quarta-feira, 25 de março de 2026

Carrossel animado

 


sexta-feira, 23 de julho de 2021

Onde o anônimo é ainda mais anônimo

IMAGEM: Outraspalavras.net

Quando a internet começou a ser usada, realmente havia oportunidade para que o anônimo aparecesse. Era possível criar sites sobre os mais variados assuntos e receber visitas em massa sem muito esforço. Era divulgar o URL entre os amigos e estes, além de realmente cooperarem e acessarem, eram suficientes para influenciar milhares a ver o conteúdo.

Era possível enviar e-mails sem restrição de quantidade de envio e eles realmente chegavam ao destino. E na caixa de entrada. Os radares de busca listavam o seu URL, no topo da fila, sem se pagar nada para o radar, se ele fosse o mais apropriado para encabeçar a lista ou estar nas primeiras posições do resultado de uma pesquisa.

Quando o Youtube surgiu e obviamente não tinha o atual grau de corporativismo, anônimos reais ajudaram o servidor de vídeos a crescer, levando milhões de internautas a acessarem os seus vídeos, a maioria contendo menos de 5 minutos e propagando um besteirol sem qualquer senso. E quem acessava o besteirol não se importava com o que via, pois, era o que todo o mundo estava fazendo.

Vários anônimos ganharam notoriedade na internet. E puderam fazer dinheiro com o estrelato, que naquela época não era tão efêmero, como é hoje até com quem paga os mecanismos de busca, o Youtube, os hospedeiros de blogs ou as redes sociais para aparecer.

Naquela época os contadores de visitas não eram enchidos arbitrariamente e os serviços que informavam a seus clientes a quantidade de visitantes que uma publicação recebeu o faziam honestamente, sem querer fazer parecer que o cliente pode ampliar a visitação efetuando um "pequeno investimento ao servidor", que pequeno só é na teoria que usam para explicar como é que se vai pagar. Se é para o cliente pagar, aí, sim, os contadores de cliques nos links dele funcionam direitinho!

Não vale a pena mesmo o investimento em popularização feito à esses serviços, pois, é muito grande o nível de automação e de manobras com que os veículos de ancoragem de conteúdo se valem para fazer parecer popular, bem visualizado e reagido com curtidas, comentários e compartilhamentos as publicações e justificar o investimento.

E quando o servidor possui programa de monetização, ou seja: o usuário pode ganhar dinheiro com as visitações que recebe, essas manobras são ainda mais nítidas. Parece que o servidor joga contra ele próprio, mas não é o que acontece. Primeiro porque para participar dos programas o usuário passa pela fase em que ele é que faz pagamentos ao serviço.

Depois, ele tem que seguir certas regras para ter seu material monetizado. As regras satisfazem às necessidades dos patrocinadores que vão colocar anúncio associado ao material. Tanto no quesito qualidade do próprio, quanto ao tipo de conteúdo veiculado. Acaba que o produtor tem que falar, pianinho, sobre o que não quer. Ou seja: liberdade nenhuma para quem quer na verdade é se expressar ou até mesmo fazer denúncias.

Uma vez aceito o patrocínio, os patrocinadores destinam grana suficiente para o provedor de hospedagem de conteúdo tirar seu lucro e ainda pagar a monetização ao usuário. Quem sai enganado no caso é o patrocinador porque paga por visualização que às vezes nem acontece. E eu acho é pouco eles tomarem esse cano, pois, na verdade é o grande opressor que impede a humanidade de se tornar ciente de uma pá de assuntos que pode levá-la a gozar da mesma existência farta de prazeres que ele goza enquanto a plebe se diverte com besteiróis ou desinformação.

E olha que há muito tempo o besteirol deixou de ser o padrão de interesse do internauta. E muitos de nós temos postado conteúdo valioso, que pode mudar para muito melhor a vida de quem o acessa. Tem blogueiro e Youtuber, pra se ter uma idéia, que põem à disposição segredos de Estado ou de sociedades secretas e as pessoas, muitas delas "interessadíssimas" por conteúdo desse tipo, passam despercebidas e perdem a oportunidade de se informar deles.

Tá certo que nesses casos o próprio serviço inibe de serem vistos esses materiais. Por vezes tira do ar em tempo relâmpago, usando para isso mecanismos de inteligência artificial para fazer a leitura e interpretação do material, pelo menos o suficiente para apontar a necessidade de o remeter à análise de um especialista humano. A censura na internet é muito maior do que em qualquer outro campo. Isto, é claro, não foi assim nos primeiros anos da rede mundial de computadores.

Afinal, esses supostos canais de comunicação fazem parte ou trabalham para os estados e para os poderosos do planeta, que são os que se reúnem nessas sociedades secretas. Mas, dá para furar o bloqueio se o internauta tiver a informação de que materiais com conteúdo valioso são postados e quiser acessá-los.

Para garantir esse controle, hoje a internet diminuiu bastante de tamanho. Ainda existe número de sites impossível de todos eles serem acessados até mesmo mensalmente pelo menos uma vez. Mas, conseguiram concentrar todos os internautas em poucos deles. Qualquer um de nós pode avaliar pelo seu próprio costume de visitação na internet. 

É o servidor de e-mail (não à toa os peculiares como o Gmail e o Hotmail); perfis de rede social, mais precisamente o Facebook e hoje também o Instagram; e o radar de busca Google, que manobra para que o que for pesquisado nele vá levar o pesquisador a um veículo de informação que paga o radar, cuja aprovação prévia garante que nele não se vá receber informação protegida.

No máximo, o radar conduz o pesquisador ao blog de um blogueiro autorizado, geralmente do Blogger ou do Wordpress, cuja autorização para ter seu conteúdo visitado se dá porque a hospedagem no serviço é paga e a triagem do conteúdo é aprovada.

O que quero dizer com isso, é que observando a visitação e as reações dos conteúdos que disponibilizamos ao público, nós produtores de conteúdo anônimos, que não possuímos um nome para que uma pequena publicidade feita num canal fora da internet seja suficiente para levar milhares de pessoas ao que postamos, temos impressão - e certeza - de estarmos a plantar grama no deserto. Os números de visitas que os mecanismos nos dão são parcos. E os de reações de quem visita os posts são mais parcos ainda.

Não se pode sequer colocar na postagem pouco visitada que publicamos links para materiais nossos que vendemos para ganhar o pão. Postagens na qual coloco links para compra de meus livros são as que menos recebem visitantes. Ou pelo menos é isso que informam.

Fazer publicidade nas redes sociais colocando no mural delas links para as postagens é inútil. É um conglomerado e essas redes também estão instruídas a inibir o clique nos links. Elas também possuem mecanismos de inteligência artificial para isso. Quando vemos curtidas nelas dentro da rede social, o mais provável é de se tratar de curtida automática, dada por robôs, pra fazer parecer que você deve continuar a usar a rede, mas, que deve mudar seu foco ou fazer investimento na rede para aumentar seu retorno de adesões.

Sendo assim, em vez de eu me frustrar ao ver o número de visitantes dos vídeos que posto no Youtube (mesmo os que tratam de besteiras) ou das postagens que posto nos blogs, prefiro parar de postar. Anuncio aos poucos que acessarão esta postagem que estou em busca de um meio novo de expressar minhas ideias e projetos que se destinam ao coletivo sempre beneficamente. Aí, sim, darei sequência ao "Viver bem é muito fácil", "Para presidente: Paulo Guedes", "Viagem de jeans pela década de 1980". E coisas novas que eu tiver para discorrer.

Só não sei como farei para divulgar o meio, caso eu o encontrar, pois, até mesmo envio de e-mail é cerceado hoje em dia. Que a força esteja conosco!

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Viver bem é muito fácil: Como observar a realidade

Vou discorrer nesta postagem sobre as ideias do filósofo indiano Jiddu Krishnamurti (imagem) sobre a percepção da realidade.


