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domingo, 31 de janeiro de 2021

Viagem de jeans pelos anos 1980: Inega e Ellus




Continue essa viagem que te remete ao glamour e frisson da década de 1980 e permite saborear o clima do estilo de vida que adotamos no blog e no livro "Os meninos da Rua Albatroz".

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Batizando um estilo de vida

Até aqui falamos sobre minimalismo, vida em harmonia com a natureza- do jeito campestre -, os povos entre si, as plantas e os outros animais. Buscamos a independência total da vida urbana, incluindo para obtenção de energia elétrica, prezando fontes renováveis e energia livre.

Também incluímos no estilo de vida em desenvolvimento a manutenção de boa saúde, boa cultura, culinária agradável, busca por resgate de épocas, com foco em valores e costumes. Vida totalmente sustentável e independente. Existência que vale a pena o pouco tempo que temos na Terra.

Economia de subsistência típica de comunidades rurais livres. Onde prevalece o trabalho autônomo ou o teletrabalho, a troca de produtos e serviços como moeda pessoal e a ausência de bancos para guardar valores. A solidariedade como a que reside nos mutirões também vale como moeda.

A prática de esporte se dá em modalidades que não dependem de estrutura urbana para serem praticadas. E a arte e literatura ocorre dentro da filosofia "faça você mesmo" ou "faça você também", discutida na postagem sobre o movimento punk "Do for yourself". 

A arte nessa cultura se vale de artigos que também encontram meios de serem elaborados ou consumidos sem uso de energia elétrica ou por meio de carregamento de eletrônicos via energia livre, sem cabo e sem pagamento.

Somente a telefonia precisa ser desenvolvida dentro do modo de viver planejado. Independente de empresas e políticos administrando o básico que permeia o cotidiano dos comunitários.

A espiritualidade também recebe foco tão especial quanto a ecologia. E meditar e desenvolver poderes espirituais faz parte do dia-a-dia na comunidade.

Estávamos chamando o estilo de minimalismo. Mas, como o minimalismo - viver com menos - é só uma ponta desse iceberg, buscamos um nome para batizar o estilo de vida.

Lembrando que tudo o que é discorrido nas postagens se encontra no livro "Os meninos da Rua Albatroz".

domingo, 10 de janeiro de 2021

Jovens dias de domingo

Eu me lembro com saudade

O tempo que passou

O tempo passa tão depressa

Mas em mim deixou

Jovens tardes de domingo

Tantas alegrias

Velhos tempos

Belos dias

("Jovens tardes de domingo", Roberto Carlos,1977)

Hoje, domingão, em vez de dar mais motivações para arrancar adesões ao estilo de vida que tentamos incentivar a adoção aqui no blog, estamos apresentando um vídeo que exprime sobre isso através de imagens narradas e depoimentos que falam sobre viver com bem-estar e busca pelo aperfeiçoamento do sistema imunológico para obter saúde inabalável.


Links para os vídeos dos médicos:

Dr. Belmiro D'arce

https://www.youtube.com/channel/UCPpbsxiZD20whe4BE_7vh2A

Dr. Teruo Watanabe:

https://www.facebook.com/100008372344429/videos/2842094532746264/?sfnsn=wiwspwa

Absorva as informações nesses pouco mais de vinte minutos de vídeo e aplique na sua vida. 

Divirta-se com a música do Roberto:



Versão da música no especial "Jovens tardes de domingo":

https://www.youtube.com/watch?v=ArjM5oj_60A&pbjreload=101


Bom domingo para você!

Link para compra do livro "Os meninos da Rua Albatroz", que possui em suas páginas registros de tudo o que está nesse vídeo: Clique!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Do for yourself


Membros da cultura punk

Como é o normal da vida urbana secular capitalista? Você acorda e sai para o trabalho em uma companhia, às vezes vai para a escola e volta para casa para na manhã seguinte refazer o ciclo. Certo?

Às vezes, geralmente no final da semana, você tem um pouco de entretenimento fora de casa. Vai à festas, nem sempre sem contribuir com alguma coisa, ou a eventos promovidos por algum produtor em troca do seu dinheiro pago para ingressar no evento.

Nas festas, geralmente utilizam som e vídeo oriundos de equipamentos eletrônicos para entreter o pessoal e fazê-los dançar enquanto comem, bebem e, quem sabe, namoram.

Mensageiros da cultura punk, junto com o The Clash (foto abaixo), 
o Sex Pistols ditou o comportamento anárquico da cultura

The Clash

Nos eventos se vai apreciar o trabalho de alguém. Shows musicais se vai contemplar, junto à outras pessoas, um músico ou uma banda. Em um espetáculo teatral se contempla atores e atrizes.

