusivamente da classe.

E, de repente, armar guerras militares, como no passado, se tornou inviável. Especialmente por não poderem contar as nações com soldados voluntários. A massa deserta e não vai para o front de batalha, sem qualquer medo de punição por desobediência civil. E ataques à distância, como os providos pelos mísseis teleguiados, não têm poder de seleção que garanta não morrer quem não deve. E ainda causa para o término da guerra bastante destruição, que não terá quem reconstrua as estradas, prédios e monumentos, obrigando os sobreviventes a viverem em total cenário de distopia, típico de se vir em filmes como “Mad Max” ou “Planeta dos macacos”.

Reunidos em grupos como o dos Bildeberg ou em ambientes como o Bohemian Grove, os manejadores do Sistema teriam sentenciado o mundo à solução que chegaram para organizar as coisas e instaurar a nova ordem mundial. Rumores dizem que a pandemia de covid-19 teria sido o plano.

Mas, até quando ou até quanto essa conspiração poderia articular uma pandemia tão catastrófica, fazer as pessoas comportarem-se da forma que ela precisaria e ainda esconder sua responsabilidade pelo aparecimento e sua gestão dos factóides e estatísticas que vira e mexe, nunca em órgãos oficiais de imprensa, como os ministérios de saúde, a massa mastiga para tolerar ser mantida em quarentena, acarretando perdas e ainda sem poder manifestar sua opinião de modo que bote medo, como os protestos que aglomeram pessoas nas ruas?

E o que tem a ver o título “Para presidente: Paulo Guedes” com este texto? Você não perde por esperar, meu chapa, é só aguardar o PDF e Epub, com o texto na íntegra distribuído em capítulos, que você irá receber gratuitamente, se quiser a resposta. Aguarde!

O livro “Os meninos da Rua Albatroz” é do mesmo gênero deste texto a história que narra, por isso a publicação neste veículo. Que tal lê-lo enquanto aguarda?

sexta-feira, 28 de maio de 2021

domingo, 31 de janeiro de 2021

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Viagem de jeans pelos anos 1980: USTop

Embarque no nosso trem da história e faça uma prazerosa, nostálgica e cultural viagem pela década de 1980 através de informações e imagens sobre marcas de jeans. Em destaque: A marca USTop.


Esses vídeos também servem para propagar nosso estilo de vida. Acompanhe e se inteire. Adapte-se à ideologia.

Para compra do livro "Os meninos da Rua Albatroz", clique o nome do livro!

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Batizando um estilo de vida

Até aqui falamos sobre minimalismo, vida em harmonia com a natureza- do jeito campestre -, os povos entre si, as plantas e os outros animais. Buscamos a independência total da vida urbana, incluindo para obtenção de energia elétrica, prezando fontes renováveis e energia livre.

Também incluímos no estilo de vida em desenvolvimento a manutenção de boa saúde, boa cultura, culinária agradável, busca por resgate de épocas, com foco em valores e costumes. Vida totalmente sustentável e independente. Existência que vale a pena o pouco tempo que temos na Terra.

Economia de subsistência típica de comunidades rurais livres. Onde prevalece o trabalho autônomo ou o teletrabalho, a troca de produtos e serviços como moeda pessoal e a ausência de bancos para guardar valores. A solidariedade como a que reside nos mutirões também vale como moeda.

A prática de esporte se dá em modalidades que não dependem de estrutura urbana para serem praticadas. E a arte e literatura ocorre dentro da filosofia "faça você mesmo" ou "faça você também", discutida na postagem sobre o movimento punk "Do for yourself". 

A arte nessa cultura se vale de artigos que também encontram meios de serem elaborados ou consumidos sem uso de energia elétrica ou por meio de carregamento de eletrônicos via energia livre, sem cabo e sem pagamento.

Somente a telefonia precisa ser desenvolvida dentro do modo de viver planejado. Independente de empresas e políticos administrando o básico que permeia o cotidiano dos comunitários.

A espiritualidade também recebe foco tão especial quanto a ecologia. E meditar e desenvolver poderes espirituais faz parte do dia-a-dia na comunidade.

Estávamos chamando o estilo de minimalismo. Mas, como o minimalismo - viver com menos - é só uma ponta desse iceberg, buscamos um nome para batizar o estilo de vida.

