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domingo, 14 de fevereiro de 2021

Viagem de jeans pela década de 1980: Staroup

Clássicos dos clássicos em matéria de jeans no Brasil, a Staroup é a marca que decora a nossa viagem pela década de 1980 neste vídeo. Acompanhe o trabalho e veja os vídeos anteriores.


Não perca esta viagem por nada!

Muito interessante este projeto. Uma forma envolvente de se contar a História.

Para compra do livro "Os meninos da Rua Albatroz" clique o nome do livro.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Batizando um estilo de vida

Até aqui falamos sobre minimalismo, vida em harmonia com a natureza- do jeito campestre -, os povos entre si, as plantas e os outros animais. Buscamos a independência total da vida urbana, incluindo para obtenção de energia elétrica, prezando fontes renováveis e energia livre.

Também incluímos no estilo de vida em desenvolvimento a manutenção de boa saúde, boa cultura, culinária agradável, busca por resgate de épocas, com foco em valores e costumes. Vida totalmente sustentável e independente. Existência que vale a pena o pouco tempo que temos na Terra.

Economia de subsistência típica de comunidades rurais livres. Onde prevalece o trabalho autônomo ou o teletrabalho, a troca de produtos e serviços como moeda pessoal e a ausência de bancos para guardar valores. A solidariedade como a que reside nos mutirões também vale como moeda.

A prática de esporte se dá em modalidades que não dependem de estrutura urbana para serem praticadas. E a arte e literatura ocorre dentro da filosofia "faça você mesmo" ou "faça você também", discutida na postagem sobre o movimento punk "Do for yourself". 

A arte nessa cultura se vale de artigos que também encontram meios de serem elaborados ou consumidos sem uso de energia elétrica ou por meio de carregamento de eletrônicos via energia livre, sem cabo e sem pagamento.

Somente a telefonia precisa ser desenvolvida dentro do modo de viver planejado. Independente de empresas e políticos administrando o básico que permeia o cotidiano dos comunitários.

A espiritualidade também recebe foco tão especial quanto a ecologia. E meditar e desenvolver poderes espirituais faz parte do dia-a-dia na comunidade.

Estávamos chamando o estilo de minimalismo. Mas, como o minimalismo - viver com menos - é só uma ponta desse iceberg, buscamos um nome para batizar o estilo de vida.

Lembrando que tudo o que é discorrido nas postagens se encontra no livro "Os meninos da Rua Albatroz".

domingo, 10 de janeiro de 2021

Jovens dias de domingo

Eu me lembro com saudade

O tempo que passou

O tempo passa tão depressa

Mas em mim deixou

Jovens tardes de domingo

Tantas alegrias

Velhos tempos

Belos dias

("Jovens tardes de domingo", Roberto Carlos,1977)

Hoje, domingão, em vez de dar mais motivações para arrancar adesões ao estilo de vida que tentamos incentivar a adoção aqui no blog, estamos apresentando um vídeo que exprime sobre isso através de imagens narradas e depoimentos que falam sobre viver com bem-estar e busca pelo aperfeiçoamento do sistema imunológico para obter saúde inabalável.


Links para os vídeos dos médicos:

Dr. Belmiro D'arce

https://www.youtube.com/channel/UCPpbsxiZD20whe4BE_7vh2A

Dr. Teruo Watanabe:

https://www.facebook.com/100008372344429/videos/2842094532746264/?sfnsn=wiwspwa

Absorva as informações nesses pouco mais de vinte minutos de vídeo e aplique na sua vida. 

Divirta-se com a música do Roberto:



Versão da música no especial "Jovens tardes de domingo":

https://www.youtube.com/watch?v=ArjM5oj_60A&pbjreload=101


Bom domingo para você!

Link para compra do livro "Os meninos da Rua Albatroz", que possui em suas páginas registros de tudo o que está nesse vídeo: Clique!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Quando a saudade não faz mal

Se vivemos em um meio urbano, dominado pela tecnologia e sofrendo incentivo para cada vez mais buscarmos inovação e cultuarmos o moderno, não se justificaria tomarmos atitudes, como resgatar memórias e sentir nostalgia, que vão de encontro a esse conceito de fazer do presente uma máquina de produzir futuros somente.