E assim, a roda do capitalismo gira tendo suporte da arte. Como previu que um dia seria assim, o filósofo Hebert Marcuse, que usou pela primeira vez o termo "indústria cultural".


O filósofo alemão Hebert Marcuse

É, um dia a Cultura, assim como o Esporte, viraria uma indústria, previsto por um marxista, e virou. E é a galinha dos ovos de ouro nas mãos dos capitalistas.

Símbolo do movimento anárquico

Acontece que teve o Movimento Punk. Inconformistas, eles desprezavam a arte industrial. E mais: incentivava todos a fazerem sua própria arte em vez de ficar ufanando os outros, contribuindo com a fama dos outros, fazendo os outros ficarem ricos enquanto você mesmo continua limitado à sua rotina que um dia te levará à depressão.

O estilo minimalista bebe dessa mensagem. E prega a busca do "Do it yourself" ou "Faça você mesmo". Nada de idolatria, iconofilia, subserviência, reverência à indústria e seus produtos ou à quem quer que seja.

O negócio é, do jeito que puder e sem medo de ser feliz, lançar mão do que tiver na frente e fazer arte, artesanato, culinária. Sem seguir receita de bolo e sem burocracia. Exponha onde for permitido e se agradar alguém e esse alguém quiser colaborar com algum pagamento é lucro.

Mas, é importante lembrar da honestidade que segue na tangência do lema "faça você mesmo": "Contribua comigo e eu contribuo contigo". Sim, sim: "Lave as minhas costas e eu lavo as suas".

Fique aí com uma canção e vídeo feitos por mim. Se tiveres afim de assistir, é claro! Uma balada folk bem apropriada para se ouvir no campo ou no litoral ao estilo de vida minimalista.

O livro "Os meninos da Rua Albatroz" registra em suas páginas a origem da cultura punk.

E a gente segue para tentar trazer novas postagens!

domingo, 3 de janeiro de 2021

Vivendo num só amor

 O já falecido cantor, compositor e músico jamaicano Bob Marley foi seminal quando compôs a canção "One love" e junto com os Wailing Wailers, sua banda original, lançou em um single, embora 1977, quando a canção fez parte do álbum "Exodus", de Marley e os Wailers, é que o reggae de raiz alcançou o grande público, o contaminando com a sensação de busca pela harmonia e pelo amor ao próximo, que tanto a melodia quanto a letra da música provocam em quem a escuta.


Bob Marley & The Wailers


Single de 1965

Álbum Exodus

Clique para biografia do artista na Wikipédia: 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bob_Marley

Clique para informações sobre o álbum: Exodus.

Veja o clipe oficial.



Conheça no vídeo abaixo a letra da canção.

Bem, como comunicamos nas últimas postagens, o foco deste blog a partir delas passou a ser a propagação de um estilo de vida substituto para o que temos mantido desde os anos 1960, que é discutido no livro "Os meninos da Rua Albatroz".




Um estilo de vida que prioriza, no campo ou no litoral, a busca pela harmonia, fraternidade e a espiritualidade; a saúde; o equilíbrio ecológico; a autossuficiência de alimentação, de recursos hídricos e de aquisição de energia para possibilitar conforto na produção laboral e nos afazeres do lar, inclusive os de entretenimento.

Apenas a telefonia é que torna o indivíduo vivendo nessa ideologia ainda cativo do regime padrão, mas, há o que fazer para amenizar essa dependência.

E quanto às obrigações para com o Estado, o "viver com menos" prevê a quitação delas sem que se fira o modelo de comunidade minimalista.

A prosperidade material, do ponto de vista da abundância de recursos para sustentar o estilo, ocorre de maneira natural e sem qualquer ganância.

Dar de mão do consumismo e da futilidade que faz perder o tempo de existir com atividades sem valor possibilita sobra de saldo em contas correntes que recebem dinheiro de salários ou pagamentos de clientes.


Freedom Leaf Bob Marley's One Love Peace Concert in 1978


Trabalhar como profissional autônomo, independente de contrato de vínculo empregatício com empresas, mais provavelmente em teletrabalho e tarefas de artesanato ou ruralistas, é o modelo trabalhista almejado pelos minimalistas. Nossas postagens apresentarão opções e incentivos a esse respeito.

A diversão ou busca por passatempo dentro dessa ideologia conta muito com a música e com os esportes que não dependem de estrutura urbana para serem praticados. Daí um outro link com a música escolhida para decorar esta postagem. Veja um clipe inspirador da adaptação acústica da canção feita pela banda Kuerdas.



O reggae ficou muito associado à drogas, sobretudo à marijuana. Você pode estar a se perguntar: "Esse estilo de vida pregaria a favor das drogas". De forma alguma, mas, assim como assuntos como "libertinagem sexual" e "religiosidade" trataremos em postagem específica a questão.