Lembrando que tudo o que é discorrido nas postagens se encontra no livro "Os meninos da Rua Albatroz".

domingo, 10 de janeiro de 2021

Jovens dias de domingo

Eu me lembro com saudade

O tempo que passou

O tempo passa tão depressa

Mas em mim deixou

Jovens tardes de domingo

Tantas alegrias

Velhos tempos

Belos dias

("Jovens tardes de domingo", Roberto Carlos,1977)

Hoje, domingão, em vez de dar mais motivações para arrancar adesões ao estilo de vida que tentamos incentivar a adoção aqui no blog, estamos apresentando um vídeo que exprime sobre isso através de imagens narradas e depoimentos que falam sobre viver com bem-estar e busca pelo aperfeiçoamento do sistema imunológico para obter saúde inabalável.


Links para os vídeos dos médicos:

Dr. Belmiro D'arce

https://www.youtube.com/channel/UCPpbsxiZD20whe4BE_7vh2A

Dr. Teruo Watanabe:

https://www.facebook.com/100008372344429/videos/2842094532746264/?sfnsn=wiwspwa

Absorva as informações nesses pouco mais de vinte minutos de vídeo e aplique na sua vida. 

Divirta-se com a música do Roberto:



Versão da música no especial "Jovens tardes de domingo":

https://www.youtube.com/watch?v=ArjM5oj_60A&pbjreload=101


Bom domingo para você!

Link para compra do livro "Os meninos da Rua Albatroz", que possui em suas páginas registros de tudo o que está nesse vídeo: Clique!

domingo, 3 de janeiro de 2021

Vivendo num só amor

 O já falecido cantor, compositor e músico jamaicano Bob Marley foi seminal quando compôs a canção "One love" e junto com os Wailing Wailers, sua banda original, lançou em um single, embora 1977, quando a canção fez parte do álbum "Exodus", de Marley e os Wailers, é que o reggae de raiz alcançou o grande público, o contaminando com a sensação de busca pela harmonia e pelo amor ao próximo, que tanto a melodia quanto a letra da música provocam em quem a escuta.


Bob Marley & The Wailers


Single de 1965

Álbum Exodus

Clique para biografia do artista na Wikipédia: 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bob_Marley

Clique para informações sobre o álbum: Exodus.

Veja o clipe oficial.



Conheça no vídeo abaixo a letra da canção.

Bem, como comunicamos nas últimas postagens, o foco deste blog a partir delas passou a ser a propagação de um estilo de vida substituto para o que temos mantido desde os anos 1960, que é discutido no livro "Os meninos da Rua Albatroz".




Um estilo de vida que prioriza, no campo ou no litoral, a busca pela harmonia, fraternidade e a espiritualidade; a saúde; o equilíbrio ecológico; a autossuficiência de alimentação, de recursos hídricos e de aquisição de energia para possibilitar conforto na produção laboral e nos afazeres do lar, inclusive os de entretenimento.

Apenas a telefonia é que torna o indivíduo vivendo nessa ideologia ainda cativo do regime padrão, mas, há o que fazer para amenizar essa dependência.

E quanto às obrigações para com o Estado, o "viver com menos" prevê a quitação delas sem que se fira o modelo de comunidade minimalista.

A prosperidade material, do ponto de vista da abundância de recursos para sustentar o estilo, ocorre de maneira natural e sem qualquer ganância.

Dar de mão do consumismo e da futilidade que faz perder o tempo de existir com atividades sem valor possibilita sobra de saldo em contas correntes que recebem dinheiro de salários ou pagamentos de clientes.


Freedom Leaf Bob Marley's One Love Peace Concert in 1978


Trabalhar como profissional autônomo, independente de contrato de vínculo empregatício com empresas, mais provavelmente em teletrabalho e tarefas de artesanato ou ruralistas, é o modelo trabalhista almejado pelos minimalistas. Nossas postagens apresentarão opções e incentivos a esse respeito.

A diversão ou busca por passatempo dentro dessa ideologia conta muito com a música e com os esportes que não dependem de estrutura urbana para serem praticados. Daí um outro link com a música escolhida para decorar esta postagem. Veja um clipe inspirador da adaptação acústica da canção feita pela banda Kuerdas.



O reggae ficou muito associado à drogas, sobretudo à marijuana. Você pode estar a se perguntar: "Esse estilo de vida pregaria a favor das drogas". De forma alguma, mas, assim como assuntos como "libertinagem sexual" e "religiosidade" trataremos em postagem específica a questão.


Tribo de Jah

"One love" foi gravada em português pela banda maranhense Tribo de Jah em 2001 no álbum "Tributo a Bob Marley" com o título "Um só amor". Veja acima.



O cantor francês Mano Chao em sua participação no projeto Playing for change.