Arquinho. Um brinquedo artesanal muito cultuado nos anos 1970, cuja lembrança traz sensações bastante prazerosas a quem se divertiu com ele.

Alguns estudiosos cogitam ser a saudade um sentimento ruim, uma vez que: "A saudade é um sentimento de lembrança nostálgica de pessoas, animais, coisas ou situações distantes de nós ou extintas, associada ao desejo de tornar a vê-las ou possuí-las, misturando-se nele as sensações de distância, perda, falta e amor". Fonte desse trecho: Lifestyle.

Em outras palavras, seria uma procura impossível. E a impossibilidade de obter algo traz uma incontinente sensação de impotência. Faz sentido dizerem que cultuar a saudade não seja muito bom.

Por outro lado, quando sentimos nostalgia - que é um flash de resgate de memória, que traz, quase que materialmente, coisas do passado de maneira impressionante à nossa experiência real - pende para o positivo nessa questão. Exemplo: Se está no banho, se joga um xampu na cabeça e o cheiro transporta automaticamente a mente para o tempo em que o tal cheiro era presente na hora do banho.

Quanto mais associação ao tempo resgatado, maior é a vivacidade do fenômeno e maior a duração do mesmo. No exemplo dado, o banho ocorreria na hora exata em que era tomado no tempo a ser resgatado com o cheiro do xampú; a onda sonora de uma música da época pairando pelos ares da casa, podendo ser ouvida do banheiro, se ouviria.

No filme "Em algum lugar do passado" (Somewhere in Time), Estados Unidos, 1981, com Christopher Reeve fazendo o papel principal, o protagonista da história, Richard Collier "é um jovem teatrólogo que conhece na noite de estreia da sua primeira peça uma senhora idosa, que lhe dá um antigo relógio de bolso e diz: "volte para mim". Ela se retira sem mais dizer, deixando-o intrigado. Chicago, 1980. Richard não consegue terminar sua nova peça, decide viajar sem destino certo e se hospeda no Grand Hotel. Lá visita o Salão Histórico, repleto de antiguidades, e fica encantado com a fotografia de uma bela mulher, Elise McKenna (Jane Seymour), que descobre ser a mesma que lhe deu o relógio". Esta sinopse é do site Adoro Cinema.


As saudosas colchas de retalho e quartos com mobílias antigas ajudam a transportar a mente para épocas passadas.

Nisso, o jovem vai em busca de informações sobre como transportar-se para o passado. Sua intenção era encontrar com Elise. Ele se vale de um método pregado por espíritas e, obviamente, a viagem que faz é puramente mental. Para tanto, ele impressiona sua mente com objetos da época que irá visitar, que comprou para decorar seu quarto, e ao adormecer ele entra no que só podemos chamar de sonho, no qual vive a experiência desejada.

Bonnie Tyler - It's A Heartache (Official HD Video)
Tocou muito nas rádios em 1976.

Técnicas de indução de sonhos e impressionamento da mente para atingir o estado de gnose e fazer pedidos para serem realizados no presente são assuntos do livro "A magia que enriqueceu Tony", nesta postagem não cabe tecer sobre isso. Nossa dissertação é sobre a saudade e a saúde. Limito, então, a dizer que sempre que experimentamos nostalgia, o organismo se acomete de bem-estar. E bem-estar é a mola-mestra da saúde.


Estamos no presente quando produzimos a história que será relembrada. Estamos no presente quando a resgatamos na memória. A mente é quem observa a realidade física atual e é quem presencia a realidade mental, que é atemporal. Logo, só o presente existe. E foco no presente é o segredo da vida feliz.

O que difere é a forma de gozar da sensação provocada pelo resgate. Se for as da saudade, pode ser mesmo que não seja a melhor forma de usufruir da lembrança. As da nostalgia são imperdíveis.