Tribo de Jah

"One love" foi gravada em português pela banda maranhense Tribo de Jah em 2001 no álbum "Tributo a Bob Marley" com o título "Um só amor". Veja acima.



O cantor francês Mano Chao em sua participação no projeto Playing for change.

A canção também foi lembrada pela trupe do movimento "Playing for change" em uma de suas mais emocionantes filmagens (vídeo acima).

Fique com a versão extendida da música:


E a gente segue viagem para trazer para você novas postagens. Fique com Jah!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

A ideologia minimalista


IMAGEM: Google. Quadros expressando a vida no campo eram comuns nas salas das casas nos anos 1970. 
Vendedores passavam vendendo de porta em porta.

A ideologia minimalista abrange vários pontos cruciais para a sociedade moderna. O consumismo é o mais atacado. Afinal, o que leva uma pessoa, num primeiro momento, ao ideal minimalista é o inconformismo com a sua condição social incompatível com a pregada pelo consumismo.

Sentir-se não funcionando ou fracassado dentro da sociedade é algo que pode levar à desagregação, à mendicância, à loucura, ao crime. E muitas vezes a pessoa que se sente nesse estado é provida de mais do que o suficiente para viver uma vida com qualidade.


Os enlatados, ensacados ou engarrafados não perdem importância no modo de vida minimalista, mas, a necessidade de consumo deles extingue os produtos sem importância. O minimalismo não deixa espaço para a obsolescência planejada, que é a prática da indústria de priorizar - e forçar - a imprestabilidade em curto prazo de certos produtos, obrigando nova compra do mesmo ou troca por modelo repaginado. A Moda também sofre ataque a filosofia que sustenta a instituição comportamental.

Logo, a futilidade é que determina para o indivíduo médio dentro de uma sociedade consumista a sua contentação em compô-la, o interesse em funcionar de modo a mantê-la com as características lhe peculiar, o de permanecer nela e o de militar em favor da propagação do tipo de sociedade que lhe satisfaz o ego, concebendo-se ideal imperialista, que oportunistas poderosos irão explorar politicamente em seu próprio benefício, o que atrai decisões que também geram o inconformismo minimalista que são as guerras militares ou a engenharia social em pró de colonização - ou escravismo cultural.

Conforme essa determinação, encher-se de coisas materiais é imperativo. Abundância de pertences, culto à tecnologias que facilitam tarefas cotidianas ou que provêm comunicação sem limites geográficos, culto ao entretenimento constante e abducente estão entre as importâncias que perfazem a personalidade do indivíduo fora do conceito minimalista.


O sentimento de tédio e de incontentação com o presente, que exige que se esteja sempre a querer conquistar coisas novas e faz o ego querer ser notado pelos demais da sociedade como pessoa que funciona dentro dela, aparece para instigar a concluir se não se está a perder o tempo de existir com mais qualidade ao estar a aderir um jeito fútil de se viver. Ver esse tempo passar muito rápido aquece essa conclusão.

E mais: A inevitável escassez de espaço para armazenar pertences, que remete à constatação de que o próprio planeta não é capaz de garantir espaço por muito tempo se o modo de vida que o explora selvagemente for desejado por todos do globo terrestre, junto com a percepção de se estar a envelhecer e de que o advento da morte é insolúvel e que após sua chegada tudo o que se conquistou em vida terá o destino separado do espírito do conquistador e esse destino só será conhecido por quem fica produzem a epifania que cria o desejo de dar de mão do modo de vida consumista e de buscar um estilo de existência menos materialista. Não é à toa que os minimalistas são indivíduos mais velhos.

E assim, se dá a busca por viver em lugares campestres; em comunidades que cultuam a convivência direta entre si em vez de intermediada por aparatos tecnológicos; pelo consumo de alimentação orgânica e água sem sais químicos para suposto saneamento; pela agricultura; pelo veganismo - que implica também na questão geoespacial; pelo trabalho autônomo; pelo uso de moeda pessoal em detrimento ao dinheiro convencional; pelo entretenimento o quão possível voltado para a filosofia mecanicista; pelo uso de energia limpa e livre; pelo modo de produzir e de administrar empresas não ameaçador à ecologia e não aniquilador de empregos regulares e de artesãos; pela absorção intermitente de cultura versátil; pela nostalgia; pelo bem-estar; e por práticas que afloram a espiritualidade.

Cada atitude listada receberá postagem própria para esclarecer as vantagens desse modo de vida. Nos livros "Contos de Verão: A casa da fantasia", "Os meninos da Rua Albatroz", "Todo o mundo quer me amar" e "A magia que enriqueceu Tony" várias dessas atitudes são narradas e cortejadas. E é possível conhecê-las sendo praticadas pelas personagens dos livros.