IMAGEM: Google

Para acessar o vídeo no Youtube, acesse o link:

O primeiro ponto que discorrerei a respeito é o que o filósofo decreta que a forma trivial de percepção da realidade, que abrange todos os seres humanos, se baseia no passado. A mente humana está sempre a observar o passado. E a dar autorização para que outrém lhe induza o jeito de observar.

Quando olhamos para as coisas, as identificamos com base em um nome. Esses nomes e todo conhecimento acerca da coisa observada foram nos passados por terceiros. A família no primeiro momento, a Igreja, as escolas, a Mídia, os governos e outras instituições.

Com isso olhamos, por exemplo, para uma árvore, e a chamamos de árvore porque assim nos ensinaram. Se além disso, conseguimos distinguir o tipo de árvore e o chamamos pela distinção – se uma mangueira ou um coqueiro por exemplo –, o tipo de fruto que ela dá, se o mesmo é comestível ou não, se a árvore está desfolhada, o que nos remete a novas informações como a estação do ano em que estamos, tudo isso nos foi doutrinado. Apreendemos essas informações, formando memória, em dado momento no passado, e as resgatamos sempre que temos que observar uma árvore.

Logo, o ato de observar, dentro dessa descrição sugere que sempre olhamos para a nossa memória e não para a coisa sendo fitada, a fim de identificá-la e dentre outras atividades realizar medições e ou julgamentos. Sempre que recorremos à memória, naturalmente a mente foca no passado.

E conforme Krishnamurti, e eu concordo com ele, o contato com o passado nos conduz à sofrimento. Mesmo quando a lembrança nos traz durante um tempo fragmentos de prazer ou até prazer intenso. O prazer fatalmente se transforma em dor quando não se pode mais fazê-lo durar.

E o prazer que remetemos a ele através da memória torna ainda mais penosa a dor, pois, muitas vezes são situações que não podem ser vividas novamente, como as peripécias inerentes de quando se é menino, ou situações que no exato momento em que vem a lembrança não se pode contar com tudo que há nela, tanto objetos quanto pessoas e outros seres, para se experimentar na realidade material do jeitinho que foi na época recordada.

Se quisermos observar realmente as coisas como elas são, temos que manter o foco no presente e nos despir de toda informação que recebemos no passado, que forma o que seria o conhecimento que temos e a impressão acerca de cada componente da observação que fazemos. E acaba por nos dirigir o comportamento a seguir.

Cada momento que observamos é totalmente novo. Tudo o que há na observação é novo. Ainda que seja uma pessoa com quem convivemos diariamente.

Tendo consciência disso, não precisamos resgatar da memória as informações nos passada para decidirmos como desfrutar do momento. Fazemos valer livre arbítrio e a qualidade de seres individuais que somos. 

Destrói-se assim as instituições que precisam que o ser humano tenha suas crenças condicionadas à suas doutrinas, é bem verdade. A mais específica delas seria a religião. E as ideias de Deus ou até mesmo de Eu Superior são perdidas diante à persuasão com que se é naturalmente abordado para obter a constatação de que a matéria não existe e por isso nada pode ter sido originado e nada pode ser destruído, apenas transformado. Tudo é experiência e esta é atual, atemporal e até não local.

De modo que vida após a morte também seja inconcebível. Faz mais sentido acreditar que a consciência é que é eterna, porém coletiva, e independe de um corpo físico para se manifestar. Só precisa que uma experiência seja sentida. Somente o percebimento existe.

Quem observa faz parte da observação. De maneira que a coisa observada é o observador ou o observador se torna a coisa observada por estar contido nela. E isso se dá logo que se é tomado por sentimentos causados pela experimentação. Tudo que observamos nos leva a sentimentos e é para o fim de usufruirmos deles que, consciente ou inconscientemente, observamos.

É claro que não é necessário ir ao extremo. Não é necessário correr o risco de morte por comer um fruto que por meio das informações adquiridas já se sabe ser venenoso. Não precisamos começar do zero se optarmos por existir com plenitude da consciência. O ideal é usar o que já se conhece apenas para dar suporte ao ato de atenção plena.

Quando se alcança esse tipo de percepção da realidade chamado de atenção plena se experimenta sensações indescritíveis. A simples atenção no momento é a fonte da verdadeira alegria. É como se estar a meditar a todo instante. Nenhuma frustração ou sentimento negativo se prova, uma vez que não se recorre à memória para se fazer medições ou análises sobre o que é visto ou sentido por meio dos outros sentidos.

Nenhuma imagem se forma na mente para ser guardada e ser resgatada posteriormente. Não se fotografa o momento. É sabido que se trata de um instante único, que não poderá ser repetido e nem mesmo será pretendido que o seja.

A sensação experimentada dessa forma é invariável e recorrente. Será sempre a mesma sensação toda vez que se mantiver foco no agora, toda vez que se tiver atenção plena. Por isso é inútil guardar na memória registros do momento, se sempre que tivermos intenção de reviver as sensações experimentadas nele basta-nos focar no agora. E é para reviver sensações que criamos memória.

Ensinar como é essa forma de observar é inútil. É o mesmo que negar o axioma que prega que para executá-la é necessário despir-se do passado e destituir-se de dar autoridade para alguém condicionar a observação. A experiência tem que ser completamente pessoal. E totalmente presente. Levando-se em conta pouca coisa do aprendizado já obtido.

O que alguém pode fazer no sentido de ajudar outro a manter atenção plena é contar como acontece consigo. Eu, por exemplo, olho para o horizonte como se estivesse olhando para um quadro que apresenta bidimensionalmente uma paisagem. Nele, tudo está misturado em tinta sobre uma superfície imprimível. As nuances das cores é que define o que o pintor quis que fosse entendido como elemento reconhecido da natureza.

Algo importante de se dizer é que as palavras não são as coisas. E nem estou me referindo ao fato de uma mesma palavra em línguas diferentes poder significar coisas diferentes ou coisas distintas poderem ser designadas com palavras diferentes conforme a Língua.

Devemos ter em mente que os demais seres vivos não dão nome para as coisas com que interagem. Tomam suas decisões com base no que observam e no ato de observar. Comunicam-se uns com os outros, até mesmo entre espécies, usando a comunicação universal, que é a da vibração emitida pelo próprio corpo, quer seja através de sons, mímicas ou outro meio de se exteriorizar o que está na mente.

Supõe-se, então, que mesmo que possamos qualificar certas observações que fazemos dos outros entes senscientes como instantes de profunda dor ou privação, a qualidade de vida deles, do ponto de vista do gozo de suas experiências, é maior do que a dos seres racionais, pelo simples fato de a todo ínterim manterem atenção plena, viverem o agora.

Por ter desenvolvido linguagem verbal estruturada para expressar seus pensamentos, construído ciências e ter a capacidade de explicar a si memo não torna o homem melhor do que os outros seres senscientes. O que o Homem conseguiu com isso não o coloca mais inteligente do que os outros seres providos de inteligência básica. Se um dia a vida humana acabar na Terra, preservando no entanto os outros seres, tudo para estes continuará como está. E durará por muito mais tempo sem a interferência humana em sua evolução ou em seu habitat destruindo ecossistemas.

O fato de haver selvageria só é observado por quem classifica como selvagem certos costumes, geralmente alimentares. Quem classifica é que se importa com classificações. Nem mesmo as presas dos predadores deixam de gozar vida intensa por manter a atenção no agora e dispensar linguagem verbal estruturada ou raciocínio considerado lógico pelo Homem. Sequer têm noção do que é selvageria ou de que poderiam viver com mais segurança tendo eliminado o predador.

Em atenção plena se olha para o Sol sem dar nome para ele. Apenas o fita, o contempla e se sente a experiência disso. O mesmo vale para o céu, as núvens, as árvores, as serras, as casas e até as pessoas e animais que atravessam o horizonte contemplado. Tudo fica misturado como no quadro artístico mencionado.