No estilo de vida que discorremos a respeito aqui neste projeto, qualquer motor de bem-estar é levado em conta para compor as atividades cotidianas da comunidade. Nas próximas postagens voltaremos a falar sobre o assunto.

O livro "Os meninos da Rua Albatroz" é uma usina de nostalgia. À cada página virada ocorre um flash que remete, mesmo quem não viveu a época destacada no livro, a vivenciar momentos prazerosos dados pela informação sobre o passado.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Do for yourself


Membros da cultura punk

Como é o normal da vida urbana secular capitalista? Você acorda e sai para o trabalho em uma companhia, às vezes vai para a escola e volta para casa para na manhã seguinte refazer o ciclo. Certo?

Às vezes, geralmente no final da semana, você tem um pouco de entretenimento fora de casa. Vai à festas, nem sempre sem contribuir com alguma coisa, ou a eventos promovidos por algum produtor em troca do seu dinheiro pago para ingressar no evento.

Nas festas, geralmente utilizam som e vídeo oriundos de equipamentos eletrônicos para entreter o pessoal e fazê-los dançar enquanto comem, bebem e, quem sabe, namoram.

Mensageiros da cultura punk, junto com o The Clash (foto abaixo), 
o Sex Pistols ditou o comportamento anárquico da cultura

The Clash

Nos eventos se vai apreciar o trabalho de alguém. Shows musicais se vai contemplar, junto à outras pessoas, um músico ou uma banda. Em um espetáculo teatral se contempla atores e atrizes.

E assim, a roda do capitalismo gira tendo suporte da arte. Como previu que um dia seria assim, o filósofo Hebert Marcuse, que usou pela primeira vez o termo "indústria cultural".


O filósofo alemão Hebert Marcuse

É, um dia a Cultura, assim como o Esporte, viraria uma indústria, previsto por um marxista, e virou. E é a galinha dos ovos de ouro nas mãos dos capitalistas.

Símbolo do movimento anárquico

Acontece que teve o Movimento Punk. Inconformistas, eles desprezavam a arte industrial. E mais: incentivava todos a fazerem sua própria arte em vez de ficar ufanando os outros, contribuindo com a fama dos outros, fazendo os outros ficarem ricos enquanto você mesmo continua limitado à sua rotina que um dia te levará à depressão.

O estilo minimalista bebe dessa mensagem. E prega a busca do "Do it yourself" ou "Faça você mesmo". Nada de idolatria, iconofilia, subserviência, reverência à indústria e seus produtos ou à quem quer que seja.

O negócio é, do jeito que puder e sem medo de ser feliz, lançar mão do que tiver na frente e fazer arte, artesanato, culinária. Sem seguir receita de bolo e sem burocracia. Exponha onde for permitido e se agradar alguém e esse alguém quiser colaborar com algum pagamento é lucro.

Mas, é importante lembrar da honestidade que segue na tangência do lema "faça você mesmo": "Contribua comigo e eu contribuo contigo". Sim, sim: "Lave as minhas costas e eu lavo as suas".

Fique aí com uma canção e vídeo feitos por mim. Se tiveres afim de assistir, é claro! Uma balada folk bem apropriada para se ouvir no campo ou no litoral ao estilo de vida minimalista.

O livro "Os meninos da Rua Albatroz" registra em suas páginas a origem da cultura punk.

E a gente segue para tentar trazer novas postagens!

domingo, 3 de janeiro de 2021

Vivendo num só amor

 O já falecido cantor, compositor e músico jamaicano Bob Marley foi seminal quando compôs a canção "One love" e junto com os Wailing Wailers, sua banda original, lançou em um single, embora 1977, quando a canção fez parte do álbum "Exodus", de Marley e os Wailers, é que o reggae de raiz alcançou o grande público, o contaminando com a sensação de busca pela harmonia e pelo amor ao próximo, que tanto a melodia quanto a letra da música provocam em quem a escuta.