A canção também foi lembrada pela trupe do movimento "Playing for change" em uma de suas mais emocionantes filmagens (vídeo acima).

Fique com a versão extendida da música:


E a gente segue viagem para trazer para você novas postagens. Fique com Jah!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

A ideologia minimalista


IMAGEM: Google. Quadros expressando a vida no campo eram comuns nas salas das casas nos anos 1970. 
Vendedores passavam vendendo de porta em porta.

A ideologia minimalista abrange vários pontos cruciais para a sociedade moderna. O consumismo é o mais atacado. Afinal, o que leva uma pessoa, num primeiro momento, ao ideal minimalista é o inconformismo com a sua condição social incompatível com a pregada pelo consumismo.

Sentir-se não funcionando ou fracassado dentro da sociedade é algo que pode levar à desagregação, à mendicância, à loucura, ao crime. E muitas vezes a pessoa que se sente nesse estado é provida de mais do que o suficiente para viver uma vida com qualidade.


Os enlatados, ensacados ou engarrafados não perdem importância no modo de vida minimalista, mas, a necessidade de consumo deles extingue os produtos sem importância. O minimalismo não deixa espaço para a obsolescência planejada, que é a prática da indústria de priorizar - e forçar - a imprestabilidade em curto prazo de certos produtos, obrigando nova compra do mesmo ou troca por modelo repaginado. A Moda também sofre ataque a filosofia que sustenta a instituição comportamental.

Logo, a futilidade é que determina para o indivíduo médio dentro de uma sociedade consumista a sua contentação em compô-la, o interesse em funcionar de modo a mantê-la com as características lhe peculiar, o de permanecer nela e o de militar em favor da propagação do tipo de sociedade que lhe satisfaz o ego, concebendo-se ideal imperialista, que oportunistas poderosos irão explorar politicamente em seu próprio benefício, o que atrai decisões que também geram o inconformismo minimalista que são as guerras militares ou a engenharia social em pró de colonização - ou escravismo cultural.

Conforme essa determinação, encher-se de coisas materiais é imperativo. Abundância de pertences, culto à tecnologias que facilitam tarefas cotidianas ou que provêm comunicação sem limites geográficos, culto ao entretenimento constante e abducente estão entre as importâncias que perfazem a personalidade do indivíduo fora do conceito minimalista.


O sentimento de tédio e de incontentação com o presente, que exige que se esteja sempre a querer conquistar coisas novas e faz o ego querer ser notado pelos demais da sociedade como pessoa que funciona dentro dela, aparece para instigar a concluir se não se está a perder o tempo de existir com mais qualidade ao estar a aderir um jeito fútil de se viver. Ver esse tempo passar muito rápido aquece essa conclusão.

E mais: A inevitável escassez de espaço para armazenar pertences, que remete à constatação de que o próprio planeta não é capaz de garantir espaço por muito tempo se o modo de vida que o explora selvagemente for desejado por todos do globo terrestre, junto com a percepção de se estar a envelhecer e de que o advento da morte é insolúvel e que após sua chegada tudo o que se conquistou em vida terá o destino separado do espírito do conquistador e esse destino só será conhecido por quem fica produzem a epifania que cria o desejo de dar de mão do modo de vida consumista e de buscar um estilo de existência menos materialista. Não é à toa que os minimalistas são indivíduos mais velhos.

E assim, se dá a busca por viver em lugares campestres; em comunidades que cultuam a convivência direta entre si em vez de intermediada por aparatos tecnológicos; pelo consumo de alimentação orgânica e água sem sais químicos para suposto saneamento; pela agricultura; pelo veganismo - que implica também na questão geoespacial; pelo trabalho autônomo; pelo uso de moeda pessoal em detrimento ao dinheiro convencional; pelo entretenimento o quão possível voltado para a filosofia mecanicista; pelo uso de energia limpa e livre; pelo modo de produzir e de administrar empresas não ameaçador à ecologia e não aniquilador de empregos regulares e de artesãos; pela absorção intermitente de cultura versátil; pela nostalgia; pelo bem-estar; e por práticas que afloram a espiritualidade.

Cada atitude listada receberá postagem própria para esclarecer as vantagens desse modo de vida. Nos livros "Contos de Verão: A casa da fantasia", "Os meninos da Rua Albatroz", "Todo o mundo quer me amar" e "A magia que enriqueceu Tony" várias dessas atitudes são narradas e cortejadas. E é possível conhecê-las sendo praticadas pelas personagens dos livros.