Nosso modo tradicional de observar faz com que separemos cada elemento componente do nosso observar. Separamos, o tornamos tridimensional, e em seguida recorremos à memória para identificá-lo, chamá-lo pelo nome, medí-lo, julgá-lo, para só então tomarmos decisões sobre que comportamento adotar. Só depois é que nos vêm emoções, que geram pensamentos, que nos embebem de sentimentos e por fim nos fazem Ser ou Estar. Comparado com quem vive com a atenção plena: vivemos com um certo delay, enquanto este vive em tempo real. Vivemos sempre no passado.

Aquilo de uma observação que é separado se apresenta como partícula para o observador. É particularizado, se torna particular, se manifesta à percepção, se identifica. Aquilo que é visto sem expressão ou o que não é percebido se apresenta na forma de onda, sem manifestação para os sentidos materiais, exceto a intuição.

A energia escura é o que nos dá maior capacidade de descrever algo que esteja se comportando como onda. Se pegarmos o sentido da visão, tudo o que conseguimos ver e identificar está se comportando como partícula, está se manifestando. É, portanto, para nós, com mais convicção, matéria.

Mas, o que se encontra fora do campo da visão não quer dizer que não está ali. Não conseguimos ver o que está às nossas costas. Isto, então, se comporta como onda, fora da atenção.

Essa analogia vale para todos os outros sentidos. No caso do som ou do olfato, podemos ouvir ruídos e sentir odores ou aromas que vêm de áreas que não podemos ver, como o que está atrás de nós por exemplo. Mas, só percebemos o que se comporta como partícula.

O som ou o cheiro que ganha atenção se comporta dessa maneira. Os demais ruídos que não separamos ou identificamos se expressam na forma de onda. Ou seja: não se manifestam, não ganham atenção.

O tato tem comportamento especial: aquilo que tocamos e sequer sabemos que havemos tocado, na maioria das vezes por não conhecermos sua textura ou estarmos com falta de sensibilidade tactil, passa por nós como uma onda.

Quanto aos sentidos humanos, a intuição é peculiar. O próprio sentido se comporta como partícula ou como onda. Quando intuimos algo, a intuição, então, está se manifestando, se expressando como partícula. E quando ela ocorre latentemente, nenhuma mensagem partindo dela vem à superfície da mente como um insight, uma comunicação intuitiva ou um sonho, a intuição se expressa como onda.

Se o subconsciente existe, cuidando em segundo plano das funções vitais do corpo, é cabível dizer que ele opera como onda. Somente quando resolvemos dar atenção à própria respiração ou ao próprio batimento cardíaco é que o faríamos expressar-se como partícula. Entretanto, o que evidenciamos na verdade nesses casos são as funções desempenhadas pelo inconsciente.

No momento de contemplação, o corpo vibra em sintonia com a vibração própria da contemplação. E tudo se transforma em energia pura, em uma coisa só, unidimensional. O tão falado pelos místicos: “Todo”, a totalidade. É nesse estado que se reconhece o verdadeiro sentimento de amor, a vibração do amor, a paz, o equilíbrio, o bem-estar, a saúde, a prosperidade.

O todo envolve a cena observada e nós, os observadores dela. Incluindo os pensamentos que mantemos, a própria consciência e a inconsciência. Tudo isso é uma coisa só, que está dentro do planeta Terra, que por sua vez está dentro do Sistema Solar, da Via Lactea, do Universo por completo.

Tudo é expresso em energia pura quando livre do pensar. Quando experimentado com atenção apenas, com presença à disposição de experiências. Os astros perambulando no Cosmos estão tendo dessas experiências, assim como nós na Terra e também os que habitam o microcosmos.

E isso é o que se pode chamar de equilíbrio ecológico e existência farta de prosperidade e de alegria intensa. E está ao alcance de qualquer ser humano.

Pra compra de livros do autor: Clique!

terça-feira, 13 de julho de 2021

Para presidente: Paulo Guedes Pt. #N1


Estava eu na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, à contemplar os monumentos que deram fama de modernista viabilizador de progresso à Juscelino Kubtschek, ex-prefeito da cidade, ex-Governador de Minas Gerais e ex-presidente da república do Brasil.

Deitado na grama da orla, eu ouvia os automóveis, uma das marcas de JK, que face à sua sanha por progresso, desenvolveu a indústria automobilística do país. Passavam roncando motores para lá e para cá pela avenida de contorno da lagoa, Otacílio Negrão de Lima, que sediou outrora grandes prêmios de Fórmula 1 e outras façanhas.

Na Casa do Baile, JK, pé de valsa, dava frequentemente seu show de exímio dançarino de tango e bolero. Na outra extremidade, ao fim do grande lençol de água represada, que na era de ouro da Pampulha era percorrido de barco, jazia o, desde 1957, Museu de Arte, que em 1946 deixou de ser o luxuoso cassino do projeto original de Oscar Niemeyer, pois, o General Eurico Gaspar Dutra proíbiu a prática de jogos no Brasil.

Desviando-se os olhos para o Oeste, não muito longe da antiga Casa do Baile, se localiza o Iate Clube. E indo mais adiante, a linda e de arquitetura anárquica para um templo religioso Capela de São Francisco de Assis. Obras que Juscelino quando prefeito de Belo Horizonte concentrou no então deserto Norte da cidade, graças à sua vocação para desbravador de localidades e construtor de infraestrutura de ligação com regiões remotas desperdiçadas pelos administradores públicos, que o fez ganhar a alcunha de desenvolvimentista e alçar vôos na política, na qual o médico urologista entrou sem muita pretensão de entrar.

Do advento do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, JK já mostrava certa tendência, espontânea ou não, de se relacionar com comunistas. Os amigos Oscar Niemeyer, o arquiteto, Roberto Burle Max, o paisagista, e Cândido Portinari, autor das gravuras no interior da igreja de São Francisco, foram filiados do PCB, alguns, e levemente ativistas, outros. Dois deles tendo feito parte do pelotão de comunistas que deram forma ao prédio da sede das Nações Unidas em Nova York, que capitalistas adoram ostentar.

Oscar Niemeyer, o mais assíduo, tendo, inclusive, oferecido em 1945 seu escritório para encontros do PCB de Luís Carlos Prestes, o homem que propagou a ideologia vermelha no Brasil a partir de 1922, teve, em 1947, seu projeto escolhido para servir como base para o definitivo. Cândido Portinari, cuja arte sempre foi politizada e preocupada com a pobreza no Brasil, tendo como obra-prima o quadro Retirantes, de 1944, pintou o painel Guerra e Paz, que decora a sede da ONU em Nova Iorque, o que terminou em 1956. Junto com Niemeyer, Burle Max foi lembrado por JK para participar da construção do Conjunto Arquitetônico de Brasília, hoje patrimônio da humanidade junto com o da Pampulha.

Desde os anos 1950, o Brasil recebia infiltrados soviéticos com a missão de recrutar pessoas para militar em função da implantação do socialismo no país. Já no governo de Juscelino Kubtschek, sob a guarda da Státní BezpeÄnost, o serviço secreto tcheco, a persuasão soviética ganhava adesão junto à presidência. Contam algumas fontes, que Juscelino Kubtschek, então presidente da república, sofria espionagens praticadas por esses espiões soviéticos, os quais frequentavam seu círculo. Gente da competência do batedor que teria operado como residente no Brasil a partir de 1954, logo que o KGB foi criado, Mikhail Ivanovich Filonenko e sua esposa Anna Feodorovna.

Kubtschek, o sobrenome da mãe Julia, seria de procedência judia. Seria uma ascendente tcheca dos Kubíček. O que provavelmente se ligasse ao fato de haver na era JK grande influência tcheca no país. Poderia ter isso possibilitado ao StB organizar agentes em rezidenturas e providenciar espionagens. Mikhail Filonenko e sua esposa pertenciam à agência tcheca de espionagem. Judeus e maçons frequentes no meio do Poder no Brasil já se observava de longas datas.

A bem da verdade, o Brasil dos idos de JK estava sendo tomado por muita pobreza ao mesmo tempo que soprava o vento da prosperidade. Muita injustiça social idem. Cresciam favelas e a desigualdade entre as classes mais e menos abastadas de riqueza. E isso é que fez com que uma leva muito grande de pessoas aderisse as acepções comunistas.