Bob Marley & The Wailers


Single de 1965

Álbum Exodus

Clique para biografia do artista na Wikipédia: 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bob_Marley

Clique para informações sobre o álbum: Exodus.

Veja o clipe oficial.



Conheça no vídeo abaixo a letra da canção.

Bem, como comunicamos nas últimas postagens, o foco deste blog a partir delas passou a ser a propagação de um estilo de vida substituto para o que temos mantido desde os anos 1960, que é discutido no livro "Os meninos da Rua Albatroz".




Um estilo de vida que prioriza, no campo ou no litoral, a busca pela harmonia, fraternidade e a espiritualidade; a saúde; o equilíbrio ecológico; a autossuficiência de alimentação, de recursos hídricos e de aquisição de energia para possibilitar conforto na produção laboral e nos afazeres do lar, inclusive os de entretenimento.

Apenas a telefonia é que torna o indivíduo vivendo nessa ideologia ainda cativo do regime padrão, mas, há o que fazer para amenizar essa dependência.

E quanto às obrigações para com o Estado, o "viver com menos" prevê a quitação delas sem que se fira o modelo de comunidade minimalista.

A prosperidade material, do ponto de vista da abundância de recursos para sustentar o estilo, ocorre de maneira natural e sem qualquer ganância.

Dar de mão do consumismo e da futilidade que faz perder o tempo de existir com atividades sem valor possibilita sobra de saldo em contas correntes que recebem dinheiro de salários ou pagamentos de clientes.


Freedom Leaf Bob Marley's One Love Peace Concert in 1978


Trabalhar como profissional autônomo, independente de contrato de vínculo empregatício com empresas, mais provavelmente em teletrabalho e tarefas de artesanato ou ruralistas, é o modelo trabalhista almejado pelos minimalistas. Nossas postagens apresentarão opções e incentivos a esse respeito.

A diversão ou busca por passatempo dentro dessa ideologia conta muito com a música e com os esportes que não dependem de estrutura urbana para serem praticados. Daí um outro link com a música escolhida para decorar esta postagem. Veja um clipe inspirador da adaptação acústica da canção feita pela banda Kuerdas.



O reggae ficou muito associado à drogas, sobretudo à marijuana. Você pode estar a se perguntar: "Esse estilo de vida pregaria a favor das drogas". De forma alguma, mas, assim como assuntos como "libertinagem sexual" e "religiosidade" trataremos em postagem específica a questão.


Tribo de Jah

"One love" foi gravada em português pela banda maranhense Tribo de Jah em 2001 no álbum "Tributo a Bob Marley" com o título "Um só amor". Veja acima.



O cantor francês Mano Chao em sua participação no projeto Playing for change.

A canção também foi lembrada pela trupe do movimento "Playing for change" em uma de suas mais emocionantes filmagens (vídeo acima).

Fique com a versão extendida da música:


E a gente segue viagem para trazer para você novas postagens. Fique com Jah!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

A ideologia minimalista


IMAGEM: Google. Quadros expressando a vida no campo eram comuns nas salas das casas nos anos 1970. 
Vendedores passavam vendendo de porta em porta.

A ideologia minimalista abrange vários pontos cruciais para a sociedade moderna. O consumismo é o mais atacado. Afinal, o que leva uma pessoa, num primeiro momento, ao ideal minimalista é o inconformismo com a sua condição social incompatível com a pregada pelo consumismo.

Sentir-se não funcionando ou fracassado dentro da sociedade é algo que pode levar à desagregação, à mendicância, à loucura, ao crime. E muitas vezes a pessoa que se sente nesse estado é provida de mais do que o suficiente para viver uma vida com qualidade.


Os enlatados, ensacados ou engarrafados não perdem importância no modo de vida minimalista, mas, a necessidade de consumo deles extingue os produtos sem importância. O minimalismo não deixa espaço para a obsolescência planejada, que é a prática da indústria de priorizar - e forçar - a imprestabilidade em curto prazo de certos produtos, obrigando nova compra do mesmo ou troca por modelo repaginado. A Moda também sofre ataque a filosofia que sustenta a instituição comportamental.