JK tentava diálogo com as duas vertentes políticas. Conversava com comunistas e com negocistas. De um lado ganhava a simpatia do povo, do outro atraía capital estrangeiro. Ainda que administrado não com a devida responsabilidade, pelo bem do cumprimento de um plano de metas que visava progredir o Brasil sob o lema “50 anos em 5”.

Não importando por qual dos lados pendia, Juscelino sofreu muita oposição por políticos do partido que derrotou em sua campanha eleitoral, a UDN. O principal deles: Carlos Lacerda. Jornalista que ia fundo na construção da imagem de um JK comunista, com o propósito de derrubá-lo. Inaugurando uma das características da política brasileira de hoje em dia: a guerra por meio de boatos e desinformação. E também o “fazer oposição pela oposição”, sem importar com o presente e ou futuro da nação.

Não por acaso, o crescimento da corrupção no país se dá nessa época. Corrupção que chegava ao meio civil, com grandes empresários encostando-se em políticos em busca de favores. O trivial de políticos em busca de cargos que legam poder, rachadinhas, propinas, tráfico de influência e assassinato de reputação viu com a construção de Brasília excelente oportunidade para a formação do caráter do político nacional. Caráter que atravessou gerações e chegou aos tempos atuais sem muito jeito de ser substituído por um de idoneidade melhor.

Nunca o país experimentou tanta prosperidade quanto nos tempos de JK. O Brasil conquistou sua primeira Copa do Mundo de Futebol, sua música apareceu para o mundo no ritmo do Samba e da Bossa Nova. E até outras áreas culturais e artísticas pegaram carona. 

Com o fim da censura à imprensa imposta por Getúlio Vargas, o rádio, os jornais e até a jovem televisão iniciaram a caminhada da qual hoje é herança a manipulação da opinião pública através dos órgãos de imprensa e de arte. Iniciando, inclusive, o hábito desses órgãos de subsidiar políticos e viabilizar seus interesses moldando o comportamento do público, em troca de favores, evidência ou verba, no episódio em que Juscelino procurou Roberto Marinho, proprietário do jornal O Globo, para pedir apoio do jornal em sua investida maior, a construção de Brasília e respectiva mudança da Capital da república. 

Marinho era contra a mudança, assim como vários políticos e empresários, que não queriam deixar o conforto e regalias construídos no Rio de Janeiro em detrimento de irem morar ou constantemente terem que se deslocar para um lugar no meio do nada, onde o progresso e comodidade já existente no litoral fluminense e no sudeste do país demoraria a chegar.

Além de criar infraestrutura parecida com a de Primeiro Mundo no Brasil, embora tenha vacilado ao iniciar a destruição da malha ferroviária do país, JK se preocupou com os pobres, com a seca do Nordeste e com a Família. Em seu governo, os filhos adotivos passaram a ter os mesmos direitos que os de sangue. JK teria dado de presente para a filha adotiva a outorgação dessa lei.

Entretanto, a alta moralidade e o populismo têm seu preço: a máquina pública ampliou seu orçamento. Novos servidores públicos foram lançados na folha de pagamento do Estado. E novos cargos políticos idem. Juscelino teria sido sincero ao deixar claro que tinha consciência de que endividava o país, mas, o progresso daria condições para que os governantes futuros saldassem a dívida sem perder as conquistas. Rompeu com o FMI, entidade da qual fez muitos empréstimos, no melhor estilo “devo não nego, pago quando puder”.

Essa utopia era duvidosa. E quem duvidou fez a melhor previsão.

Para compra do livro "Os meninos da Rua Albatroz": Clique!

segunda-feira, 12 de julho de 2021

A adorável vida de anônimo

Proposta de série de postagem em vídeo para ser veiculada no canal Os meninos da Rua Albatroz com base em suas postagens mais antigas, que são as mais prestigiadas do canal.

Acesse o vídeo: 

O propósito é refletir que mesmo anônimos podemos ter tido vida melhor do que muitos famosos que cultuamos e hoje não estamos tirando proveito disso.

Os visitantes e os inscritos do canal têm preferência pelos vídeos que revisitaram a época do Globo Cor Especial da TV Globo. Tentamos diversificar o canal, mantendo a intenção de provocar nostalgia em quem assiste os nossos vídeos e para angariar outros visitantes que não aqueles que serão os únicos interessados em rever a época marcada pelas publicações, levando não só informações culturais valiosas da época definida nas postagens, mas, também, ideias de negócios e motivação para alavancar empreendimentos com base nas sugestões e aumento de renda.

Estamos aqui com nova proposta, já que não fomos bem sucedidos com a série "Viagem de jeans pela década de 1980". Manteremos conexão com as postagens que mais interessam à nossa audiência, embutindo no assunto a busca por visitantes de outras gerações, se valendo da estratégia usada na série anterior, já citada.

Esbarraremos em questões como restrições na exibição dos vídeos, pois, é impraticável, ao resgatar épocas com base na cultura pop, não usar imagens, áudios e vídeos que remetem às mesmas.

E muito desse material possui direito autoral, que para ser liberado é necessário que o canal possua bastante acesso para que com os views os proprietários dos direitos possam liberar a exibição na íntegra.

Solicitamos, então, caso haja adesão à proposta, que nos ajudem a conseguir inscritos ou pelo menos visitação no canal do Youtube. O compartilhamento dos links é a principal ajuda.

E para sabermos se podemos começar as postagens, esse aumento de público terá que acontecer com o compartilhamento dos vídeos que já estão no canal. Visite esses vídeos, assista-os e caso ache interessante e queira ajudar nesta investida, divulgue-os.

Desde já me sinto agradecido!

Para compra do livro "Os meninos da Rua Albatroz":

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Viver bem é muito fácil: Como vibrar amor

Como já mencionado em postagens anteriores, os cientistas da moderna física quântica descobriram que a realidade material é feita de vibrações que se expressam em variadas frequências a partir de um manancial energético único.


Existe uma única fonte de energia, que de acordo com a frequência vibratória se diversifica, causando o caos universal e formando coisas, eventos e as sensações que os seres senscientes experimentam.


Os hermetistas, seguidores do hermetismo, de Hermes Trismegisto, observaram sete constantes no Universo, que chamaram de “As sete leis herméticas”. Ou seja: em qualquer parte do universo que se vá, se deparará com essas sete leis.

E uma delas é a Lei da Polaridade, que prega que tudo tem um pólo, um oposto. Os seres com consciência como a do homem podem confirmar essa lei bastando observar o seu redor. Os demais só podem se submeter a ela, pois, é necessário a capacidade de realizar julgamentos para detectar as polaridades. E até onde se sabe, as mentes primitivas ou irracionais não julgam, tomam decisões por instinto.

É indiferente para elas se uma área com determinada coloração possui temperatura nociva ao corpo no qual está contida a mente e por isso se deve evitar penetrar nela. Essa decisão é tomada instintivamente quando a aproximação da região torna cada vez mais nítida a incapacidade de se suportar a temperatura nela, levando ao recuo do corpo ou ao desviar-se da área. No caso do homem, se ele insistir em penetrar na região ele usará de artifícios para isso.


A energia essencial é única. E é ela que é polarizada, graças à frequência vibratória. Se imaginarmos essa energia como uma linha reta, em uma extremidade estará o ponto de mais baixa vibração e do outro o de mais alta. O efeito disso sobre a matéria é que foi classificado como polar.

No homem, as vibrações existentes de um ponto central à extremidade negativa, ou seja: o pólo de mais baixa vibração, causam sensações de mal-estar. E o inverso provoca o bem-estar.

O mal-estar pode ser traduzido como sentimento de fraqueza, de doença, de baixa autoestima, de incapacidade de realização, de ódio. E indo na contramão de direção teremos a motivação, a saúde, a alta autoestima, a eficiência em moldar a realidade. Até chegar ao amor. 

Foto Kirlian de aura vibrando amor

O amor seria a vibração perfeita. Se procurarmos o objetivo de vibrar nessa faixa vibratória, não precisamos preocupar com nenhum outro acontecimento de nosso interesse que queiramos facultar, pois, o resto vem junto.

E sabemos que estamos indo nessa direção quando sentimos cada vez mais bem-estar. Quando o bem-estar é incontinente e ainda estamos conscientes do mundo ao redor, estamos amando. Acima disso nos tornamos inconscientes. Entramos no estado meditativo ou atingimos certo grau de contato com o espiritual.

Célula de osso vibrando.

O que vibra no corpo humano são as células que o compõe. Já se estipulou que vibrando na frequência de 62-72 Hz (Hertz) se está em perfeita saúde. E em 528Hz se está amando.


E também se estipulou que comportamentos de renúncias e de adesões, hábitos alimentares e de hidratação, recreativa ou não, costumes, envolvimento com objetos, lugares e pessoas, exposições à eventos, recreativos ou não, prática de esportes e meditação, sentimento de perdão e de gratidão, são o que nos conduzem a um ou outro pólo.

No geral, todas essas coisas são o que fazemos diariamente, a todo instante. Só temos que nos observar as fazendo e o que acontece durante essa observação: se sentimos bem ou mal-estar.

Sabendo que o sentimento de mal-estar nos conduz à doença, ao fracasso em diversos aspectos e à falta de perspectiva na vida, sem mencionar a morte, devemos procurar nos livrar dessa sensação e nos colocar na trilha oposta. E se faz isso com o pensamento, com uso de várias técnicas de mudança de atitude.


Se imagine como o sujeito responsável por manter a brasa de uma churrasqueira acesa em um churrasco. Uma vez acendido, o carvão tende a conservar a temperatura no ponto máximo a que chegou. Entretanto, as condições ambientais, sobretudo do clima, irá afetar a resistência do carvão, bem como a degradação do comburente.

O primeiro caso, o churrasqueiro resolve lançando à mão algo que o possibilita prover a condição climática ou de ventilação para que o carvão reacenda ou retorne à temperatura perdida. O segundo, ele coloca na churrasqueira mais carvão para ser queimado.

Da mesma forma podemos agir quando estamos tomados de mal-estar. Notamos o que estamos fazendo no momento e procuramos substituir pela ação contrária ou por uma ação que sabemos que nos eleva o moral.

Exemplo: Automaticamente entramos em baixa vibração, independente de acharmos que gostamos do que fazemos, quando se está a julgar ou a analisar alguém ou alguma situação; a discutir uma notícia ruim ou que se discorda dela, dada em um telejornal; a efetuar reclamações; a se entregar à melancolia ou ao sentimento de piedade, à carência ou obsessão afetiva ou à insegurança.

Detectando estar acometido de mal-estar estando a vivenciar um desses eventos, é hora de usar a mágica da transmutação para neutralizar seus efeitos – neutralizar é se por no centro da linha da energia essencial, ou seja: em equilíbrio – ou reverter o pólo, indo em direção ao bem-estar.

Só existe uma única energia. E é ela que dá origem à vibração do amor e a do ódio. Podemos optar por nos valer apenas dos benefícios dados pelas vibrações que nos levam ao amor.

O amor constrói e também destrói. Exemplo: Você trabalha em um ambiente onde para se obter melhor resultado de produção e ampliar a remuneração, os trabalhadores, por exploração dos gestores, se entregam à corrupção. Os clientes da empresa são os únicos lesados financeiramente, mas, se acaba trabalhando mais como efeito dos atos de corrupção, comprometendo com isso o estado de saúde.


Nesse exemplo, nem se levou em consideração se o operário preocupa ou não com o fato de estar sendo desonesto em favor de si próprio, legando prejuízo aos clientes que ele atende. Se essa preocupação brotar nele, as consequências energéticas negativas são lhe ampliadas.

Ambientes assim possuem péssima egrégora. São caracterizados por serem lugares onde se concentram baixíssimas vibrações. Para se opor à essa moralidade e alterá-la, é preciso se valer de técnicas que influenciam o aumento da vibração local. Assim se estará influenciando todos a darem de mão da forma corrupta que atuam no trabalho. E isso destruirá o sistema implantado. Seria uma destruição benéfica.

Isso pode ser exemplificado também com a prática de aumento de vibração para destruir células cancerígenas dentro do organismo e respectiva cura celular do mesmo.

Para tanto, é necessário em primeira instância desenvolver em si próprio o amor. Ninguém pode doar o que não possui. Portanto, tudo o que se deve fazer para moldar um ambiente em seu favor é praticar em si mesmo o aumento de vibração. Em outras palavras: "sendo a mudança que se quer ver no mundo", como disse Mahatma Ghandi.

Em seu livro “Vibe”, a autora Robyn Openshaw lista os principais fundamentos que se deve conhecer, assimilar e procurar praticar para gozar experiências de vida favoráveis. São eles:
  1. Tudo no Universo é energia
  2. Você tem um quociente vibracional
  3. Semelhante atrai semelhante
  4. Uma substância com uma frequência mais alta pode causar aumento na vibração de uma substância de baixa frequência
  5. Existe um oposto à lei da entropia, que reza que o Universo originou de maneira organizada e ruma à desordem. A capacidade de arbitrariamente poder aumentar sua vibração, faz com que a consciência humana interfira nessa lei.
Siga esses ensinamentos e junte-se ao rol de pessoas que buscam transformar este mundo no melhor mundo possível.

Para compra de livros do autor: Clique!

Fontes não citadas das imagens:
Google
Arte do autor

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Viver bem é muito fácil: Viva no presente

Para acessar a postagem em vídeo:

Se você já assistiu os seriados norte-americano de TV dos anos 1960 “A feiticeira” e “Jeanie é um gênio” você já deve ter se deparado com a seguinte situação: 


Uma mulher com poderes sobrenaturais disposta a dar tudo o que seu amo quiser, coisas ou circunstâncias lhe favorecedora, e um homem aparentemente de moral altamente incorruptível, que acredita que para se vencer na vida conseguindo pertences e benevolências é necessário ir à luta, trabalhar bastante para conquistar seus propósitos.


Eu acredito que qualquer um, inclusive os astros e produtores dos dois programas televisivos, não abriria mão de contar com a facilidade para se adquirir coisas ou situações favoráveis, que propõem os dois referidos sitcom. Ninguém dispensaria a ajuda de gênios para conseguir tudo o que quer se encontrasse algum.


Nos Estados Unidos daqueles idos, a população passava por doutrinação de comportamento e recebia cargas de mensagens através de diversas mídias, sobretudo da televisão, com a finalidade de ser adestrada com o molde que os gestores da sociedade consideravam ser o ideal para o convívio entre os membros dela e para o respectivo funcionamento do Sistema. Se todos procurassem ser honestos e batalhar pelo que quer, tanto as pessoas quanto o modelo socioeconômico pensado prosperariam.


Como a aceitação dessa justificativa exigia bastante condescendência, que superava os limites da ingenuidade, surgiram pessoas propagando teorias que acusavam os gestores de comportamento dos indivíduos de se beneficiarem da fragilidade e obediência do cidadão para ficarem livres para se manterem no poder, uma vez que seus negócios jamais correriam riscos de serem afetados se de repente alguém que enriqueceu de maneira fácil resolvesse competir com eles.


Outras teorias diziam que esses gestores frequentavam fraternidades esotéricas que teriam conhecimentos avançados sobre o poder da mente humana e restringiriam a eles tal conhecimento. 


E através dos mecanismos de engenharia social que dispunham, impediam os não-fraternos de o alcançarem. Tentariam com esse procedimento inibir os outros de desenvolverem a mente para lhes trazer tudo o que bem quisessem e deixarem de ter que se submeter às regras do Sistema.


Gênios de lâmpadas têm origem na mitologia árabe. Conforme o site http://petitandy.com/:

De acordo com as crenças pré-islâmicas os Gênios foram criados de ar e fogo, 2.000 anos antes de Adão. Vistos como eternos e imortais, eles eram criaturas extremamente fortes e astuciosas que possuíam grande destaque no paraíso (logo abaixo dos anjos). Os Gênios teriam sido incentivados por seu líder a recusarem fazer reverências à mais nova criação divina: o homem. Como punição, todos os gênios foram expulsos do paraíso.