Logo, a futilidade é que determina para o indivíduo médio dentro de uma sociedade consumista a sua contentação em compô-la, o interesse em funcionar de modo a mantê-la com as características lhe peculiar, o de permanecer nela e o de militar em favor da propagação do tipo de sociedade que lhe satisfaz o ego, concebendo-se ideal imperialista, que oportunistas poderosos irão explorar politicamente em seu próprio benefício, o que atrai decisões que também geram o inconformismo minimalista que são as guerras militares ou a engenharia social em pró de colonização - ou escravismo cultural.

Conforme essa determinação, encher-se de coisas materiais é imperativo. Abundância de pertences, culto à tecnologias que facilitam tarefas cotidianas ou que provêm comunicação sem limites geográficos, culto ao entretenimento constante e abducente estão entre as importâncias que perfazem a personalidade do indivíduo fora do conceito minimalista.


O sentimento de tédio e de incontentação com o presente, que exige que se esteja sempre a querer conquistar coisas novas e faz o ego querer ser notado pelos demais da sociedade como pessoa que funciona dentro dela, aparece para instigar a concluir se não se está a perder o tempo de existir com mais qualidade ao estar a aderir um jeito fútil de se viver. Ver esse tempo passar muito rápido aquece essa conclusão.

E mais: A inevitável escassez de espaço para armazenar pertences, que remete à constatação de que o próprio planeta não é capaz de garantir espaço por muito tempo se o modo de vida que o explora selvagemente for desejado por todos do globo terrestre, junto com a percepção de se estar a envelhecer e de que o advento da morte é insolúvel e que após sua chegada tudo o que se conquistou em vida terá o destino separado do espírito do conquistador e esse destino só será conhecido por quem fica produzem a epifania que cria o desejo de dar de mão do modo de vida consumista e de buscar um estilo de existência menos materialista. Não é à toa que os minimalistas são indivíduos mais velhos.

E assim, se dá a busca por viver em lugares campestres; em comunidades que cultuam a convivência direta entre si em vez de intermediada por aparatos tecnológicos; pelo consumo de alimentação orgânica e água sem sais químicos para suposto saneamento; pela agricultura; pelo veganismo - que implica também na questão geoespacial; pelo trabalho autônomo; pelo uso de moeda pessoal em detrimento ao dinheiro convencional; pelo entretenimento o quão possível voltado para a filosofia mecanicista; pelo uso de energia limpa e livre; pelo modo de produzir e de administrar empresas não ameaçador à ecologia e não aniquilador de empregos regulares e de artesãos; pela absorção intermitente de cultura versátil; pela nostalgia; pelo bem-estar; e por práticas que afloram a espiritualidade.

Cada atitude listada receberá postagem própria para esclarecer as vantagens desse modo de vida. Nos livros "Contos de Verão: A casa da fantasia", "Os meninos da Rua Albatroz", "Todo o mundo quer me amar" e "A magia que enriqueceu Tony" várias dessas atitudes são narradas e cortejadas. E é possível conhecê-las sendo praticadas pelas personagens dos livros.

sábado, 19 de dezembro de 2020

Uma ideia ao apagar das luzes

Geralmente, quando se tem uma ideia, uma lâmpada acende-se pairando sobre a sua cabeça. Pelo menos é assim nos quadrinhos e nos filmes, desenhos animados e seriados de TV. 

Mas, ocorreu-me uma inspiração por eu ter tido interrompida a energia elétrica da casa onde eu estava, devido a um curto-circuito que queimou a fiação.

Eu me preparava para assistir pelo Youtube uma série de vídeos educacionais, que discorrem sobre História e Geopolítica, dos quais eu absorveria informação para compor um texto literário.

Vi minha motivação frustrar-se quando veio o corte de energia elétrica. Eu usava um notebook com a bateria quase completa, mas, e o sinal de internet, que também precisa de energia elétrica para funcionar, como eu poderia acessar, carregar e exibir os vídeos sem ele?