Embora vivam em um mundo paralelo, eles podem ir e voltar a Terra livremente. Poderiam se tornar invisíveis quando desejassem e utilizariam para sua diversão esta habilidade.

Comumente responsabilizados por doenças e acidentes, eles punem humanos por ações que não julguem corretas. Também se dizia que eles ajudam quando a humanidade precisa de ajuda, mas, provavelmente apenas quando isso for conveniente aos seus interesses.


O próprio Maomé revelou que ao escutar as revelações do anjo Gabriel sobre os ensinamentos de Deus (que posteriormente seriam reunidos no Alcorão), inicialmente teve receio de ser algum Gênio brincando com ele. Após a revelação do Alcorão, a visão que se tem dos Gênios foi alterada.


Deus informou a Maomé que alguns Gênios são bons e outros são maus, pois possuem o mesmo livre arbítrio que os humanos. Assim como nós, se seguirem o Islam poderão se salvar.

É muito comum se ouvir a frase “fulano tem o gênio ruim”. Com a palavra “gênio” na frase querem se referir ao temperamento da pessoa. Essa frase vai ao encontro do que revelaria o Alcorão, conforme o texto do Petitandy. A qualidade moral do gênio, então, definiria a índole de seus prodígios.

Em estado normal de consciência, todos temos o mesmo temperamento. É quando alteramos esse estado que nos classificam como bons (passivos) ou ruins (explosivos). Os desejos que se passam na mente de uma pessoa em estado passivo são os melhores possíveis. A recíproca não seria verdadeira para o estado explosivo. Embora uma pessoa treinada possa usar a energia da ira – do estado explosivo – para injetar no ambiente bons pensamentos. Empodera-se com isso o pensamento de generosidade.

Uma pessoa geniosa consegue tudo o que deseja. A fórmula é a atenção plena – durante o estado genioso dela, ela não dá espaço para pintar dúvida se pode mesmo conseguir o que quer, pois, está totalmente focada no tempo presente – e o magnetismo animal – poder de influenciar pessoas ou o meio.



Não é querer um automóvel, piscar os olhos com os braços cruzados e eis que o carro aparece. E sim o resultado de uma logística aplicada com disciplina.


Exemplo: Um mentalista deseja sair de uma revendedora dirigindo um dos automóveis que viu na vitrine. Ele não possui no momento meios de comprá-lo. Nem mesmo a prazo. Mas, resolve arriscar. Recebe ele a abordagem do vendedor e com muita cortesia o influencia a aceitar que informações importantes para o crédito sejam ignoradas, enganos durante a verificação de documentos aconteçam, processos de liberação do produto sejam acelerados, de modo a tapar inconsistências para liberação. 


A força que providencia tudo isso é a mental. E é disparada via magnetismo animal.

Suponhamos que o combinado tenha sido a emissão de um cheque pré-datado no valor da entrada a ser descontado em 10 dias. E o restante a ser pago em 30 prestações através de carnê de mensalidades a ser enviado para o endereço do sacado. A devolução do produto será automática se o cheque não for coberto no prazo estipulado.

Para aqueles que gostariam que as transações comerciais existam com bastante frequência e agilidade na sociedade, a primeira parte, o consumo, se deu dentro dos conformes. Resta saber quanto à adimplência.

Supondo que o comprador do exemplo seja idôneo, mas, não tem previsão clara para obter o valor da entrada dentro do prazo, se esperaria que ele usasse seu poder de persuasão para criar a realidade que possibilita ganhá-lo ou emprestá-lo. 

Se ele não tiver o interesse de ficar com o carro, se ele apenas queria realizar um desejo momentâneo de sair de uma concessionária de automóveis dirigindo um carro, ele aguardaria o processo de devolução, arcaria ou não com as despesas incidentes, dependendo de sua índole, e a ação planejada na mente teria sido concretizada. 

Caso ele não seja um ente idôneo, todas as possibilidades para que ele possa permanecer com o carro, sendo ou não incomodado, estariam lançadas no éter. Idem as consequências daquelas em que se sofreria pena.

A mente humana é uma espécie de lugar onde reina a anarquia. O governo dela é individual e todos os eventos que acontecem nela são restritos a quem a administra. Portanto, a mente é um lugar realmente livre. Totalmente sintonizada com a essência do Universo, que não limita eventos com as diretrizes humanas. Entretanto, alimentamos muitas vezes a vontade de transportar para a realidade material esses eventos. Daí, eles não podem acontecer exatamente como são traçados na localidade original.

Se a ação planejada é sair de um estabelecimento dirigindo um carro, somente essa ação é que é levada em consideração para que o protótipo mental dela seja clonado na realidade material. Influenciar o vendedor a não checar documentos é outra ação. E se viabilizará separadamente. Para a mente: sem ter relação com a de sair de uma loja dirigindo um carro.

Outra particularidade da criação mental é a ausência de consequências. Sair da loja dirigindo um carro é o todo. Só lhe existe o agora, nunca o depois. Assim como também não existiu o passado da ação. Para arcar com as consequências que inevitavelmente ocorrerão no plano terreno, novas ações terão que ser inventadas na mente pelo pensador. No exemplo, uma delas é a de obter dinheiro para arcar com a entrada e as prestações. E o que advier, ocorrerá também no presente de então.

IMAGENS: Google

Para compra de livros do autor: Clique!

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Viver bem é muito fácil: Conheça sua mente

IMAGEM: Google.

Para ver a postagem no Youtube:

A mente humana é uma ferramenta para o humano usar. Muitos de nós tem aquela impressão de que a mente possui autonomia e que está fora do corpo físico. Ainda mais que muitos dos pensamentos que ela produz não gostaríamos de tê-los. Uns pensam que não somos donos da mente que temos. É ela então quem os usam. Outros sabem que somos donos dela sim. Porém, a mente não é o que somos. O eu verdadeiro está fora dela e também do corpo físico, controlando os dois.

A verdade é que todos esses pensamentos indesejáveis somos nós mesmos que influenciamos a mente a constituí-los. Durante anos e anos somos influenciados, pelas experiências que temos, a dar forma a esses pensamentos e, natural e incondicionalmente, os armazenamos.



Como fazemos com os arquivos de computador que criamos e mesmo sem utilidade póstuma não apagamos. Para algum lugar na memória da máquina eles têm que ir. E quando situações que condicionam o aparecimento deles acontecem, eis que voltamos a ter contato com eles.

A mesma coisa são com os pensamentos. Por exemplo, assistimos a filmes de terror, ficamos impressionados com alguma cena, nos assustamos, repudiamos a cena para o caso de termos que vivê-la na realidade, mas, nada fazemos para apagar as impressões. Elas acabam guardadas em nossa memória. E quando nos deparamos real ou virtualmente com situações similares à cena repudiada, eis que vem à superfície da mente a sugestão de experiência que tanto gostaríamos que não surgisse. E se nada fizermos para que ela não se materialize, se não evitarmos que nos emocione fortemente aquele pensamento, dizendo coisas como “cancela” ou “nada errado, tudo certo”, ou desenhando mentalmente um escudo, nas palavras dos religiosos: “traremos a desgraça para casa” ou “daremos corda para o demônio”.



O tempo todo estamos pensando em alguma coisa. A mente é a canalizadora, decodificadora e geradora de imagens desses pensamentos. A interação que inevitavelmente temos que fazer com o meio é responsável pela maior parte do que pensamos. A necessidade de tomada de decisão é o principal motivo.

O ambiente físico é todo feito de vibrações. O tempo todo estamos vibrando. E também as outras coisas, pessoas e demais seres vivos vibram incessantemente. A comunicação universal é a vibração. Quer queira, quer não, quer saibamos ou não, a mente constantemente recebe essas vibrações e as traduz. E forma os pensamentos que temos, que tem vez que não vemos qualquer sentido em estar pensando em certa ação.

Isso só ocorre quando não estamos atentos ao presente, ao ínfimo momento atual. Essa coisa que chamam de atenção plena. Porque quando estamos inteiramente atentos, focados em tudo ao redor e sem efetuar medições ou julgamentos, a mente não forma imagem. Ela não precisa formar imagem ou decodificar a vibração que está captando para que possamos compreender o que a está influenciando. 


A mente é como se fosse o monitor de vídeo do computador que um ente superior controla. As imagens que ela forma. Em vez de impulsos elétricos ligando diodos no interior de uma placa de circuito integrado, as vibrações que ela capta do meio exterior é que dão origem a impulsos elétricos que combinam dendritos e formam sinapses cerebrais. Quanto mais raciocínio, mais compreensão, mais sinapses, mais nítida a imagem que a mente forma, maior a capacidade de conversão da imagem em matéria.

Para isso, temos que estar treinados a não produzir julgamentos. Ou seja: se pôr totalmente em controle remoto. Deixar que o inconsciente nos conduza pelas estradas, sem se preocupar com diferença de tonalidade de cores, se está por vir um aclive ou um declive, se passou por nós um homem alto, que talvez pudesse ser alguém conhecido, ou uma mulher de baixa estatura, que teria sido grossa.

A gente tem momentos assim quando estamos indo para algum lugar que conhecemos o caminho de cor e salteado e estamos absortos em pensamentos ou apressados. Quando dá hora de virar à direita a gente vira; se o semáforo nos acende a luz vermelha paramos; voltamos a andar quando se torna verde pra gente.

Muitos de nós nesta situação faz uso da outra faculdade da mente: produzir pensamentos que nascem do íntimo. Muitos desses são algumas vezes chamados de inspirações. Neste caso, a influência pode estar vindo do éter, de uma região mais próxima do sobrenatural, que toca o espiritual. E muitos desses pensares são recordações. Às vezes, recordações são desencadeadas pelo contato no meio físico com algo que as recobram. Mas o que imaginamos estimulados por inspirações pode também se transformar, efemeramente, em recordação, se pertinente.

Nunca tive sorte de encontrar texto científico sobre a mente humana que me empolgasse o raciocínio para eu dar meu aval de quem entendeu claramente o proposto. O que já ouvi falar ou já li é de ser o meio-ambiente, incluindo a comunicação com os outros, o causador das imagens mentais, além dos processos cognitivos, que se referem aos momentos em que na mente vão parar análises e formulações tanto de pensamentos, quanto de palavras. Tornando a mente bem a cara de ser uma ferramenta que usamos para interagir com o mundo material.

Que tudo que viemos a experimentar materialmente passa primeiro pela mente é hipótese defendida pelos cientistas da mecânica quântica. Os da ciência convencional – particularmente o pessoal de psicologia – aceitam que tudo que o homem constrói ou já construiu passa ou se passou pela mente dele antes de vir ao mundo.

E aqueles, os quânticos, também defendem que a realidade que experimentamos é fruto da observação que fazemos. Que tudo existe em todos os estados possíveis e que é a observação que as mentes fazem que decide, no momento de observar, a probabilidade selecionada ou aquilo que se suceder. Surgindo, então, um vórtex veloz e etéreo, que causaria o que chamam de colapso quântico. E a coisa sai do mundo imaginário para ganhar luz no tridimensional geográfico. Esse pessoal menciona também o emaranhado quântico, que descreve a crença de que a mente não passaria de uma força e que todas as mentes estão ligadas, inclusive a universal, que seria a que move tudo, inclusive os astros no céu. O caos no universo seria o resultado da atividade incessante das mentes emaranhadas.

Foi lendo o ótimo livro “A cabala mística” da Dion Fortune que entrei em contato com uma intrigante teoria sobre a evolução dos seres vivos que conservam os ocultistas. Conforme o livro, o homem primitivo teve que aprender que o que ele imaginava e o que experimentava realmente eram eventos separados. Sua mente era vazia, sobretudo de pensamentos inatos, que praticamente não tinha. Carregava pra ela somente imagens formadas pela sua interação com o meio. Se ele tivesse algo como uma alucinação, ele não diferenciava do que via realmente. Ver o horizonte a céu aberto era o que seria a consciência habitual; com a cabeça afundada na água era para ele um outro estado de percepção.

As surpresas com que se deparava, como tentar apanhar no ar um vulto ou um raio de luz, os efeitos de pareidolia nas paredes das cavernas, foram aos poucos virando aprendizado e sendo catalogado instintamente. A voz interior foi sendo diferenciada dos ruídos externos. E até as imagens que viam nos espelhos d'água, ou seja o reflexo de si e de outras coisas, bem como as sombras de si próprio e dos objetos, tiveram que ser classificados para que pudessem interagir sem choque com o mundo.

Para os ocultistas, os sonhos foram responsáveis por trazer muitas respostas para perguntas e soluções para problemas que os primitivos buscavam durante o estado pleno de vigília. E parece que ainda é assim para o homem. E para os animais que demonstram também sonhar – e até a ter pesadelos –, como os cães.

Dizem os neurolinguistas que a mente atrai as experiências que vivemos. Se é verdade que a mente canaliza as vibrações vizinhas, oriundas de pessoas, objetos e eventos, latentes ou não, decodificando e formando imagens mentais para se comunicar com o pensante e dizer -lhe o que ela está canalizando, não há a menor dúvida de que seja assim mesmo. Mesmo porque, se observamos cada instante que deixamos para trás o que aconteceu foi isso. E achamos que os pensamentos que tivemos ocorreram por se relacionar com o acontecimento ocasionado. Mas, no fundo é como se uma pessoa sentisse fome e materializasse uma pizza de queijo e calabresa por serem os ingredientes disponíveis ao redor para ele cozinhar.

Antes eu vivia um paradoxo tendo essa crença de que a mente atrai o que pensa: “estou atraindo ou pressentindo o que materializo”. Hoje sei que não existe premonição. Ninguém pressente qualquer coisa. Ninguém prevê o futuro, exceto aquilo que é calculável, como a rota de um meteoro por exemplo; se vai chover ou se vai dar sol. Mesmo essas coisas são probabilidades.

A mente pode ser sugerida. Pode desenvolver sinapses cerebrais compatíveis com determinados pensamentos. Sugestões que podem sair de terceiros, como é o mais normal. Mas também nós mesmos podemos dar sugestões para a própria mente. Logo, se ela tem a capacidade de formar as experiências que os seres mentais gozam, saber como sugestionar a mente é o segredo da bonança, da vida repleta de boas experiências. E por que não dizer: o segredo da prosperidade?

Para ter boas ideias, então, é só ir para onde se possa encontrar o mais possível de elementos agradáveis para a mente usar após canalizações dela própria ou sugestões que dermos. Lugar onde se está emitindo boas vibrações. Magnatas perambulando, carrões passando, o som de música bem agradável, cheiro de boa comida, um vento aliviante tocando o rosto. Sem dar chance para a mente se impressionar ou canalizar o que não traz benefício.

Emoções irão pintar e gerarão pensamentos positivos, que darão forma a sentimentos que farão o instante observado valer a atitude. E, ainda, se for um insight o que se foi buscar, a chance de sair do local com uma fórmula na cabeça ou uma coisa já materializada na mão será grande.

Para compra de livro do autor: Clique!

terça-feira, 29 de junho de 2021

Viver bem é muito fácil: Desprender de valores impostos

Quem durante um tempo da vida teve oportunidade de conhecer o estilo de vida rural ou pelo menos o vivido pelas pessoas das periferias dos grandes centros urbanos nas décadas de 1980 e anteriores pôde observar no próprio terreiro de casa ou nos quintais vizinhos ou de todo o bairro criações de galinhas.

IMAGEM: Google

Para as galinhas eram construídos galinheiros. A maior parte do dia, elas ficavam dentro da construção a viver seu cotidiano de andar para lá e para cá cocoricando e batendo asas. Botavam ovos e logo que escurecia subiam para o poleiro, que é onde dormem.