Bem, uma fiação danificada pode ser trocada. O tempo que leva para isso pode nem ser tão longo. E enquanto eu esperava eu procurei entre minhas coisas algo que eu pudesse utilizar tanto para me manter motivado quanto em processo de absorção de informação.

Meu celular, com crédito e possibilidade de acessar a internet por meio de dados móveis, não era opção por muito tempo, pois, logo a bateria acabaria e eu iria precisar de energia elétrica para recarregá-lo, já que eu não tenho uma opção solar. E nem o mercado oferece uma opção que funcione de fato e me faça adquirí-la. Fazem isso de propósito para não definharem as companhias fornecedoras de eletricidade.

Percebi que no lugar onde eu estava eu não tinha muita opção off-line para absorver as informações de que eu precisava naquele momento. Havia livros em bom tanto, mas, sobre outros assuntos, não iriam ajudar.

Se eu estivesse na minha casa eu não teria esse problema. Até mesmo se o assunto que eu escolhesse absorver fosse entretenimento eu teria como atender porque por lá tenho várias revistas em quadrinhos e de outras categorias, jornais velhos, fotografias, álbuns de figurinhas, livros e outras mídias que independem de eletricidade para serem usufruídas.

Passei a pensar em ouvir música como opção de entretenimento ou meditação. Fiquei na mão outra vez, pois, todos os dispositivos eletrônicos que executam música dependem de eletricidade para funcionar.

Nesse caso, cantar só depende de ser capaz de usar as cordas vocálicas e isso eu estava apto a fazer para passar o tempo ou de repente para meditar. Para quem que como eu toca vários instrumentos musicais isso poderia melhorar, já que a maioria desses instrumentos funciona por meio de energia mecânica fornecida pelo musicista.

Disponível no ambiente onde eu estava havia somente uma gaita. Até que é possível algumas articulações, mas, predominantemente gaita não permite cantar e assoprar. Fiquei só no assopro até que o problema foi resolvido.

Aí nesse momento é que me senti motivado a militar por duas causas. A primeira é tornar independente de energia elétrica vindo de transmissão térrea os aparelhos - e consequentemente as mídias - que utilizamos não só para entretenimento e absorção de saber. Governos e corporações, por razões comerciais e empregatícias, vão tentar inibir essa militância, mas, ela tem que acontecer.

E a segunda militância, que também incomoda governos e corporações, eu já venho praticando, mas, percebi com o corte de energia mencionado que eu deveria me empenhar mais nela, resolvendo o problema de eu não estar vivendo na minha casa, onde eu não ficaria sem as opções de uso de mídias que também mencionei neste texto.

Não estou na minha casa porque teimo só morar nela quando ela estiver totalmente construída, qual projeto de construção é demasiadamente arrojado e urbano e eu não tenho obtido êxito em conseguir o volumoso valor em dinheiro para arcar com a construção. Se eu quiser morar em uma moradia mais simples, essa questão estaria resolvida.

Trata-se do culto ao minimalismo. Ou seja: "Simplificar a vida eliminando os excessos e mantendo apenas o que é essencial. É um desejo de viver com menos. O primeiro e mais tradicional aspecto dessa tendência minimalista é a liberação de espaço físico. A cultura consumista moderna vende a ideia de que uma vida boa é uma vida cheia de coisas.". Retirada a definição de pesquisa no Google.

Enfim a ideia que veio ao apagar das luzes: Este blog agora irá apresentar postagens focadas em vida ao estilo minimalista, sustentável ecologicamente, voltada para a alimentação e hábitos sadios, para a independência de companhias para se obter o necessário de maneira facilitada e até para usufruir de eletrônicos (que não é necessário), pregando o culto à energia livre - se possível gratuíta - que Nikola Tesla (foto) tanto procurou dispor para a humanidade.

Será uma volta racionalizada aos primórdios, quando não havia o conforto da Atualidade. E esse pormenor permite a este blog continuar postando lembranças que trazem a sensação mágica da nostalgia e manter acesa sua originalidade.

Bora caminhar comigo?