IMAGEM: Pinterest

E havia em todas as casas onde construíam desses estabelecimentos uma grande parte do imóvel mantida em terra crua. Era onde as aves perambulavam por um período a partir de determinada hora do dia. O terreno ficava sempre limpo, de tanto as galinhas ciscarem, pois, elas retiravam do solo tudo quanto era folha de planta que encontravam.

IMAGEM: Google

Se podia observar as galinhas com pintinhos recém-nascidos educando seus filhotes. Ensinavam a eles a bicar o solo em busca das folhas de grama. A encontrar a vasilha com água. A esquivar-se de ser apanhado por alguém da casa que quisesse pegá-los.

IMAGEM: Google

Exceto sair de dentro do galinheiro para passar um tempo no quintal e voltar para ele, ter a vasilha de água enchida e milhos distribuídos pelo chão da instalação para que as poedeiras, os filhotes e o galo se alimentem, todo o resto dessa rotina acontece sem a intervenção humana.

Os animais irracionais não se preocupam com outras coisas que não as que incondicionalmente suportam a sua existência, como se alimentar, hidratar e dormir. Nem mesmo o tempo gasto com perambulações eles gastam com atenção plena no fato ou atribuindo algum julgamento. As decisões que tomam acontecem intuitivamente. 

IMAGEM: Google

Eles não dão importância a coisas como ser ou não ser bonito; ser mais fácil de se executar uma tarefa ainda que fundamental; ter um cônjugue exclusivo para amaziar-se, receber carinho, trocar palavras agradáveis que massageiam o ego, praticar sexo. 

IMAGEM: Google

Até mesmo ter filhotes acontece naturalmente, os outros animais não julgam se é necessário tê-los ou não. Sequer preocupam quanto a preservar a espécie. A natureza é que toma por eles todas essas decisões e os tocam a intuição. Embora não se ocupem com contemplação de alguma arte, leitura, atividade complexa de lazer, eles são como atores num palco desempenhando o papel lhes dado pelo escritor e diretor de uma peça teatral, desempenhados os cargos pela natureza.


Voltemos agora ao homem primitivo. Em nada ele se diferenciava dos outros animais viventes de sociedades. Sua capacidade intelectual no início era equivalente às dos irracionais. E seu tempo de viver era vivido essencialmente realizando atividades indispensáveis à sua sobrevivência.

IMAGEM: Google

Porém, seu intelecto evoluiu, tornando o Homem capaz de observar a realidade, de modo a analisá-la e a se encher de curiosidade. Ao ponto de chegar um dia a ser capaz de explicar a si mesmo ou de contar a própria história e a do mundo onde vive. Daí complexou-se todo o resto.

Desenvolvendo sua forma de analisar seu arredor, a ideia de beleza se descortinou para o Homem. E ele começou a ver beleza e feiura em tudo. E a classificar as coisas e seres conforme o que percebia, atribuindo valores por si próprio ou de acordo com a instrução que recebia, inicialmente apenas dos mais velhos da tribo, não só dos pais. Assim, outras dualidades e atribuições ele fecundou.

O hermetismo fala sobre polaridade, sobre tudo ter um oposto. Mas, só quem tem consciência da do tipo que tem o humano é capaz de julgar essa polaridade. E até precisa disso para medir e interagir com o mundo. Para os outros animais não existem em suas mentes essas polaridades. As medições necessárias, como a que distingue um terreno transponível de um buraco, lhe ocorre naturalmente. A natureza, então, seria uma espécie de consciência universal não atrelada a um corpo físico de reinos e espécies distintos, que age por conta própria quando o ser não é muito independente intelectualmente.


Muita romantização, poetização e conceitos de ética foram brotando na mente humana. E com isso, valores morais foram sendo inseridos em seu cotidiano de vida social, tornando o Homem mais independente do Cosmos, mas, afastando a espécie cada vez mais da sua natureza e das providências automáticas e infalíveis dela.

Porque a virtude da beleza, por exemplo, seduz, o Homem, que já havia desenvolvido roupas como equipamento para proteger-se do clima, viu ele nestas uma opção para esconder o corpo e evitar casualidades como, por exemplo, atentados ao pudor.

E da mesma forma vieram todos os outros valores que a maioria das sociedades humanas até hoje em dia conserva, bem como as preocupações e sentimentos de frustração por não estar a arcar com algum desses valores.

Constituir família; praticar somente sexo para obter orgasmo, reprimindo o auto-toque íntimo; namorar, noivar, casar, viver junto com alguém do sexo oposto ou não; se manter belo, bem aparentado, ao se exibir em público; ter filhos. Isso tudo são preocupações inatas do ser humano. Nada disso é elementar para ele gozar sua existência.

Assim como não é para os outros animais e os vemos na mesma condição, ainda hoje, a realizar seus ciclos. Sem problemas que já não lida com eles, sem estresse e sem mudança de humor. Mudar esse funcionamento automático da vida, arraigar no inconsciente que os valores que carrega consigo são inexoráveis, não foi bom para a humanidade. São fatores de infelicidade. E quando deixamos que a não incidência dessas instituições em nossas vidas as abalem, estamos atendendo a terceiros e não a nós mesmos.

É o líder religioso que precisa que se pense que religião é importante, que se acredite em divindades e que se espere por uma salvação que nem mesmo se sabe do que se é salvo. São as instituições políticas, bélicas, religiosas, corporativas, acadêmicas que precisam que a ideia de família seja mantida, que as mulheres queiram ser mães e concebam filhos. Pelo simples fato de que farão as proles parte das engrenagens do Sistema e manterão as rodas girando.

São essas instituições que se beneficiam do sentimento materno que elas mesmas adoram romantizar, poetizar, com o fim de manter a chama acesa. E também o contingente populacional necessário para dar suporte e continuação às sociedades humanas. Vão para essas instituições: eleitores, soldados, fiéis, trabalhadores, escolares e, sobretudo, consumidores. E os governos se justificam administrando toda essa gente e instituições.

Então, se você se flagela por não conhecer ou ter frequente oportunidade de praticar sexo: lembre-se que a natureza fez o orgasmo como uma atividade do seu corpo, para alcançá-lo você não precisa de ninguém, pode conseguir sozinho. É para você não deixar de se importar com sexo por poder se masturbar, coisa que compromete a produção de pessoas para fazer rodar a engrenagem do sistema, que marginalizam a prática e colocam na cabeça das pessoas que se tem que namorar, casar, procriar. Enfiam na cabeça da gente que felicidade é isso e que devemos buscar por ela.

E felicidade são momentos e não algo que se alcance e que uma vez alcançado, provavelmente por ter se conseguido ticar todos os "deveres" e "feitos" doutrinados, se será para sempre feliz.

Namorar, praticar sexo, viver a dois, ter filhos são apenas momentos felizes. Mas não é a Felicidade personificada e nem tampouco eventos insubstituíveis. Se substitui, sim, inclusive por opções a que se possa chegar individualmente a elas. Sem a participação de qualquer outro.

Se você se flagela ou se reprime por qualquer outra coisa além das mencionadas como exemplo, verifique se o que te perturba é algo que você realizaria incondicionalmente se ainda vivêssemos como o homem primitivo. Caso não seja, pare de perseguir isso, pare de produzir o próprio sofrimento e pare de querer dar satisfação para terceiros e pôr sua vida nas mãos deles. Seja dono da sua vida!

E ademais, quando você se desfaz da tormenta de arcar com deveres lhe impostos ou de desejar algo lhe ensinado e que lhe traz curiosidade por experimentar, você se solta. E é dando de mão da ansiedade que a obsessão traz, ou seja: se soltando, é que se consegue entrar em estado de bem-estar, que faz com que se sintonize com o fluxo de energia positiva abundante no éter e essencial para a materialização de qualquer experiência que desejamos experimentar.

Para acessar a postagem em vídeo, clique:

Para compra de livros do autor: Clique!

Paz profunda! Vida longa e próspera!